Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

Mostrar mensagens com a etiqueta Críticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Críticas. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de março de 2013

Crítica Literária - The Vincent Boys de Abbi Glines

Ser a boa menina não é tão bom como deveria ser. Ashton Gray esta cansada de fingir para agradar os seus pais, e para ser digna do príncipe da cidade, Sawyer Vincent. Talvez por isso ela tenha se aproximado do primo de Sawyer, Beau, enquanto ele está fora no acampamento de verão com a família. Beau não tem nada a ver com o namorado perfeito. 
Ele é o homem mais sexy que ela já viu, perigoso de forma que apenas havia sonhado, e é o tipo de rapaz do qual deve permanecer afastada. Beau nunca invejou Sawyer e od seus amorosos pais, a sua casa grande e bonita ou a sua posição na sociedade. Ele o ama como a um irmão. Razão pela qual tem tentado se manter longe da namorada de Sawyer. Mesmo que ele a tenha amado desde a idade de cinco anos, Ashton é a garota de Sawyer, portanto, está fora dos limites. No entanto, quando Sawyer viaja no verão, Ashton, a rapariga pela qual Beau moveria céus e terras, decide que quer entrar em apuros. Apunhalar pelas costas a única pessoa que sempre o aceitou e o apoiou, é o preço para ter Ashton Gray em seus braços. Será que vale a pena perder seu primo por ela?...  Caramba, sim.

Sawyer Vincent e Beau Vincent são primos e ambos são amigos de infância de Ashton, a filha do pastor. Desde de crianças que Ashton e Beau são os melhores amigos e "parceiros no crime", ou seja, são uns traquinas, realizando partidas ao longo da sua infância. Os três amigos acabam por crescer e Sawyer interessa-se por Ashton começando assim um namoro em que a jovem esconde o que realmente é, deixando para trás a menina traquina e travessa para se tornar numa rapariga séria e desprovida de diversão, e ela acaba por se afastar de Beau.

Beau esconde os seus verdadeiros sentimentos por Ashton por lealdade a seu primo, mas cada vez se torna mais difícil ver a rapariga que ele ama aos beijos com o próprio primo e irrita-o saber que a sua amada está a tornar-se em algo que não é o seu verdadeiro eu. Mas tudo muda quando Sawyer vai de férias com a sua família, permitindo assim a possibilidade de Beau se aproximar de Ashton. A jovem percebe que durante anos camuflou sentimentos pelo primo do seu namorado e entra em pânico porque não se quer meter no meio da relação deles, porque para Beau e Sawyer eles são mais que primos, são irmãos. 

Mas atracção acaba por vencer e os jovens envolvem-se durante o tempo em que Sawyer está fora. Eles aproveitam cada segundo juntos pois sabem que no momento em que o namorado de Ashton voltar tudo acabará. Mas Beau não vai desistir tão facilmente da rapariga que ama, nem mesmo que seja em benefício do seu primo.

Contanto a história em duas perspectivas, o leitor tem acesso ao mais íntimo das duas personagens principais, de todos os seus conflitos interiores. Em Ashton é realçado a pressão que a sociedade faz, pois ela muda não por querer mas por causa do namorado e do pai, já que eles esperam alguém que se comporte correctamente apesar de ela ser uma alma selvagem. Já Beau é visto como um mau exemplo, pois ao contrário da jovem ele não esconde a sua verdadeira essência.

 Com surpresas, ciúmes, paixão, este livro mostra que uma simples amizade pode florescer para algo mais e que quando se ama de verdade somos capazes de tudo, mesmo magoar as pessoas que nos são importante. 



terça-feira, 12 de março de 2013

Crítica Literária - Marco's Redemption de Lynda Chance

Marco Donati é rico, cruel e está interessado apenas em satisfazer as suas necessidades sexuais casualmente e frequentemente. Ele não tem nenhuma intenção de mudar coisa alguma na sua vida. 
Natalie Lambert está sozinha, sem dinheiro e nova na cidade quando um encontro casual a deixa sob o poder e controle de Marco Donati. No desenrolar da história, tensões se instalam e a confiança é testada entre duas pessoas que não conseguem ficar longe uma da outra.
Este livro centra-se na história de Marco Donati e Natalie Lambert. Estes dois conhecem quando se envolvem num pequeno acidente de carro em que Natalie bate na traseira do Audi de Marco, chefe de um prestigiado banco. Totalmente falida e sem emprego, Natalie entra em pânico e o CEO faz um acordo com a jovem de 24 anos, ela trabalhará para ele no seu apartamento como empregada doméstica durante um ano de forma a pagar pelos estragos do seu carro. 

Durante as primeiras semanas tudo corre como planeado, Natalie tenta habituar-se à sua nova rotina enquanto Marco se acostuma a ter uma estranha no seu apartamento, ainda mais uma rapariga por quem se sente atraído. A jovem também se sente exaltada junto dele, o que provoca uma certa tensão na relação dos dois. Para somar a esse "mal-estar", Marco torna-se bastante controlador e protetor fazendo com que Natalie fique irritada e impaciente. 

Marco tenta controlar ao máximo o seu desejo por Natalie mas tanto ele como ela acabam por não aguentar e explodem, dando asas à sua paixão. A história é relatada na perspectiva das duas personagens dando uma certa dinâmica ao texto e acaba por tornar o leitor mais próximo das personagens principais porque percebe   a razão porque eles são motivados a fazer tal ação, desde os seus pensamentos e emoções.Diverti-me imenso com os ciúmes de Marco e encantei-me com a garra de Natalie que à primeira impressão parece uma gatinha, mas essa gata tem as garras afiadas!

Um relato que nos mostra que o amor pode aparecer em qualquer lugar, até num pequeno acidente de carro  e ensina que qualquer pessoa pode ser atingida pela seta do Cupido, mesmo aquela que seja totalmente insensível, fria e desprovida de sentimentos.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Crítica Literária - Um Beijo na Escuridão de Linda Howard

É um trabalho mortal. Eficiente, profissional, e sem remorsos, Lily Mansfield é uma assassina contratada que trabalha como agente da CIA. Os alvos dela são os poderosos e os corruptos. Os que estão acima da lei. Agora, depois de dezanove anos no activo, Lily foi atraída para um perigoso jogo: procurar vingança pela morte dos que lhe eram próximos. Com cada movimentação mais genial que a anterior, ela está a comprometer os seus superiores, atraindo atenções indesejadas e colocando em risco a sua própria vida. Lily sente-se invencível, mas mesmo ela pode ser eliminada se cometer o mais pequeno erro. Se tiver que ser, assim seja, Lily não pretende morrer sem dar luta. Lucas Swain, um agente da CIA, tem ordens simples: trazê-la viva ou morta. No entanto, também ele é atraído para o jogo de Lily, e dança na corda bamba, tentando evitar um incidente internacional enquanto luta contra um obstinado inimigo que lhes segue cada passo. Fascinado pela extrema inteligência de cada movimento dela, conseguirá Lucas terminar a sua missão? Lily vai descobrir o quão letal é o seu caminho... e o quanto a lealdade tem um preço.
É o primeiro livro que leio de Linda Howard e cativou-me logo nas primeiras páginas. Neste romance é contado ao leitor a história de Lily Mansfield, uma assassina desde os seus 18 anos contratada pela CIA. Tudo muda na vida desta mulher quando os seus melhores amigos e a sua filha adotiva, Zia, são assassinados. Movida pelo desejo de vingança, Lily traça um plano para acabar com a família que matou as pessoas mais preciosas para ela. Quando consegue matar o líder da família Nervi, a CIA nomeia Lucas Swain para a trazer Lily de volta ao EUA, viva ou morta. 

Enquanto Lily tenta descobrir a razão porque os seus amigos foram mortos, ela acaba por colidir com Lucas que acaba por ficar fascinado por Lily pela sua coragem e força. Alia-se a ela após descobrirem que a família Nervi pretende provocar o pânico no mundo com um vírus da gripe das aves modificado, pronto para matar os humanos. 

As personagens são fortes e bem construídas, adorei a personalidade de Lily porque eu fico fascinada com mulheres destemidas, audazes e arriscadas, sem medo de nada. É uma personagem que sofreu bastante no passado e por isso é cautelosa, até demais, tornando-se uma pessoa fria, mas que no interior anseia por carinho e amor. Lucas é um homem protetor que também apresenta os seus fantasmas, especialmente por causa do seu casamento falhado e da sua relação estremecida com os dois filhos. 

Com um cenário magnífico, escolhendo uns dos lugares mais românticos do mundo, Paris, o leitor é posto num cenário cheio de ação, desde tiroteios, fugas com os carros mais velozes do mundo, explosões, permitindo que a história seja desenvolvida numa espécie de frenesim em que perguntámos sempre: "O que irá acontecer a seguir?". Com uma escrita simples, eficaz e directa, lembrando-me um pouco a escrita de Nora Roberts. Outro aspecto que identifico neste volume com os livros de Nora Roberts são as várias perspectivas. Linda Howard não se fixa apenas na perspectiva de Lily ou de Lucas, mas percorre quase todas as personagens permitindo que o leitor conheça vários aspectos da história e que perceba muitas das vezes o porquê de certos acontecimentos e de certas ações.

