terça-feira, 30 de julho de 2013

Crítica Literária - Desejada de P.C. Cast

Lina é proprietária de uma padaria Gourmet em Tulsa mas, infelizmente, o negócio não está a correr como esperado e ela precisa de um plano. Quando tropeça, acidentalmente, num livro de culinária italiana da deusa, Lina não consegue deixar de pensar que encontrou a solução para os problemas, mesmo que isso implique invocar uma deusa para salvar o seu negócio. Em breve, Lina encontra-se cara a cara com Deméter, que tem o seu próprio plano. Ela propõe que Lina troque a alma com Perséfone, a deusa da primavera, que irá dar uma nova vida à padaria. Em troca Lina terá que repor a ordem no submundo. Depois de ocupar o corpo de encantadora Perséfone, Lina, cujos problemas eram massa azeda e segundos encontros, tem agora assuntos maiores em mãos, como levar a primavera ao mundo dos espíritos. Mas, quando o belo e perigoso Hades acende uma chama no seu coração, Linda não pode deixar de se interrogar se o senhor do submundo não será o homem dos seus sonhos...

Este foi o primeiro livro que li da série "Chamamento da Deusa" que corresponde ao segundo volume desta saga. Da P.C. Cast só conhecia o trabalho "Casa da Noite" que para quem não sabe o tema principal são vampiros. 

Desta vez a mitologia retratada na história é de Perséfone e Hades, a Deusa da Primavera e o Deus dos Mortos. Na história original conta que a Deusa foi raptada por Hades e levada parra o mundo dos mortos. A mãe de Perséfone, Deméter, fica tão abalada com a ausência da filha que ordena que haja seis meses de escuridão, que corresponde ao outono e ao inverno, como luto.

Mas a estrela principal deste livro é Lina, uma americana de 43 anos que é proprietária de uma padaria à beira da falência. Tal como acontece no livro "Deusa do Mar", há uma troca de corpos feita por Deméter, ou seja Lina vai para o corpo de Perséfone e vice-versa. 

Começamos o livro com Deméter conversando com a sua ama Irene sobre Perséfone, a quem considera fútil e bastante infantil, e por isso pretende fazer algo à sua filha. Tem a ideia de a mandar para os dias atuais, onde ninguém sabe quem ela é, mas precisa de uma substituta que vá para o Mundo dos Mortos iluminar a passagem daqueles que já morreram, levando consigo a primavera e a vida. E é aí que entra Lina. 

Lina é divorciada que dedica a vida a cuidar da Pani Del Dea. Ao tentar encontrar novas receitas para atrair mais clientes ao negócio, ela encontra um livro chamado La magia dell'Italia, acabando por invocar Deméter, que a leva para o seu reino, trocando de corpo com a sua filha. A deusa explica que enquanto Lina será a deusa da primavera, Perséfone estará na padaria a cuidar de tudo. Quando Lina e Hades se conhecem há logo uma atração, é um encontro muito cómico, já que Lina compara o Deus dos Mortos com o Batman. 

A história é linda e envolvente. A narrativa não é monótona e possibilita uma boa visualização das cenas e dos cenários, sendo estes fantásticos. A escritora pega sempre na mitologia grega e apesar de contar a verdadeira história também a recria segundo a sua própria imaginação, dando o seu toque pessoal na narrativa. O livro tem momentos eróticos, mas não são as cenas predominantes e quando acontecem são muito românticas. Comparando-o ao Deusa do Mar, gostei mais deste, especialmente do final que é lindo e nada do que estava à espera. 

Atenção que as histórias são independentes, por isso a ordem não interessa. Aos românticos incuráveis, por favor vão ler este livro que vão adorar o Hades, que apesar de ser o Deus dos Mortos é carinhoso e meigo, mais do que quer mostrar! Àqueles que ainda não experimentaram esta série, o que custa tentar?

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