segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Medo

Sou como um livro aberto, cujas páginas acabaram de ser impressas, e cujo coração salta para lá do suposto, sentimos medo, eu sinto medo…especialmente do que os meus olhos não são capazes de ver, será estupidez? Paranóia? Ou simplesmente…nada, um grande nada!
Tenho medo…medo de um dia acordar e não conseguir respirar mais, medo de sofrer continuamente todos os dias, medo de não ser amada, medo de desiludir quem eu mais gosto, tanto medo que sinto…medo que não quero sentir, e principalmente medo de não o sentir.
Tenho medo do medo, e medo de não sentir esse medo, porque sei que quando não sentir medo, vou estar morta, no fim, sem visão do mundo.
É uma coisa tão superficial…se pudesses matar algo…seja o que for matarias o medo? O medo que sentes? Ou algo como a morte?
Se me perguntassem diria que não mataria nem o medo, nem a morte, mas sim o sofrimento. Coisas como o medo e a morte, são coisas naturais, para que viver se por exemplo ficas dependente de alguém? Sem puder mexer, ou até sem falar, mataria a velhice, que de um modo a outro irá sempre levar ao sofrimento.
E depois de tudo estar esclarecido, o medo que sinto, não se compara à dor que possa vir a sentir, mas sim tenho medo, muito medo, mas não de o sentir.
Depois de tudo, anular, excluir, cancelar, eliminar, banir, afastar, retirar da vida o sofrimento é a escolha correcta.
Mas mesmo assim não consigo deixar de pensar no medo que sinto, de tudo que me rodeia! Serei uma pessoa que exagera? Talvez…mas assim tenho a certeza que estou viva, que tudo o que me rodeia é um sinal de que eu estou entre eles, um sinal de que talvez quando perder esse medo não seja tarde demais.
Reflicto sobre isto sempre que posso, mas nunca chego a uma conclusão, até agora…agora consigo ver melhor como realmente sou, acho que…sempre soube, mas tive medo de o admitir, e ali está aquela palavra.
Medo!                                                                                                          

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