Sem dúvida uma autora que promete. Para quem gosta de um bom policial, com um belo romance inserido tem aqui uma obra literária que não pode perder!


sábado, 9 de março de 2013

Crítica Literária - "O Amor é Breve" de Catarina Betes

O Amor é breve é um livro que retrata diferentes histórias de amor. Em cada história, a autora revela desejos, medos, inquietações da alma humana que conduzem, inequivocamente, à análise e reflexão do poder que o amor exerce em cada um de nós. O poder de perdoar, de recomeçar, de mudar o sentido das nossas vidas para sempre. O amor nas suas diferentes formas, na certeza de que só na sua aceitação e reconhecimento, podemos viver verdadeiramente.

Neste livro é apresentado uma história de amor em cada capítulo. Somos envolvidos com vários tipos de amor e de sentimentos, desde amor entre pais e filhos, amor entre amigos, amor entre um casal recentemente apaixonado, amor à primeira vista, amor que nasce de uma amizade.

"O amor é breve. Todas as belezas do Universo o são. Felizes os que vivem amores, ainda que breves, pois não é o tempo que conta, mas sim vivê-lo a tempo.
Pág.12

Mas para além do amor, são mostrados desejos, sonhos, medos, receios que o ser humano experimenta. Ao lerem as 80 páginas deste livros vão encontrar uma história ou mais que vos define e vão identificar-se com ela, nem que seja apenas uma pequena parte. "O Amor é Breve" permite que o leitor faça uma viagem aos sítios mais profundos da sua alma.

"Que importa a brevidade dos nossos encontros? Será o tempo que mede o amor ou o amor que mede o tempo? O tempo é apenas tempo, o amor será sempre amor..."
Pág.28

Todos sabemos que o amor é um sentimento complexo e nem sabemos defini-lo muito bem? Afinal, o que é o amor? Porque é que amamos aquela pessoa e não outra? O amor pode mudar a vida de uma pessoa porque este pode fazer-nos feliz, triste, destruir-nos, dar-nos força, dar coragem, faz-nos chorar, faz-nos sonhar; o amor acaba por ser um contraste de sentimentos. 

"Afinal, na vida tudo é temporário. Tudo se perde, tudo se esquece, nada permanece."
Pág. 35

A escritora, com a sua escrita simples mas eficaz, tenta descobrir os enigmas deste sentimento e tenta decifrá-lo o máximo que consegue. O ser humano como um ser imperfeito, comete erros, comete enganos, faz sofrer os outros, mas tem sempre a possibilidade de remediar-se através do perdão.  

"Percebo que a vida não é como sonhamos, mas se estivermos atentos aos momentos mágicos de cada dia, os nossos sonhos vão-se encaixando, um a um, disfarçadamente, na rotina dos nossos dias."
Pág.51

Para além disto, este livro dá-nos uma lição de vida que é aproveitarmos cada momentos como se fosse o último e amar como se não houvesse amanhã, porque nunca saberemos quando é que isso pode acabar de um momento para o outro. A vida é deslumbrante e maravilhosa, tendo apenas um defeito que é acabar.

"É curioso como as coisas mais simples da vida que nos proporcionam os momentos mais belos e emocionantes, que marcam de uma forma tão profunda e vincada a nossa trajetória pessoal, que não duvido até que tenham, por vezes, a capacidade de mudar o nosso destino, quando menos se espera."
Pág.61




quarta-feira, 6 de março de 2013

Critica Literária por Rodrigo - Passeio à Beira-Mar de Joan Anderson

Depois do bestseller Um Ano à Beira-Mar, uma obra autobiográfica sobre o percurso de uma mulher até à auto-descoberta e auto-realização, chega Passeio à Beira-Mar, um livro que ensina a viver intensamente cada segundo da nossa vida. A história de vida de Joan Anderson é um testemunho terno e sincero da sua condição de mulher, e, simultaneamente, um relato inspirador que tem ajudado milhões de pessoas a reencontrar a alegria de viver.
Passeio à Beira-Mar, de Joan Anderson centra-se em 'Joan', uma personagem fictícia mas intensamente ligada à autora, uma mulher de aproximadamente cinquenta anos que está a passar por uma fase bastante complicada da sua vida. Com a saída do filhos para a faculdade, e do seu marido por questões de trabalho, Joan vê-se sozinha numa casa junto à praia, sem nada saber acerca do seu novo rumo de vida. Num passeio à beira-mar, a mulher encontra uma senhora de idade, que após algumas conversas, veio a descobrir que essa pessoa também tinha o mesmo nome que o seu. 

Ao longo do livro, vamos conhecendo às várias fases da vida de Joan, sendo que sempre acompanhada pela sua nova, velha amiga, que, podemos dizer é uma chama da vida. A velha Joan, é uma senhora com tanta vida e com tanto poder de ajuda, que nos faz mudar a nossa opinião em certos assuntos relativamente aos idosos. Ela ensina a personagem principal a gostar de viver, a gostar de ser quem é e a mudar o seu rumo de vida. 

Pessoalmente, eu gostei imenso deste livro, pelo facto de que ele nos traz variadíssimas lições de vida, como por exemplo num relacionamento. Ninguém deve estar preso a outra pessoa, apesar da intensa ligação que os une, cada um tem o seu espaço, cada um tem a sua vida, o seu rumo. A idade é algo que não importa, no que diz respeito à nossa maneira de viver. Temos de ter um tempo para nós, no meio das nossas rotinas, temos de ter alguma diversão. Devemos passear, devemos escutar o mar e o vento. Enfim, devemos ser nós mesmos e pensar pela nossa cabeça. 

Nunca tinha lido nenhuma obra desta escritora, mas fique bastante surpreendido ao ver a sua tamanha capacidade de cativar as pessoas. Para além disso, gostei muito da capa, porque é uma capa fiel ao livro e ao seu enredo. Se nunca tiverem lido nada desta maravilhosa autora, aqui fica uma óptima obra para começar. 

Rodrigo Cotas


segunda-feira, 4 de março de 2013

Crítica Literária - Fumo Azul de Nora Roberts

O incêndio que destruiu o negócio da família da jovem Reena Hale mudou a sua vida para sempre. Vizinhos e amigos ajudaram os Hale a reconstruir o que perderam, mas ao testemunhar a beleza destruidora do fogo, Reena decide dedicar-lhe a sua vida. Mas ela não é a única a sentir-se fascinada pelas chamas. Há mais alguém seduzido por esse poder, alguém obcecado não só em conquistar o fogo, mas em o usar para uma vingança brutal. Quando a jovem realiza o sonho de se tornar bombeira, descobre que é o maior desafio que alguma vez viveu... com excepção da sua vida amorosa, claro. Até que conhece Bo Goodnight. Ele é diferente e, agora que encontrou Reena, não a quer deixar ir. Infelizmente há outro homem interessado nela. Alguém que a persegue com uma série de crimes horrendos. E enquanto Reena tenta localizar a origem de tanto ódio contra si, terá que enfrentar um inferno, mil vezes pior do que o fogo.

Fumo Azul centra-se na jovem Catarina Hale, Reena para os amigos, que viu a sua vida mudar drasticamente quando aos onze anos vê o negócio da sua família a ser consumido pelo fogo. Nesse momento, a jovem descobre que o seu lugar é a desvendar os segredos das chamas. Reena luta para ser uma inspectora de incêndios, dedica-se de alma e coração e consegue atingir o seu objetivo.

O fogo sempre teve presença na vida de Reena, desde a sua infância até à sua juventude, quando o seu primeiro namorado é consumido pelas chamas, num suposto acidente. Todos os acontecimentos, desde dos acidentes, as mortes, os pequenos incêndios é um presságio para o grande final e esse pressentimento ainda é assinalado pelo aumento da velocidade em que os desastres acontecem. 

Para além de Reena, ao longo do livro acompanhamos um jovem, Bo Godnight, em que o leitor sabe que ele estudou na mesma universidade que a jovem e que teve uma visão dela numa festa de fraternidade e ficou deslumbrado, quase que se pode dizer que foi amor à primeira vista. Bo fica com essa ideia de uma "Rapariga de Sonho" e em vários anos em que tenta reencontra-lá, avista-a apenas duas vezes. Mas quando Bo quase que desisti de encontrar a sua rapariga, ela aparece-lhe à frente, literalmente, na casa ao lado. De todas as personagens masculinas que já li dos livros de Nora Roberts, sem dúvida que Bo foi aquele que me conquistou. A sua forma de ser, o seu humor, a sua persistência com Reena, que há primeira vista quase que parece um louco pois não pode acreditar que depois de tanto tempo o seu maior sonho está ali, à sua frente, em carne e osso. Há algum atrito na relação de Bo e Reena, porque enquanto o primeiro é um homem protetor, Reena é uma mulher independente e habituada ao perigo. Mas tudo muda quando Reena começa a receber chamadas com ameaças e estranhos acontecimentos começam acontecer, sempre relacionados com o fogo. Ao que parece alguém está obcecado pelas chamas e por Reena e não vai descansar enquanto não observar a jovem a ser consumida pelas chamas.

