sábado, 17 de novembro de 2012

Resenha - Lua de Sangue de Nora Roberts



Tory Bodeen foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferr e um cinto de couro...e onde seus sonhos e talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga com quem sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. A amizade entre as duas permitiu a Tory ser o que não podia ser em casa: uma criança. Porém, Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Agora, passados 18 anos, ao voltar para sua cidade natal, com planos de se instalar e abrir uma elegante loja de presentes, Tory está decidida a encontrar paz e se livrar das angustiantes visões do passado. Retorna seu vinculo com Cade Lavelle – o irmão de Hope e herdeiro da fortuna da família - , mas não tem certeza se a trágica perda que partilham vai uni-los ou separá-los. Contudo, está disposta a abrir seu coração, apenas um pouco, e tentar. Viver tão próxima da lembrança infeliz, no entanto, será mais difícil e assustador do que Tory jamais poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto...”

Neste livro, Nora Roberts conta a história de amizade de Tory, uma menina com um estranho dom, tendo capacidades psíquicas, e Hope, que acaba por ser violentada e assassinada aos 8 anos de idade. Só o facto de haver um assassinato de uma criança foi algo que me atingiu bastante ao longo do livro. Tory culpa-se pela morte da amiga de infância porque elas tinham combinado sair durante a noite, sem os pais, perceberem para irem brincar para o pântano. Mas Tory não consegue sair de casa porque o seu pai acaba por lhe bater e a castigar por causa dos seus dons psíquicos, já que este acha que a filha é uma espécie de demónio por ter essas capacidades fora do comum. A jovem Tory acaba por sentir quando a amiga é morta e é ela que acaba por dar a notícia à família de Hope e também os informe onde o corpo da criança está. Os anos passam e Tory não consegue esquecer Hope, nem o facto que não se sabe quem foi o assassino. Passam-se 18 anos e Tory resolve voltar à sua cidade natal, enfrentar os seus fantasmas do passado e recomeçar. Lá ela reencontra a sua avó, os seus timos e o seu primo veterinário, Wade, a irmã gêmea de Hope, Faith e ainda o Cade, o irmão mais velho de Hope. E é com aquele jovem que Tory vai começar a curar alguns dos seus traumas e voltar a confiar novamente nas pessoas e no amor. A mãe de Hope não quer que este romance prossiga porque culpa a protagonista pela morte da filha, tentando atrapalhar a relação com chantagem e ainda há o assassino de Hope que continua à espreita. Tory descobre que o criminoso mata sempre no dia em que Hope morreu, uma rapariga de feições parecidas com ela e com a idade que a criança teria se tivesse viva. Assim Cade e Tory juntam forças para descobrir quem é o assassino e conseguirem alguma paz na vida deles.


Como disse no início da resenha, uma das coisas que mais me marcou foi o assassino de uma criança, mas também a violência que Tory recebia do pai e a amizade. As pessoas dizem que as amizades que fazemos na infância são aquelas que guardaremos com mais carinho e que vão durar uma vida inteira. Não importa se a pessoa está viva, morta, longe ou perto, o carinho que temos pelos amigos, se for verdadeiro, é eterno e mágico.


“Um verdadeiro amigo é alguém que pega a tua mão e toca o teu coração.”

 

A história vai envolver três categorias: romance, policial e paranormal, três ingredientes que eu adoro num livro. Tornei-me uma fã de Nora Roberts e até agora ainda não me desapontou, trazendo sempre nos seus livros temas atuais e interessentes.
Acabei por descobrir que o livro foi adaptado para filme! Ainda não o vi, mas ver se vejo e que seja tão bom como o livro!






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