quarta-feira, 4 de junho de 2014

[Novidade Porto Editora] O Menino de Deus de João Carlos da Costa

O João Carlos é um menino com autismo que, para surpresa de muitos, incluindo familiares e terapeutas, comunica recorrendo à escrita. Fá-lo sempre com papel e lápis, e com a ajuda da mãe que lhe ampara o braço. Se a escrita do João em si já é surpreendente, as suas palavras tornam-na ainda mais especial: dão a conhecer na primeira pessoa o que sente quem vive com autismo e transmitem uma mensagem de amor, luz e esperança. "O Menino de Deus", o livro com que o João sempre sonhou, é mais uma vitória no caminho que quer percorrer: dar voz aos que como ele sofrem em silêncio e fazer com que a Humanidade desperte para um mundo melhor. As palavras de amor que o João quer partilhar não deixarão ninguém indiferente.

O que têm em comum Catarina Furtado, Mário Augusto e Valter Hugo Mãe? Os três ficaram rendidos ao caso espantoso de João Carlos Costa, um menino português com autismo, que, para surpresa de familiares e terapeutas, consegue comunicar através da escrita (ver página 3). O Menino de Deus é um livro que vai dar que falar e que a Porto Editora publica a 13 de junho.

Tu, João, com este livro, estás a ensinar-nos a viver num outro estado, mas isso só acontecerá se estivermos realmente disponíveis. O som das palavras que tanto queres um dia dominar é apenas um caminho, porque as palavras só fazem sentido através da poesia. Tu sabes o que é a poesia. É como o Amor, a nossa salvação.
Catarina Furtado

Se alguma diferença existe no pensamento e expressão do João Carlos é que se percebe que do aparente pequeno mundo interior que é só dele, silencioso e sereno, se vê o Universo tão grande e abrangente que nos engole em palavras. Obriga a pensar. Obrigado, João, pela tua vontade, pelas tuas palavras e pela partilha de emoções fortes.
Mário Augusto

Através deste livro, que reclama o sonho, porque o diagnóstico de autismo parece retirar o sonho da vida das pessoas, acompanhamos de modo corajoso e terno a elaboração do mundo. Com recados políticos, sociais, com ideias muito concretas acerca da necessidade e validade de cada gesto, percebemos o que os autistas percebem, sobretudo para o fim do tal preconceito e do medo. Este livro é humanidade. Faz de nós gente.
Valter Hugo Mãe, do prefácio

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