segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Crítica Literária - Nas Asas da Memória de Sarah Sundin

O major Jack Novak nunca recusou enfrentar um desafio - até que conhece a enfermeira tenente Ruth Doherty. Quando Jack vai parar ao hospital do exército depois da queda de um avião, decide que a sua missão prioritária é conquistar o coração de Ruth. Não será fácil. Não só Ruth está concentrada no seu trabalho para poder sustentar a família, como carrega um segredo vergonhoso que a impede de entregar o coração a qualquer homem. À medida que o perigo e a tensão da Segunda Guerra Mundial aumentam, Jack e Ruth irão precisar um do outro mais do que nunca. Conseguirá Jack transpor as defesas dela? Ou estarão destinados a seguir caminhos diferentes.

Lá ando eu com a mania de começar a ler livros de sagas sem ler os anteriores, e este foi um dos casos, sendo o segundo livro da trilogia "Nas Asas da Glória". Apesar de pertencer a uma trilogia, são livros que se conseguem ler sem dificuldade se o leitor não conhecer os volumes anteriores.

Estamos no século XX, anos 40... E o que se passa? Sim, a Segunda Guerra Mundial. O casal romântico é Jack Novak e Ruth. Jack é um Major que é um homem que sempre foi conduzido para ter sucesso na sua carreia militiar, especialmente como piloto. Ruth Doherty é uma das enfermeiras do exército e é ela que cuida do Major quando o seu avião cai num ataque.  A partir do momento em que Jack olha para Ruth, ele sabe que conquistar o seu coração, mas a tarefa não vai ser fácil, nada mesmo. Porque Ruth esconde segredos e a única coisa que pretende na vida é esquecer o seu passado e cuidar dos seus irmãos.

O que me agarrou nesta história foi o cenário britânico, o contexto histórico e tudo o que envolvia a vida das enfermeiras e até mesmo do exército, todos os sacrifícios e sofrimento, que apesar de ser uma história literária tem um grande fundo de verdade.

Para um livro romântico, a história também acaba por ser fraca nesse aspecto porque o envolvimento das personagens acontece quase no fim do livro. Gostei muito mais do casal secundário, por menos não é um "casal sem sal".

O livro perde bastante quando se fala no par romântico, especialmente por Ruth e todo o seu segredo que fez com que ela rejeita-se o amor, porque apesar de tudo, é muito previsível e todo o seu pensamento de "coitadinha", por assim dizer, não foi um facto que aceitasse muito bem. Como já referi quinhentas vezes e volto a dizer, eu gosto de personagens femininas fortes e para mim, Ruth foge nesse aspecto. Outro aspecto negativo para mim, foi a relação toda com Deus e religião. Eu não tenho paciência para este tipo de coisa, nunca tive e admito-o apesar de viver num país cristão. Cada vez  que li-a alguma passagem do género, apetecia-me revirar os olhos. 

Sinceramente, não sei vou ler o primeiro e o último volume da trilogia, mas talvez me aventure por esses caminhos porque tenho lido que o primeiro livro é muito melhor que este. Vamos lá ver se a Sarah Sundin dá a volta a isto!


Reacções:

0 Rabiscos:

Enviar um comentário