terça-feira, 15 de outubro de 2013

Crítica Literária: Rosa Selvagem de Patricia Cabot

Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muito mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.

Eu sou muito picuinhas sobre a personagem feminina de um livro. Tenho aquele ideal e para tem que ser aquilo e aquilo mesmo! Gosto de mulheres decididas, fortes, corajosas e que não tenham medo de enfrentar um homem nem de dizer uns belos de uns palavrões! Pois é minha gente, apresente-vos Pegeen MacDougal, uma das personagens femininas que mais me agradou este ano! *palmas*

As duas primeiras coisas que fizeram com que este livro se realçasse para mim foi a sinopse e a capa, ambas muito apelativas e dentro do género que me agrade. Depois deste amor à primeira vista, fiquei com as minhas expetativas elevadas e estas não ficaram aquém! O livro apresenta uma narrativa com muito ritmo, focada na relação de amor-ódio dos protagonistas mas intercaladas com algumas pequenas histórias de personagens secundárias. 

No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. Este é o único ponto negativo que encontro neste livro.

Como já referi, para mim o segredo deste livro está todo na protagonista, na sua personalidade e do seu temperamento um pouco "ardente". Peegen é filha de um vigário, que faleceu, e tem que tomar conta do seu sobrinho, filho da irmã e do marido desta que era um duque, mas ambos faleceram deixando o menino órfão. Peegen vive na pobreza porque o marido da sua irmã foi repudiado quando se casou com alguém abaixo dele na sociedade.

Edward é o tio do menino que anda à procura dele incansavelmente para que este assuma o seu lugar na sociedade e assim Edward consiga "fugir" ao seu trabalho como duque. E é nesta busca que Edward encontra o menino e como consequência, conhece Pegeen. Ele fica logo deslumbrado com a beleza desta e há uma espécie de amor à primeira vista, misturado com um grande sentimento de negação, uma atração fatal com um amor intenso.

Ao contrário do que costuma acontecer nestes romances, Pegeen não é o tipo de mulher que ao descobrir que está apaixonada vai a correr para os braços dele, faz de tudo para conquistá-lo, muito pelo contrário, ela afasta-o, irrita-o pois guarda segredos que envolvem o seu passo que a impossibilitam de sonhar com o amor.

Um romance história que me fez sonhar, rir, desesperar, suspirar, torcer por um final feliz e terminar a leitura com uma sensação deliciosa de: missão cumprida!



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