sábado, 9 de março de 2013

Crítica Literária - "O Amor é Breve" de Catarina Betes

O Amor é breve é um livro que retrata diferentes histórias de amor. Em cada história, a autora revela desejos, medos, inquietações da alma humana que conduzem, inequivocamente, à análise e reflexão do poder que o amor exerce em cada um de nós. O poder de perdoar, de recomeçar, de mudar o sentido das nossas vidas para sempre. O amor nas suas diferentes formas, na certeza de que só na sua aceitação e reconhecimento, podemos viver verdadeiramente.

Neste livro é apresentado uma história de amor em cada capítulo. Somos envolvidos com vários tipos de amor e de sentimentos, desde amor entre pais e filhos, amor entre amigos, amor entre um casal recentemente apaixonado, amor à primeira vista, amor que nasce de uma amizade.

"O amor é breve. Todas as belezas do Universo o são. Felizes os que vivem amores, ainda que breves, pois não é o tempo que conta, mas sim vivê-lo a tempo.
Pág.12

Mas para além do amor, são mostrados desejos, sonhos, medos, receios que o ser humano experimenta. Ao lerem as 80 páginas deste livros vão encontrar uma história ou mais que vos define e vão identificar-se com ela, nem que seja apenas uma pequena parte. "O Amor é Breve" permite que o leitor faça uma viagem aos sítios mais profundos da sua alma.

"Que importa a brevidade dos nossos encontros? Será o tempo que mede o amor ou o amor que mede o tempo? O tempo é apenas tempo, o amor será sempre amor..."
Pág.28

Todos sabemos que o amor é um sentimento complexo e nem sabemos defini-lo muito bem? Afinal, o que é o amor? Porque é que amamos aquela pessoa e não outra? O amor pode mudar a vida de uma pessoa porque este pode fazer-nos feliz, triste, destruir-nos, dar-nos força, dar coragem, faz-nos chorar, faz-nos sonhar; o amor acaba por ser um contraste de sentimentos. 

"Afinal, na vida tudo é temporário. Tudo se perde, tudo se esquece, nada permanece."
Pág. 35

A escritora, com a sua escrita simples mas eficaz, tenta descobrir os enigmas deste sentimento e tenta decifrá-lo o máximo que consegue. O ser humano como um ser imperfeito, comete erros, comete enganos, faz sofrer os outros, mas tem sempre a possibilidade de remediar-se através do perdão.  

"Percebo que a vida não é como sonhamos, mas se estivermos atentos aos momentos mágicos de cada dia, os nossos sonhos vão-se encaixando, um a um, disfarçadamente, na rotina dos nossos dias."
Pág.51

Para além disto, este livro dá-nos uma lição de vida que é aproveitarmos cada momentos como se fosse o último e amar como se não houvesse amanhã, porque nunca saberemos quando é que isso pode acabar de um momento para o outro. A vida é deslumbrante e maravilhosa, tendo apenas um defeito que é acabar.

"É curioso como as coisas mais simples da vida que nos proporcionam os momentos mais belos e emocionantes, que marcam de uma forma tão profunda e vincada a nossa trajetória pessoal, que não duvido até que tenham, por vezes, a capacidade de mudar o nosso destino, quando menos se espera."
Pág.61




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