Quanto ao vilão, pela primeira vez, descobri logo no início quem era, porque apesar do mistério e do enigma à volta dessa personagem, as hipóteses não são muitas o que faz com que o leitor aposte numa personagem e essa seja realmente o vilão da história. A escrita continua a ser fluída e de uma leitura agradável, continuámos com várias perspectivas da história, desde Reena, Bo, comandante da polícia, o vilão, entre outros, o que permite ao leitor uma maior envolvência na história e aproximar-se mais das personagens. Achei hipnotizante as cenas em que envolvia o fogo porque a forma como as cenas são descritas e estruturadas faz com que o leitor também fique deslumbrado com aquele espectáculo protagonizado pelas chamas.

Adorei a capa, uma das melhores dos livros da Nora Roberts, bastante apelativa e dá a sensação de um livro com uma mulher forte e determinada e constatamos que é verdade porque Reena encaixa-se nesses adjectivos.

Um aspecto que me deliciou foi o facto da família da Reena ter um restaurante de comida italiana (a minha preferida), passei 416 páginas com vontade de comer uma pizza ou massa! Os fãs de Nora Roberts não se vão desiludir com este livro e quem ainda não conhece esta autora, aconselho a começarem por este porque vai encantar-vos!


sexta-feira, 1 de março de 2013

Crítica Literária - The One for Me de Layla James

O livro relata-nos a história de Katy, uma rapariga de 17 anos que vê o seu mundo dar uma volta de 180º graus em apenas uma semana. E porquê? Bem, num espaço de uma semana o seu namorado de à quase um ano, Hayden, termina com ela por causa de outra rapariga, Holly e os seus pais anunciam o seu divórcio. A jovem pensa que a sua vida não poderia pior, mas quando na aula de ciências é obrigada a trabalhar com Liam, o bad boy da sua escola, Katy vê a sua dignidade irem por cano abaixo, quando numa festa vê Holly e Hayden a beijarem-se, num impulso ela beija Liam. Com apenas um beijo, espalha-se um rumor que destrói a reputação de Katy. Determinada a salvar a sua imagem, ela propõe a Liam um trato: fingem namorar, para parar os rumores enquanto ele ganha uma boa reputação junto dos professores. 

E assim começa um percurso cheio de intrigas, ciúmes, paixões de adolescências e drama. Neste livro observa-mos que as aparências iludem, tal como acontece com Liam, que é visto como o estereótipo de bad boy mas afinal há algo de romântico e carinhoso nele. A personalidade de Katy é um bocado "rainha do drama" e talvez um pouco imatura no início  mas há uma evolução que se nota nas suas ações nos últimos capítulos. A premissa da história não é nada de novo mas permite ao leitor umas boas gargalhadas, especialmente nos diálogos entre Katy e Liam, uma paixão-ódio. É apresentado ainda o facto do que um divórcio pode fazer a uma família, tanto aos pais como aos filhos, todo o sofrimento e dor que acontece durante todo o processo. 

O livro é escrito na primeira pessoa, sempre na perspectiva de Katy, o que permite uma proximidade a esta personagem. Uma história envolvente, que nos agarra na esperança de um final feliz.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crítica Literária - Easy de Tammara Webber

Após seguir o seu namorado para a faculdade que ele tinha escolhido, a última coisa que Jacqueline esperava era o fim do relacionamento. Após duas semanas em choque, ela acorda com uma nova realidade: ela está solteira, numa faculdade ao invés de um conservatório de música, ignorada pelo antigo grupo de amigos, sendo perseguida por um amigo do ex-namorado e tend dificuldade numa matéria pela primeira vez na vida. Após quase ser vitima de estupro, ela olha com outros olhos o colega de classe, Lucas, que a salvou e sempre foi tímido e nunca falou com ela. Ao mesmo tempo ela deve conseguir melhorar suas notas com o novo relacionamento com o tutor de sua classe de economia que logo vira algo mais do que uma relação académica.
Este livro relata a história de Jacqueline, uma rapariga que desistiu do seu sonho de ir para um conservatória de música para estar com o seu namorado, com quem está à mais de três anos. Depois de chegarem à universidade, a jovem nota que o seu companheiro está a afastar-se cada vez mais e este acaba por terminar a relação. Depois de duas semanas em choque e mergulhada em lágrimas, Jacqueline "acorda" para a vida, chegando à conclusão está num sítio onde se sente deslocada e que, pela primeira vez na vida, está a ter dificuldade numa disciplina. 

Quando a sua colega de quarto a convence a sair para uma festa de Haloween, Jacqueline quase que é violada por um colega de fraternidade do seu ex-namorado, só que é salva por Lucas, um colega da classe de Economia que passa a aula a rabiscar no seu caderno. Lucas é o tipo bad boy, solitário, com um piercing no lábio e com um passado muito traumatizante. A partir deste momento, os dois jovens começam aproximar-se cada vez mais, até o dia em que Lucas pede a Jacqueline para desenhá-la e eles não conseguem mais segurar a atração que os atormenta. 

Além desta relação com Lucas, a perseguição do rapaz que a tentou violar, a jovem universitária ainda mantém uma relação platónica com Landon, o seu orientador da aula de Economia devido à sua dificuldade na disciplina, mas existe um pequeno problema, Jacqueline nunca viu Landon e eles mantém contacto apenas por e-mail. Mas é entretanto que ela descobre uma relação entre Landon e Lucas... E vai tudo mudar a partir daí!

Uma história que aborda vários assuntos que é necessário dar destaque tais como a violação, o uso de drogas, homicídio, a relação entre pais-filhos,  o excesso de álcool, a verdadeira amizade e o amor. Um livro juvenil mas que pode interessar a um público mais adulto. Escrito na primeira pessoa e sempre na perspectiva de Jacqueline, temos acesso directo a uma rapariga que é apaixonada por música, que sofre por amor e que apresenta uma relação bastante distanciada dos pais. 

Um livro que nos faz acreditar que o amor e que os verdadeiros sentimentos curam qualquer ferida, sendo capazes de libertarem qualquer pessoa.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Critica literária - Magia do Vento

 “A Sarah voltou para casa”. Desde que Damon Wilder procurou refúgio em Sea Haven ouve-se o mesmo boato passar de boca em boca de quase todos os habitantes da pacata vila costeira. Até o vento parece murmurar o nome dela – um devaneio tão sugestivo que leva o curioso Damon até à casa da falésia de Sarah, onde procura o seu abrigo. Mas Damon não chegou sozinho. Foi seguido por alguém até Sea Haven. Alguém que rodeia as sombras da casa Drake, onde Sarah esconde os seus próprios segredos. O perigo ameaça os dois – tal como o desejo mais premente que alguma vez sentiram – e está a apenas um sussurro de distância.

Este é primeiro livro que leio de Christine Feehan. Este volume é o ínicio da saga "Irmãs Drake" e cada livro conta a história de uma das sete irmãs. Nesta família, em todas as gerações há sempre sete irmãs. Todas elas são especiais porque são bruxas e estão sempre envolvidas numa aura mágica.Cada uma tem um poder específico e quando juntam os seus poderes tornam-se fortes. Em Sea Haven, a população conhece e aceita as características especiais desta família, estimando-as, acarinhando-as e agradecendo os seus atos de bondade. Este romance é centrado na irmã mais velha, Sarah, que regressa a Sea Haven e se depara com um homem, Damon, e a atração é quase imediata. 

O livro é quase como uma pequena introdução às sete irmãs e o leitor fica a saber certos pormenores, tais como a irmã mais nova tem sempre 7 filhos, a irmã mais velha apaixona-se por aquele que conseguir passar pelo portão principal da casa, neste caso, é Damon. Com apenas 160 páginas, é um romance curto, sem grandes desenvolvimentos ou brigas pelo meio, havendo uma descrição apressada de todos os acontecimentos. Há sempre um ambiente de mistério e um cenário marítimo em volta da personagem principal e do passado de Damon que é revelado ao longo do livro. 

A relação de uma das irmãs chamada Hannah e um rapaz, Jonas, torna-se bastante óbvio do que irá acontecer, uma relação amor-ódio, que será explorada noutro volume. A escrita é simples mas bem definida, mas muito centrada nos sentimentos do casal. O final incerto dá uma pitada de curiosidade para ler o livro seguinte. A temática está bem delimitada, mas devia ter sido amplificada para entendermos todo aquele fascínio pelas irmãs Drake. 

