segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Força do Desejo de Jess Michaels

A noiva vai tentar libertar-se de todas as suas inibições. Ao entrar na sua sétima temporada sem namorado, Beatrice Albright começa a entender que a sua beleza não compensa a sua personalidade irritável. Na qualidade de mulher desesperada que ninguém deseja, tem de procurar um homem com quem nenhuma outra pessoa casará: o desprezado e misterioso marquês Highcroft, Gareth Berenger. Correm boatos de que ele é um assassino, mas Beatrice tem mais receio de ficar uma velha solteirona na companhia da mãe, do que da obscura reputação de Berenger. Contudo, embora se sinta intrigado pela sedutora proposta da jovem, também ele tem uma proposta a fazer. Dotado de gostos particulares, não casará com nenhuma mulher incapaz de os satisfazer. A sua noiva tem de ser aventureira, sem medo de nada e ansiosa por experimentar todas as paixões e prazeres imaginários, por mais chocantes e proibidos que possam parecer. Se Beatrice concordar em tentar a experiência – se conseguir eliminar todas as suas inibições – os dois casarão. Por conseguinte, os dados estão lançados enquanto Beatrice e Gareth embarcam num percurso erótico onde o perigo os espreita a cada curva, rumo a um mundo de êxtase, onde nada é proibido… nada é negado.

Sempre fui grande fã de romances sensuais, sejam estes passados na época atual ou num tempo mais histórico. Este foi o primeiro livro que li de Jess Michaels que se enquadra nesse tipo de livros que descrevi no início. Adoro a forma como ela acaba por desenvolver um romance com elementos eróticos e apaixonantes, onde há uma intriga que faz com que a história tenha um ar misterioso e um segredo que o leitor quer desvendar a qualquer custo. 

Cada livro fala de uma das Irmãs Albright, sendo assim histórias independentes, podendo ser lidos fora de ordem que no meu caso é o que estou a fazer.

Neste volume é-nos apresentado Beatrice Albright que é considerada a "ovelha negra" da família, pois criou para ela própria uma reputação de ser arrogante e fria, no fundo para se proteger. Quando as suas irmãs mais velhas estão todas casadas e a jovem deixa de receber quaisquer convites para bailes e já há muito que não tem pretendentes, ela acredita que a única solução é conseguir um homem que tinha uma reputação na sociedade igual ou pior que a dela. E aí ela encontra o Marquês de Highcroft, Gareth Berenger. O Marquês pretender arranjar uma noiva, mas já que há boatos que foi ele que matou a sua primeira esposa e que tem uns certos gostos na cama, ele está longe de conseguir que uma jovem da sociedade se aproxime dele. 

É aí que aparece Beatrice com um acordo, ou seja, um casamento de conveniência, mas antes disso Gareth precisa de saber como eles vão ser nos assuntos de quarto, se serão compatíveis porque o objetivo do casamento para ele é gerar um herdeiro. E começa um jogo de sedução e paixão. As cenas eróticas são ousadas no ponto certo, não se tornam repetitivas nem enfastiadas. Há uma grande evolução das personagens, especial da jovem que passa de uma megera para uma pessoa dócil e amável. 

Confesso que gostei mais do livro Tabu do que deste (ver opinião aqui), não senti muito amor neste casal, muita luxúria e paixão mas faltou ali algo, um ingrediente chave. É um  bom livro para descontrair e entrar no mundo da sensualidade, sem uma história leve e que se lê num ápice.


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