É com grande expectativa que vou ler o segundo livro, que já apresenta um tamanho razoável, e que me fará voltar a viagem num mundo de encantamentos e feitiçaria!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Crítica Literária - A Bruxa de Oz de Gregory Maguire

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal? A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.
A Bruxa de Oz conta a história de Elphapa, a Bruxa Má do Oeste, para quem não sabe é a bruxa que aparece na história do Feiticeiro de Oz. Para quem não conhece este conto infantil, ele relata a aventura de Dorothy, do Kansas, na fantástica Terra de Oz. A pequena Dorothy viva com os tios Henry e Emm numa pequena fazenda no Kansas. O seu único amigo era o cãozinho Totó que, durante uma tempestade, desaparece. Procurando-o desesperadamente, a menina entra no abrigo contra ciclones e esconde-se na pequena casa que, levada por um tornado pelos ares, termina por arremessá-la numa distante e desconhecida terra, a Terra de Oz. No meio da tempestade, Dorothy encontra o seu cãozinho. Quando finalmente pousam, descobre que a casa caíra sobre uma perigosa bruxa, matando-a. Surgem os Munchkins - que eram dominados por aquela malvada senhora. Dorothy é aclamada como heroína, por ter matado a Bruxa do Leste. A menina deseja voltar para casa e parte em busca do grande Feiticeiro de Oz. Este diz que para voltar a Kansas, a jovem tem que matar a Bruxa Má do Oeste.

A história deste livro começa muitos antes destes acontecimentos, ainda Elphapa estava na barriga da sua mãe! O livro percorre todas as etapas da vida da Bruxa, desde o seu nascimento, infância, a universidade, uma relação com um jovem, as dificuldades da sua vida, até à sua morte. Elphapa sempre foi colocada de lado, tanto pela família como os jovens da sua idade, por ser verde e ter nascido numas circunstancia um pouco misteriosas. O meio familiar desta Bruxa não é um caso de uma família feliz, o seu pai é um fanático pela religião, a sua mãe é adultera, não aceita a filha como ela é, acreditando que ela é um fruto dos seus pecados, tem uma irmã que nasce sem braços e um irmão que não se importante com a sua família. Esta obra ainda dá a informação que a educação, a sociedade e o meio que estamos inseridos molda a personalidade de um individuo, podemos nascer já com certas características que nos são transmitidas geneticamente, mas tempos que nos adaptar para sobreviver.

Acho que o tema principal deste livro é de onde nasce o mal e porquê, porque é que aquelas pessoas são consideradas más ou fazem ações que não deviam? A própria Elphapa lutava por algo que era gentil e acreditava que todos os seres deviam tratados como iguais mas ela aos olhos da população e de todo o Oz ela era a pessoa que estava errada. São aqueles casos que as pessoas não são más porque querem, mas porque a vida as obriga a ser. 

A segunda parte do livro é mais adulta, vemos uma Elphapa que luta por aquilo que acredita e não olha a meios para atingir os seus fins, tentando compensar os erros do seu passado. A escrita é maravilhosa que nos leva a uma Terra mágica, a própria história é de outro mundo porque leva o leitor a criar laços com Elphapa e torcer por um final feliz para a Bruxa, odiamos a Dorothy e finalmente percebemos a obsessão pelos sapatos vermelhos. 

Há continuação da história, no livro O Herdeiro de Oz, que irei sem dúvida ler e continuar a viajar pelas Terras de Oz e à espera que aquele Feiticeiro seja vencido!

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Crítica Literária - Luzes do Norte de Nora Roberts

A vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro, um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo. Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies. Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos melhores polícias em Baltimore. O que ele não podia saber é que a sua descoberta vai ameaçar a nova vida e o novo amor...


Este livro conta-nos a história de Nate Burke, um polícia que nunca mais foi o mesmo quando assistiu à morte do seu colega, culpando-se e pensando que ele é que devia ter partido. Para tentar fugir aos seus fantasmas e para se isolar acaba por aceitar o cargo de Chefe de Polícia no Alasca, um ótimo sítio para o estado da alma dele. Se Nate achava que naquela remota vila iria descobrir a calma e a solidão, enganou-se e bem enganado! Começa por não ser totalmente aceite pela a população pelo facto de ser uma pessoa de terras estrangeiras, o que o deixa um bocado desanimado, mas tudo mudo quando um beijo com Meg Galloway na noite de ano novo. Este gesto de carinho acaba por mudar completamente Nate que se começa apaixonar por Meg e tenta reconstruir a sua vida, tal como a sua alma.

Meg é uma rapariga que também está habituada a estar sozinha e a ser independente tendo apenas a companhia dos seus dois cães, já que o seu pai desapareceu quando ela ainda era uma criança e a sua relação com a mãe não é das melhores, havendo um ambiente bastante hostil entre as duas mulheres, piorando quando a mãe de Meg, Charlotte, pretende conquistar Nate mas o chefe da polícia só tem olhos para a filha dela.

Poderia-se afirmar que aquela pequena vila no Alasca não tinha grande controvérsias  os piores exemplos podiam ser um roubo, vandalismo, partidas dos adolescentes ou até acidentes com alces e ursos. Até que um dia o corpo do pai de Meg é encontrado congelado numa das montanhas, com uma picareta agarrada ao peito e dias mais tarde Max, jornalista da vila, aparece morto no seu escritório com um tiro na cabeça, deixando no computador as suas últimas palavras dizendo que tinha matado o pai de Meg e que não podia viver mais com aquela culpa. Apesar dos federais que investigavam o caso terem dito que Max tinha sido o assassínio, Nate tem um sexto sentido que o verdadeiro culpado continua naquela vila, à espera de realizar o próximo passo. E aí começa uma investigação que vai envolver Meg e todos os habitantes da vila.

Temos a escrita habitual de Nora Roberts, na terceira pessoa e em várias perspectivas. Alguns capítulos dos livros temos ainda o conhecimento de algumas passagens do diário do pai de Meg, dando-nos algumas pistas de quem seria o assassínio. De todas as obras que já li desta escritora, este volume foi o segundo lido em que a personagem central de toda a história era um homem (Nate), tornando Meg quase como uma personagem secundária. Temos todas as personagens bem descritas e construídas, todas elas bem apresentadas ao leitor. O cenário volta  a ser majestoso, com uma descrição tão fantástica que se por momentos fechasse os olhos poderia imaginar o Alasca inteiro. Mais uma vez, só descobri o vilão da história quando foi revelado (eu não era nada boa para investigadora).

Aconselho este livro a todos aqueles que gostam de um romance sensual e divertido, com uma mistura de policial. Para os fãs de Nora Roberts, não se vão desiludir com este livro!


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crítica literária - Porque és minha de Beth Kery


No instante em que Francesca e Ian se conhecem, a atração é mútua; uma carga requintadamente física incendeia ambos. Para Ian, ela é o tipo de mulher a que ele não resiste: inocente e pura. Para Francesca, ele é o tipo de homem que ela mais teme e deseja: sombrio, extremo, autoritário, e interdito. O que se passa entre eles não pode ser ignorado — apenas acatado, evoluindo para um inevitável vínculo.
De um jato particular para um interlúdio em Paris, de um ousado encontro num museu público para a intimidade de um hotel de luxo, Francesca e Ian estão um com o outro sempre que o desejo se torna premente. Mas à medida que a relação deles fica mais intensa, Francesca descobre algo a respeito de Ian — e dela própria — que altera para sempre o jogo e os jogadores. É algo com que eles nunca contaram, algo que lhes faz girar as vidas, delirantemente fora de controlo…


Ian e Francesca conhecem-se quando ela ganha um concurso para pintar um quadro que Ian pede para a sua empresa. No momento em que eles se conhecem nasce uma atração imensa entre os dois. Mas Ian não é o típico homem que Francesca conhece, ele é rico, sombrio, possessivo, autoritário e extremamente ousado. Para a jovem artista é algo que ela ambiciona e receia porque é bastante inocente sobre os prazeres da vida. 

Ler aqui as primeiras páginas - CLIQUE AQUI

Faz-vos lembrar alguma coisa? A mim sim, a história das Cinquenta Sombras de Grey. Um leitor que tenha lido a trilogia das Cinquenta Sombras, o livro Rendida e agora Porque és minha, é impossível que não faça comparações entre as obras referidas anteriormente. Na minha opinião este livro não trouxe nada de novo, porque Francesca, para mim, é uma segunda Anastasia e Ian é a junção de Grey e Cross. Eu ando a ficar um pouco frustrada e cansada deste tipo de personagem femininas, porque só me deixam com vontade de lhe dar uns safanões. Outro facto que me irrita é que ser submissa no sexo é uma coisa, agora deixar um homem controlar a vida de uma mulher fora do quarto é outra totalmente diferente. É algo que eu não consigo aceitar como mulher, talvez seja da minha personalidade mas não consigo imaginar um homem a controlar a minha vida e todos os passos e decisões que faço. Algo que não percebi na personagem feminina é o facto que ela vive com quatro rapazes num apartamento e consegue ser tão tímida, nervosa e insegura com Ian. Aló? Será que não aprendestes nada a conviver com os teus amigos? 

Quanto à escrita, o livro é todo na primeira pessoa na perspectiva da Francesca o que eu achei que deu ao livro um aspecto negativo porque eu adorava saber o que pensava Ian e ler algumas passagens na perspectiva dele. Outro aspecto que tenho notado neste tipo de livros eróticos é que o facto da personagem masculina praticar sadomasoquismo é relacionado com traumas no passado. E eu pergunto-me assim: Mas será que só há gente que pratique esta vertente do sexo se tiverem algum problema ou trauma na vida? Estas escritoras dão-me a entender que sim apesar de eu não achar tal coisa. Será que é para dar alguma ação e mistério à obra? Talvez, mas podiam pegar noutras vertentes. 

Sobre as cenas mais eróticas não traz nada de novo, uns chicotes, umas palmadas, algemas, castigos, mais do mesmo. Pode ser impressão minha, mas acho que algumas escritoras andam com falta de imaginação. Para quem não sabe este livro é um aglomerado de oito livrinhos que foram lançados na América, que se leêm num par de horas, tal como o livro em si. Quanto à capa acho que quem faz as capas da edição portuguesa andam com muita falta de imaginação… Um sapato? A sério? Já não chegava na capa do livro Rendida, agora neste também? Alguém me pode dizer porque é que um sapato é tão erótico? Eu olho para o livro e faz-me lembrar a Cinderela com o seu sapatinho de cristal! 

Recomendo este a livro a quem ficou fã da trilogia Cinquenta sombras e também a quem gosta deste tipo de livros eróticos. Claro que quem está ainda em dúvidas se vai ler ou não, sempre pode experimentar para ver se lhe agrada, quem sabe.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crítica literária - O Inferno de Gabriel de Sylvain Reynard

Venha mergulhar num mundo de obsessões, segredos e prazeres sem limites. O enigmático e sedutor professor Gabriel Emerson é um reputado especialista na obra de Dante. Mas à noite dedica-se a uma vida de prazer sem limites, não hesitando em usar a sua beleza de cortar a respiração para manipular as mulheres a satisfazerem cada capricho seu. Talvez por isso se sinta torturado pelo passado e consumido pela crença de que está para lá de qualquer salvação. Quando a jovem Julia Mitchell se inscreve como sua aluna de pós graduação, Gabriel não consegue ficar indiferente. Ela é linda, deliciosamente inocente, um diamante em bruto para ele polir. Sempre que Julia se apercebe do olhar de predador dele, espera sentir receio, mas o que verdadeiramente sente é uma estranha luxúria que a assusta. Desejando desesperadamente possuí-la, Gabriel põe em perigo não só a sua carreira, como ameaça desenterrar segredos de um passado que preferia manter oculto. Uma história inebriante sobre amor proibido, luxúria e redenção, O Inferno de Gabriel retrata a jornada de um homem que procura escapar do seu próprio inferno pessoal enquanto tenta conquistar o impossível: perdão e amor.

Chicotes, algemas, cabedal? Esqueçam isso tudo e venham mergulhar no mundo de Dante e Beatrice, juntamente com Gabriel e Julia. 

Ler aqui as primeiras páginas - CLIQUE AQUI

Julia Mitchell matricula-se como estudante de graduação no curso em que Gabriel é professor, sendo ele um especialista em Dante. Uma estranha atração que é sentida pelos dois deixa-os desequilibrados, a Gabriel porque não se pode envolver com alunas e Julia porque é bastante tímida e esconde um grande segredo. E que segredo é esse? Ela conheceu Gabriel no seu tempo de adolescência, já que ele era irmão mais velho da sua melhor amiga, Rachel, mas o rapaz não se lembra dela. Julia acaba por ficar desapontada porque no dia em que eles se conheceram acabaram por se beijar e dormiram abraçados junto a um pomar durante toda a noite, mas quando a menina acorda sozinha, sem ver Gabriel por perto acaba por ficar com o coração destroçado. 

A protagonista ainda fica mais desiludida quando dá conta que o seu “Dante” não se lembra dela. Sim, porque foi o Gabriel que fez com que Julia tivesse uma paixão pela história de Dante e de Beatrice, durante uma conversa que eles tiveram no pomar enquanto adolescentes em que ele a chamou de “sua Beatrice” e contou a história daquele casal. 

Julia tenta manter-se afastada do seu professor, mas quando a sua melhor amiga e irmã de Gabriel aparece de surpresa na universidade, obrigando os dois a estarem juntos, a jovem não tem outra saída do que ver Gabriel quase todos os dias, fazendo com que a sua paixão adormecida de adolescência voltasse ainda mais forte do que nunca. O problema acontece quando Julia encontra Gabriel bêbedo num bar, ela ajuda-o a ir para casa e ele, no seu estado de alucinação, acaba por se lembrar dela como a “Beatrice”. Mas quando Julia acorda no dia seguinte no apartamento de Gabriel, faz-lhe um pequeno-almoço reforçado por causa da ressaca e deixa-lhe um bilhete assinado como Beatrice. Mas quando o professor acorda e a vê no seu apartamento, começa a discutir com ela e Julia, com lágrimas nos olhos, acaba por abandonar o edifício, e é aí que Gabriel vê o bilhete e recorda-se daquela noite no pomar. E é a partir deste ponto que ele vai lutar pela sua “Beatrice”. Mas não vai ser fácil porque alunos e professores estão extremamente proibidos de se relacionarem pessoalmente, e se eles forem descobertos, Gabriel pode perder o trabalho e a carreira dos seus sonhos enquanto Julia pode arruinar a sua bolsa na universidade. 

Gabriel é um homem enigmático com um passado obscuro e que passou por um grave problema quando era mais novo. Ele acredita que na sua adolescência viu um anjo, a sua “Beatrice”, mas ela acabou por desaparecer sem razão aparente e ele mergulhou na escuridão até que voltou a encontrar a sua luz. Ele mostra-se controlador com Julia mas de forma carinhosa e os ciúmes que ele tem por Paul são hilariantes! 

Ao longo do livro é apresentado várias referências a grandes escritores, desde Dante, Shakespeare, C.S Lewis, Leo Tolstoy, entre outros. Mas o mais importante acaba por ser Dante porque é a base desta história. Dante era um famoso poeta que nasceu em 1250 e é considerado o maior poeta da língua italiana. Dante conheceu uma rapariga na sua infância, Beatrice, em que se apaixonou por ela perdidamente, mas por razões do destino acabaram-se por separar. Anos mais tarde, quando Dante já era casado, encontrou Beatrice mais uma vez. Convencido a viver o seu verdadeiro amor, o poeta tenta vivê-lo ao máximo mas Beatrice acaba por morrer demasiado cedo, fazendo com que Dante se refugiasse na escrita, homenageando a sua amada nas suas obras e tornando-a a sua inspiração. Claro que se encontram algumas parecenças com a história de Dante e Beatrice com a de Gabriel e Julia. 

Nos primeiros capítulos custou-me um pouco a leitura, porque começamos o livro numa perspectiva de Paul, como ele vê Julia pela primeira vez e faz-lhe lembrar um coelhinho assustado porque ela no início é muito envergonhada e muito tímida, e eu só pensava “Outra Anastasia não por favor…”! Mas Julia acaba por surpreender positivamente nas suas atitudes e nas ações que faz, e a única semelhança que encontrei com a personagem das “Cinquenta sombras” foi o facto de ela ser virgem. Claro que o leitor vai encontrar algumas semelhanças com a obra referida anteriormente e também com certos pontos da saga “Twilight” mas de forma escondida e disfarçada. 

Gostei muito da forma como o livro está escrito, na terceira pessoa e com várias perspectivas, tendo como narrador Julia, Gabriel, Rachel e até o melhor amigo de Julia na universidade, Paul. Isto permite que o leitor tenha um pleno conhecimento das personagens. Um aspeto menos positivo do livro é o facto que houve passagens que tornavam a leitura um pouco monótona e eram desnecessários, fazendo com que o livro fosse grande sem precisar! 

Não gosto nada da capa da edição portuguesa, a original é mais linda e mais sensual, e quanto a sinopse acho que não faz jus ao que realmente o livro porque dá a entender que é mais um livro erótico, tal como ultimamente tem sido publicados, e ele não o é.

Capa original do livro
Quem espera por um livro erótico, com sadomasoquismo, esqueça e vá procurar outro porque este livro só contêm algumas passagens sensuais ao longo da obra. Portanto, recomendo a leitura para quem gosta de romance assim como eu.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Crítica literária - Os Maias de Eça de Queiroz

Trata-se da obra-prima de Eça de Queirós, publicada em 1888, e uma das mais importantes de toda a literatura narrativa portuguesa. Vale principalmente pela linguagem em que está escrita e pela fina ironia com que o autor define os caracteres e apresenta as situações. É um romance realista (e naturalista), onde não faltam o fatalismo, a análise social, as peripécias e a catástrofe próprias do enredo passional. A obra-prima de Eça de Queirós e considerada por muitos o maior romance português de sempre centra-se na história da família Maia e dos amores incestuosos entre Carlos da Maia e a sua irmã Maria Eduarda. Além de uma trágica história de amor, esta é ainda uma feroz e mordaz crítica à sociedade decadente, a nível político e cultural, do final do século XIX, e ao diletantismo da alta burguesia lisboeta oitocentista, com o humor satírico e refinado tão característico do autor.
Aí Maias... Maias... A dor de cabeça que vocês me deram! Oh Queiroz, bem que podias ter nascido no século XXI e teres escrito um livro com um pouco mais de diálogo, ação e menos, muito menos de descrição não é? E para alegrar mais a malta nova e até os graúdos criavas as cenas mais sensuais e apaixonadas entre o Carlos e a Maria Eduarda um pouco mais ao estilo de Eloisa James, Cheryl Holt, ou até mesmo como E.L. James! Nunca se sabe se o Carlos não era "virado" para esse tipo de tendências. Olha que eras capaz de meter "Os Maias" no top dos livros durante um bom tempo! Mas pronto... O escritor foste tu e apesar disto tudo ainda temos que te dar no ensino secundário!

Vá, agora falando em coisas sérias... Vamos falar dos Maias. E o que são os Maias? Para além de serem aquele povo que disse que o mundo iria acabar em 21 de Dezembro de 2012 (ao que parece enganaram-se e ainda bem!), os Maias foram a família que o Eça de Queiroz inventou para dar uma espécie de crítica social tal como faz em todos os seus livros.

O título principal do livro é "Os Maias" mas acontece que tem um subtítulo "Episódios da Vida Romântica" que irá corresponder à cronica de costumes, episódios estes que ao longo da obra tem como finalidade fazer o relato e fazer críticas da sociedade portuguesa no século XIX. O escritor utilizava personagens tipo que irão representar grupos, classes sociais ou certas mentalidades com o objetivo de dar conhecimento ao leitor os costumes, vícios, a corrupção e o parasitismo da sociedade portuguesa.

Ao longo do livro são nos apresentada duas intrigas: a secundário e a principal, havendo uma analepse. Eça de Queiroz vai utilizar a história de uma família, os Maias, para narrar todas as calamidades de uma só sociedade. O leitor acaba por conhecer este família ao longo das gerações de Caetano, Afonso, Pedro e Carlos da Maia. A intriga principal é constituída pelo romance entre Carlos e Maria Eduarda, enquanto a intriga secundária relata os amores de Pedro e Maria Monforte, pais de Carlos, que é necessária para surgir a intriga central. A crónica de costumes vai relacionar os ambientes sociais, os figurantes e todos os seus atos e comportamentos, bem como a relação destes com o protagonista Carlos. A intriga principal é que permite o aparecimento da crónica de costumes, pela que ambas vão-se desenvolver em paralelo.

Logo no início da obra temos aspectos e indícios que não será uma história feliz e que uma desgraça está prestes a cair no seio daquele família para os separar para todo o sempre. É uma história que contém traições, incesto, romance, corrupção e  que pretende denunciar múltiplos aspectos da sociedade.

Sou sincera, se não fosse "obrigada" a ler este livro para a disciplina de Português nunca o tinha escolhida para a minha leitura pessoal. Porquê? Não faz o meu género e acho a escrita de Eça de Queiroz  muito monótona e aborrecida. Os primeiros capítulos para mim foram os piores, com tanta descrição e pormenores  que só me apetecia ir bater com a cabeça contra as paredes. Confesso que houve vários parágrafos que eu saltei onde havia tanta descrição, senão não tinha aguentado. A história em si é bonita e interessante e é capaz de agarrar o leitor, mas aquela forma de escrever é muito saturante! Isto na minha opinião, claro que há muita gente por aí que adoro Eça de Queiroz e temos que admitir que ele em si é mesmo um génio porque já não se vê por aí livros com esta profundidade de reflexão e críticas à sociedade. Acredito que toda a gente que frequentou o ensino secundário saiba o que são Os Maias, mas quem desconhece esta família e gosta deste género de livros porque não lhe darem uma oportunidade? Fica a sugestão!



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Resenha - Noites de Paixão de Cheryl Holt

Kate Duncan concorda um ajudar a prima a conquistar um marido até que percebe que a jovem deseja usar uma suposta poção de amor para seduzir Marcus Pelham. Para provar que o elixir não passa de uma bebida sem qualquer efeito mágico, Kate bebe-o e vive o momento mais sensual da sua vida ao apanhar Marcus em plena sessão amorosa com outra mulher. Todos os nervos do corpo de Kate reagem ao observá-lo no meio das sombras, mas o despertar dos sentidos será uma consequência da poção ou do atraente homem? Felizmente, Marcus não repara que Kate o espia, ou pelo menos ale assim o pensa…
Na qualidade de conde de Stamford, Marcus tem a seus pés muitas mulheres. Contudo, nada o excitou mais como a imagem de Kate a observá-lo. Marcus vai então seduzir Kate e bebe, também ele, a poção. Contudo, o jogo assume contornos inesperados quando Marcus se vê verdadeiramente atraído pela inocente Kate. Ao ensinar-lhe a excitante arte da sedução, será que se apaixona perdidamente pela primeira vez? E será ele capaz de amar uma única mulher para o resto da vida?"

A história passa-se no século XXI, em Inglaterra e temos como personagens centrais o Conde Marcus e Kate. A jovem dama está hospedada na casa do cavalheiro com a sua tia e dois primos, Melanie e Chris, que vieram com o objectivo de casar Marcus com a prima de Kate. A jovem Melanie, com apenas 16 anos, sonha com um casamento cheio de amor e paixão e por essa razão arranja uma suposta poção de amor e dá como tarefa à sua dama de companhia, Kate, de conseguir que o Marcus a beba. Mas Kate para mostrar à prima que a poção não passa de uma mentira, bebe-a. Mas parece que afinal funciona porque a jovem vê-se à porta do quarto de Marcus e observa-o com outra mulher, o que lhe provoca novas sensações e em Marcus, uma grande atração por Kate. 

Marcus é o típico homem mulherengo e ele próprio se auto-nomeia como anti próprio para casamento e não tem qualquer objetivo de casar com a jovem Melanie. No desenrolar da história apercebemo-nos que a família do jovem é bastante fora do comum, visto que o seu pai casou-se com uma mulher mais jovem que era na altura a rapariga que Marcus amava e namoravm, deixando-o por dinheiro e por uma posição na sociedade. Mas o pai de Marcus acaba por morrer e deixa no seu testamento que o seu filho deve casar-se até aos 31 anos para receber a herança. A madrasta de Marcus é que acaba por arranjar o caso com a prima de Kate, Melanie, para não ficar na miséria. 

Mas os planos saem-lhe ao contrário já que Marcus se envolve com Kate numa relação cheia de paixão, prazer e sedução. A história é dramática e triste nalgumas partes, especialmente como Kate é tratada pela prima e a tia e tudo o que esta personagem feminina sofreu ao ser abandonada pela mãe e com a morte do seu querido pai. Mas a narração também é simpática e charmosa noutras partes e bastante erótica em muitas. Acho que faltou um bocadinho de romance na relação de Marcus e Kate, mas também se percebe perante a conexão entre eles. 

A autora é excelente e brilhante em descrever as personagens. Houve momentos em que tive puro ódio pelo Conde e noutros que a inocência de Kate fazia com que me arrepiasse o couro cabeludo de tanta frustração. Adoro o facto de termos acesso ao interior de todas as personagens já que a história é escrita em várias perspectivas e permite ao leitor conhecer o íntimo de cada um, desde aos seus sentimentos, receios e desejos. 

O livro mostra-nos o que o ser humano é capaz para atingir os seus objetivos, desde de ser egoísta, mesquinho, avarento e interesseiro. Mas também mostra que nos podemos enganar pelas aparências e que muitas vezes, quando se tem a certeza de algo, podemos estar errados, que se vai refletir nas nossas escolhas e decisões. 

Temos neste livro um romance conturbado entre os protagonistas, com um romance paralelo entre personagens secundários, muitas falsidades e equívocos, grandes conflitos, dramas dolorosos e uma narrativa delicada.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Resenha: Ilusão Perfeita de Jodi Picoult

"Uma mulher acorda num cemitério ferida e a sangrar, completamente amnésica. Não sabe quem é nem o que faz ali. É socorrida por um polícia que acabara de chegar a Los Angeles. Alguns dias mais tarde, é apanhada de surpresa ao ser finalmente identificada pelo marido, nada mais, nada menos do que Alex Rivers, o famoso actor de Hollywood. Cassie fica deslumbrada pelo conto de fadas que está a viver. Mas nem tudo parece correcto e algo obscuro e perturbador se esconde por detrás daquela fachada de glamour. E é só quando a sua memória começa gradualmente a regressar que a sua vida de cenário perfeito se desmorona e Cassie enfrenta a necessidade de fazer escolhas que nunca sonhou ter de fazer."

O livro "Ilusão Perfeita" conta a história de uma mulher, Cassie, que sofre aparentemente um "acidente" e acorda no cemitério, a sangrar da cabeça, e é socorrida por um agente policial que acaba de ser transferido para L.A., chamado Will. Cassie não se recorda do seu passado, mas fica deslumbrada ao verificar que ela é a esposa do conceituado ator de Hollywood, Alex Rivers. 


Por vezes, quem nos devia apoiar é quem nos destrói


O casal poderia dizer que vivia a relação perfeita mas quando Cassie encontra um teste de gravidez escondido no seu armário, a sua memória volta. Cassie foge de casa e vai ter com Will e conta-lhe que é uma antropóloga que trabalha na UCLA e que conheceu Alex, por coincidência, nas filmagens de um filme que eram nos arredores da sua investigação. Há entre os dois uma enorme atração e após três semanas cheia de amor, paixão e sedução; Alex acaba por pedir Cassie em casamento. Ao longo do livro é-nos contado a história deste casamento que já durava 3 anos, mas aquilo que devia ser o homem dos seus sonhos também era o seu maior pesadelo. Alex é um homem com um passado aterrador é uma pessoa emocionalmente desestruturada e um excelente ator. Alex não consegue separar a sua vida profissional da sua vida pessoal e sempre que desempenha um qualquer papel ele vive essa personagem 24 horas por dia. Se a personagem representada é um homem romântico ele será igualmente romântico no seu casamento, mas se é um agressor ele também terá esse papel no seu casamento. Cassie ama tanto Alex que não consegue resistir aos pedidos de desculpas, que se seguem sempre após as agressões de Alex sobre Cassie, tanto físicas como psicológicas. 

A vida de Cassie é abordada de uma forma simples mas perturbado visto que é vítima de maus tratos e é designado no livro por: Síndrome da Mulher Abusada. Cassie frustrava-me no sentido que sofria agressões físicas do homem que amava, perdoava e voltava a cair no mesmo mundo de violência, tal e qual um ciclo vicioso; e eu, mesmo como mulher, não conseguia aceitar tal facto, sentia-me revoltada e talvez foi por isso que esta personagem me cativou tanto porque estava sempre a torcer que ela despertasse e que se libertasse daquele mundo cheio de violência. Apesar de a história da personagem principal ser muitas vezes impressionante e revoltoso, a escritora é eficiente na capacidade que tem de transmitir na perfeição todos os sentimentos e emoções da evolução de Cassie. Muitas vezes o leitor não consegue perceber a razão de certas atitudes da antropóloga mas também é verdade que o leitor não “sente na pele” aquilo que a personagem vive e realmente os seus sentimentos por Alex são muito fortes. É realmente perturbador quando tentamos conciliar todas as emoções que são despertadas durante a leitura, o amor, o ódio, a esperança, a ternura, o deslumbramento, a culpa, o medo, o sofrimento. Contudo, ao mesmo tempo é compensador acompanharmos a passo a libertação emocional desta personagem, bem como, o poder da amizade, a resolução dos seus conflitos interiores e a sua coragem de assumir as rédeas da vida. 

Este livro mostra-nos dois mundos e duas culturas completamente diferentes – o mundo das celebridades em Hollywood e o da reserva de índios Sioux. A escritora abre-nos as portas para um problema que ainda hoje mata demasiadas mulheres por anos e que muitas das vezes é abafado pro quem sofre deste tipo de abusos e também é ignorado por quem vive lado a lado. O livro todo é um remoinho de sentimentos desde amor, a esperança, carinho e paixão que se misturam com a culpa, dor, ódio e medo e a perca de liberdade. A Jodie Picoult acaba por tentar destruir a ideia que a violência doméstica está diretamente relacionada com a posição social e ela mostra-o com a história de Cassie e Alex e outros exemplos que são demostrados no livro na sessão de grupo que a antropóloga participa.

Sobre o final do livro, acho que faltou algo. Devia ter desenvolvido mais porque não sabemos bem o que acontece a Cassie e a Will e fiquei com aquela sensação "Oh acaba assim? Então?". Apesar disto aconselho a leitura deste livro àqueles que sofrem silenciosos e com medo, e não tem audácia e a bravura de gritar bem alto e com todas as suas forças: “Chega!”. Este livro acaba por ser um hino de esperança, coragem e de fé para todos eles. Os livros de Jodi Picoult têm sempre como cenário e base problemas da sociedade atual e são sempre uma alusão para quem gosta de ler histórias com um combinado de romance e veracidade.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha: As Cinquenta Sombras Livre

“Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.” 

E chegamos ao último livro da trilogia mais falada e vendida no ano 2012 e que abriu o caminho para a publicação deste tipo de romances, tais como “Rendida” e “Porque és minha”. 

PRIMEIRAS PAGINAS - CLIQUE AQUI

O livro começa na lua de mel de Christian e Ana, ou seja, no início não temos quaisquer informações ou detalhes do casamento (ocasião que eu esperava ler com todos os pormenores) mas passado algumas páginas, Anastasia que está deitada na espreguiçadeira tem uma espécie de flashback e dá ao leitor a visão do seu casamento. Temos então aquilo que deveria ser uma relação de amor mas que está sempre condicionada pela personalidade dominadora de Grey porque apesar de amar Ana, ele terá sempre que estar no controlo. No início do livro não temos grandes reviravoltas, apenas um casal feliz que está aproveitar a sua lua de mel cheia de seduções e tentações. 

Mas neste livro temos algo que nos outros dois não havia, uma vertente diferente e de maior ação: o poder da vingança e o desejo de destruir por completo a relação de Christian e Ana, ou seja, vai aparecer uma personagem – que já tivemos acesso a ela no último capítulo “As cinquenta sombras mais negras” – que o seu objetivo é arrasar com esta relação que parece que começou a encontrar o seu caminho para a felicidade. 

Quanto às cenas de mais sexualidade, já temos aquilo que se pode chamar uma relação entre um casal pois mostra-se ser apimentada, animada e apaixonada. Apesar disto, as tendências e as práticas BDSM continuam em grande na parte da sexualidade entre o casal. Quanto à linguagem e a forma como o livro é escrito, continua bem presente o calão e as aparições da deusa interior mas com menos frequências (graças a Deus!). Se compararmos a escrita do primeiro volume com este notasse uma certa evolução mas ainda há certos diálogos e certas descrições que era totalmente desnecessários, mas é verificado que a autora melhorou a sua maneira de redigir. 

Sobre as personagens, Christian Grey sempre foi algo que na minha consideração andou de um lado para o outro, durante os três livros. No primeiro livro comecei por não simpatizar muito com ele mas depois para o final das “Cinquenta sombras de Grey” fui-me cativando por ele. Depois no segundo volume, com certas atitudes voltou a abaixar na minha apreciação mas logo subiu quando descobriu que estava apaixonado por Anastasia e neste último livro começou no auge da minha avaliação e desceu completamente quando, a meio da história, Ana conta a Grey algo que vai mudar a relação deles para sempre (quem leu o livro sabe do que estou a falar) e quando li a reação dele só quis bater-lhe e mostrar-lhe o quanto estúpido ele estava a ser, e estragou tudo quando foi ter com Sra Robinson. No oposto, é nesta cena que Anastasia, para mim cresce como personagem e é aí que eu grito: Finalmente! Ela mostra a sua verdadeira garra, força e persistência! Como disse nas minhas resenhas anteriores, nunca engracei com a personagem feminina porque ao olharmos para o mundo de hoje, as raparigas não assim tão ingénuas como Anastasia é. Tive que esperar três livros para que esta personagem, que era um ratinho se transformasse num leão! E acho que é com esta mudança de atitude que o próprio Christian nota que não pode continuar a ser tão possessivo e estar no controlo como antes, senão está sujeito a perder aquilo que mais ama. A Sra Robinson é mais do mesmo que já disse na resenha anterior, ela irrita-me e nunca sabe quando está a mais. 

A estrutura da narrativa ao longo do livro é mantida, onde temos os famosos e-mails trocados durante o casal, que na minha opinião é das partes mais cómicas e divertidas dos livros desta trilogia. O desfecho acho que deixou as minhas expectativas aquém, fiquei com a sensação que faltava ali algo e que acabou muito depressa. E ainda há a falha que não sabemos como ficam a Mia e Ethan. 

Ainda no final temos um pequeno episódio triste do primeiro Natal de Christian enquanto adotado por Carrick e Grace e ainda há dois capítulos que nos fazem retroceder até ao primeiro livro mas com uma diferença: o narrado é Christian em vez de Anastasia. Talvez E.L James queira reescrever a trilogia sob o ponto de vista da sua personagem masculina? Não sei, mas acho que estes três volumes foram suficientes para entender a história completa. Acho que quando querem a perspectiva dos personagens principais, em vez de escrevem o livro na primeira pessoa, escrevam na terceira pessoa e façam vão mudando o narrador ao longo do livro. E mesmo na primeira pessoa dá para fazer esta técnica. 

Independente do que acontece, a trilogia “As Cinquenta sombras” foi um fenómeno mundial que eu faço comparação com a saga “Twilight”. Para mim, confesso que estava à espera de mais, eu gosto deste tipo de livros mas houve certos aspetos que fizeram com que eu, como leitora, perdesse algum interessa tais como a escrita e a personagem feminina. É uma história para se ler a um domingo à tarde para desanuviar e descontrair.


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Resenha: A pousada no fim do rio de Nora Roberts



“Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre. Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele. Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite”



E vem aí mais uma resenha de um romance de Nora Roberts. Sim, é verdade… Ela conquistou-me! E já ali tenho “Luzes do Norte” há espera de ser lido!

LER AS PRIMEIRAS PÁGINAS - CLIQUE AQUI

Falando sobre o livro “A Pousada no Fim do Rio” este apresenta-nos Olivia MacBride, filha de dois astros de Hollywood, Julie e Sam Tanner. Esta menina podia dizer que tinha uma vida perfeita, mas a inocência da sua infância foi-lhe tirada quando ela acorda durante a noite e encontra a mãe brutalmente assassinada deitada no sofá escritório, com o seu pai ao lado do corpo com uma tesoura ensanguentada na mão. Olivia foge e esconde-se no seu armário agarrada ao seu peluche preferido até que o polícia Frank a encontra. Sam acaba por ser acusado do homicídio da sua esposa, mas o pai de Olivia não se lembra exactamente do que aconteceu porque estava sob o efeito de drogas. Perante este desastre, a menina vai viver com os seus avós maternos na Pousada do Fim do Rio. Eles, junto com Olivia, tentam a todo custo enterrar o passado e a tragédia que abalou toda a família, em meio a muito verde e ar fresco e o assassinato de Julie acaba por se tornar um tabu no seio daquela família. 

O leitor acompanha o crescimento de Olivia e a sua paixão pela natureza. Tudo corre como planeado até que Noah, filho do policia Frank, vai até ao encontro da jovem na universidade com o objetivo de ter algumas informações sobre a noite do homicídio de Julie para escrever um livro, já que a sua profissão é de jornalista. O problema é que no momento em que Noah coloca os olhos em Olivia é despertado dentro de si um enorme desejo e paixão, sentimentos esses que também brotam em Olivia, mas quando esta descobre que ele pretende desenterrar o passado que ela tenta tanto esquecer, a jovem fecha-lhe o coração e expulsa-o da sua vida.

Mas Noah é um rapaz persistente e passado alguns anos, Olivia já está formada e trabalha na Pousada dos avós como guia-turística e na administração, o jovem aluga um quarto na Pousada durante umas semanas com dois objetivos: conquistar Olivia e escrever de uma vez por todas o seu desejado livro. Ele tenta ajudá-la a exorcizar os fantasmas de seu passado, mas a rapariga parece irredutível, ainda mais quando recebe a notícia que o seu pai acabou de deixar a prisão. 

O livro traz-nos vários assuntos que são bastante problemáticos tais como: as drogas, a necessidade de controlo, possessão, mais precisamente na relação de Julie e Sam, pais de Olivia. Esta história também nos ensina que nem tudo o que parece é, e que muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas e queridas são as que mais nos magoam e que são capazes de atos e ações inexplicáveis. Temos bastante contacto com a Natureza ao longo do livro e notasse que houve uma certa pesquisa e trabalho da escritora.

Não sei é impressão minha ou talvez de já ter lido tantos romances da Nora Roberts seguidos, mas dá a sensação que a base dos livros dela é sempre a mesma, ou seja, há sempre um casal envolvido, um crime ou algo do género, problemas familiares ou pessoais, e cria uma história. São características comuns que encontrei em todos os livros que li. Nunca li nenhum livro do seu pseudónimo: J.D Robb. Talvez aí o conteúdo e a base das suas histórias mude completamente.

Como já disse nalgumas resenhas, mas volto a repetir, adoro o facto da autora não se concentrar apenas no casal principal. É nos possível conhecer o íntimo de várias personagens além de Olivia e Noah, tal como Julie (que é personagem que está bastante presente no livro apesar de morrer logo no ínicio), Sam, os pais de Julie, o que permite que o leitor não se sinta sufocado. 

Um livro surpreendente que nos ensina que as pessoas que nos são importantes, mesmo depois de já serem uma estrelinha no céu, estão sempre presentes, um livro que nos mostra que mesmo a maior dor do mundo pode ser suportada e vencida se tivermos apoio e muito amor. Realmente um livro surpreendente, desde a primeira até à última página.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Resenha - Onde Caem os Anjos de Nora Roberts

"Reece Gilmore foge de um passado traumático como única sobrevivente de um crime brutal em que viu todos os seus amigos morrer. Um dia chega a Angel's Fist, um lugar idílico rodeado por belas montanhas, e decide aceitar um emprego no restaurante local como cozinheira. Reece cedo encanta os locais com os seus dotes de culinária. Afinal de contas, era uma famosa chefe de cozinha na Costa Leste, mas continua atormentada pelo crime de que foi vítima, e luta constantemente contra os pesadelos que a assombram. Até que um dia é a única testemunha de um novo homicídio  Sendo tão frágil e dada a ataques de pânico, ninguém na cidade parece acreditar em Reece a não ser Brody, um irascível e atraente escritor de policiais. E quando uma série de eventos perigosos tornam claro que alguém está a tentar enlouquecer Reece e a eliminá-la do caminho, ela terá que confiar em Brody, e em si própria, para descobrir se existe ou não um assassino em Angel's Fist. Venha descobrir a beleza das montanhas americanas e as fantásticas receitas de culinária de Reece Gilmore, nesta apaixonante história de crime, loucura e amor de Nora Roberts."

Nora roberts apresenta-nos mais uma vez com um belíssimo policial. Algo que adoro nesta escritora é que ela faz um enquadramento geográfico e temporal que só nos dá vontade de pegar nas malas e partirmos à descoberta aqueles cenários que ela descreve. Mas apesar disso, há momento em que a descrição dos panoramas é muito exaustiva, fazendo com que o leitor fique mortificado nalgumas partes. 
A personagem princial. Reece, pretende esquecer e fugir de algo que viu e presenciou no seu passado, mais propriamente da morte de todos os seus amigos e alguns conhecidos numa noite em que estavam a festejar a evolução da sua carreira como chefe de cozinha, mas um massacre aconteceu no restaurante e a rapariga acabou por ser sobrevivente. 

Este terrível acontecimento acabou por marcar a sua vida tornando-a numa mulher assustada, paranoica e muito mais cuidadosa, e isso é possível observar esse seu comportamento fora do comum quando Reece verifica se fechou as portas algumas três vezes, entre outros exemplos. Ao tentar refugiar-se do seu passado, ela depara-se em Angel’s Fist, uma vila pequena e simpática. Consegue então arranjar um trabalho no restaurante local e vive durante uns tempos no apartamento que está desocupado por cima do local de trabalho. Passado pouco tempo, durante um passeio pelas montanhas ela depara-se com um homicídio, em que um homem espanca e estrangula uma mulher. Ao observar tal situação macabra, Reece começa a recordar a noite dos seus pesadelos e começa a sentir-se maluca, sendo auxiliada por Brody, um belo homem que habita na vila e que é escritor de romances policiais. 

Reece acaba por ser vista como uma doente mental pela população da vila, tendo ao seu lado como apoio o jovem escritor e sua patroa, a dona do restaurante local. Ela própria começa a desconfiar que não é completamente saudável, já que depois do massacre que ela presenciou e que quase lhe tirou a vida, Reece tinha ataques de pânico e foi acompanhada durante alguns meses por um hospital psiquiátrico. Com aproximação de Reece e Brody, estes acabam por se apaixonar e confrontam, juntos, as atitudes e situações que o assassino desenvolve para levar as pessoas e a própria Reee a pensar que não passa de uma maluca que imaginou tudo. 

Mais uma vez não consegui descobrir quem é o assassino! A autora tem uma capacidade fantástica de engendrar e manipular os crimes de tal forma que o leitor pensa que sabe quem é o culpado e surpreende-nos sempre no final! Adorei a forma como Brody acredita em Reece sem a conhecer de lado algum e a apoia ao longo do livro, mostrando que é um homem persistente e firme. Aconselho a leitura do livro a quem é fã de Nora Roberts e de quem goste de um bom romance com um policial misturado. E para quem vai ler: Boa sorte para a buscar infernal e inebriante pelo culpado!



Ler as primeiras páginas - CLIQUE AQUI





O livro foi adaptado para filme em 2007 tendo como protagonistas Heather Locklear e Johnathon Schaech, ainda não tive a oportunidade de o ver!