Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Crítica Literária: Rosa Selvagem de Patricia Cabot

Como nunca houvera uma mulher que não conseguisse encantar, Edward tinha a certeza de que iria conquistá-la. Mas Pegeen MacDougal não era nem velha, nem criança - era muito mulher, com uma língua aguçada, uns olhos verdes de levar ao inferno e uma sensualidade que o deixava doente. Infelizmente, ela desprezava-o, assim como à ostentação da sua classe social e à falta de consideração que mostravam pelos menos afortunados. Mas, pelo bem do seu sobrinho Jeremy, Pegeen concordou que ambos se mudariam para a propriedade de Edward. O risco tornou-se rapidamente aparente. Pois ela sabia que podia resistir ao dinheiro de Edward, ao seu poder, à sua posição... a todo o seu mundo. No entanto, era o seu beijo que prometia ser a sua destruição.

Eu sou muito picuinhas sobre a personagem feminina de um livro. Tenho aquele ideal e para tem que ser aquilo e aquilo mesmo! Gosto de mulheres decididas, fortes, corajosas e que não tenham medo de enfrentar um homem nem de dizer uns belos de uns palavrões! Pois é minha gente, apresente-vos Pegeen MacDougal, uma das personagens femininas que mais me agradou este ano! *palmas*

As duas primeiras coisas que fizeram com que este livro se realçasse para mim foi a sinopse e a capa, ambas muito apelativas e dentro do género que me agrade. Depois deste amor à primeira vista, fiquei com as minhas expetativas elevadas e estas não ficaram aquém! O livro apresenta uma narrativa com muito ritmo, focada na relação de amor-ódio dos protagonistas mas intercaladas com algumas pequenas histórias de personagens secundárias. 

No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. Este é o único ponto negativo que encontro neste livro.

Como já referi, para mim o segredo deste livro está todo na protagonista, na sua personalidade e do seu temperamento um pouco "ardente". Peegen é filha de um vigário, que faleceu, e tem que tomar conta do seu sobrinho, filho da irmã e do marido desta que era um duque, mas ambos faleceram deixando o menino órfão. Peegen vive na pobreza porque o marido da sua irmã foi repudiado quando se casou com alguém abaixo dele na sociedade.

Edward é o tio do menino que anda à procura dele incansavelmente para que este assuma o seu lugar na sociedade e assim Edward consiga "fugir" ao seu trabalho como duque. E é nesta busca que Edward encontra o menino e como consequência, conhece Pegeen. Ele fica logo deslumbrado com a beleza desta e há uma espécie de amor à primeira vista, misturado com um grande sentimento de negação, uma atração fatal com um amor intenso.

Ao contrário do que costuma acontecer nestes romances, Pegeen não é o tipo de mulher que ao descobrir que está apaixonada vai a correr para os braços dele, faz de tudo para conquistá-lo, muito pelo contrário, ela afasta-o, irrita-o pois guarda segredos que envolvem o seu passo que a impossibilitam de sonhar com o amor.

Um romance história que me fez sonhar, rir, desesperar, suspirar, torcer por um final feliz e terminar a leitura com uma sensação deliciosa de: missão cumprida!



segunda-feira, 23 de setembro de 2013

[Crítica Literária] O Beijo Encantado de Eloisa James

Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atracão irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

Segundo livro lido da escritora Eloisa James. Feedback? Gostei um pouquinho mais do Milagre de Amor do que este. Este é o primeiro volume da série Fairy Tales (O Milagre de Amor é o segundo). Cada história é independente, estando relacionados num aspeto: todos falam de um conto de fadas mas de uma maneira diferente, totalmente inesperada. Neste livro o conto é da Cinderela. Vou ser sincera, quando era criança, adorava todos os contos desde a Bela Adormecida, Cinderela, a Branca de Neve, a Bela e o Monstro (ainda adoro este!), mas há medida que fui crescendo, fui olhando para os contos de uma forma mais racional e comecei a pensar "Isto não faz sentido nenhum xD". E na Cinderela penso exatamente isso, porque vamos ser sinceros, qual é a probabilidade de o sapato de cristal caber no pé de outra rapariga?! Eu iria dizer muita! Mas pronto, a autora deu a volta a essa situação do sapato, entre outras, e tornou a história desta pobre rapariga em algo encantador e divertido.

Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. A nossa Cinderela é a Kate e claro que têm uma madrasta má, mas em vez de duas irmãs más, tem apenas uma que não se mostra tão malvada como se esperaria. Há sete anos que a jovem Kate luta pelo trabalho dos seus empregados, tentando protegê-los das loucuras de Mariana (a madrasta má), e dos seus gastos exagerados em tudo o que é roupa da última moda e jóias. 

Kate acaba por se meter numa grande confusão de troca de identidades por causa da sua meia-irmã Victoria, que apesar de tudo, a protagonista sente uma bondade que lhe vai trazer umas situações bem divertidas. A protagonista acaba por "cair" num castelo em que o príncipe não é rico, está cheio de dívidas, e com personagens completamente excêntricos que trazem uma lufada de ar fresco e um ambiente divertido ao longo do livro. A madrinha é uma personagem totalmente inesperada,tornando-se a minha personagem secundária preferida. Adorei o fogo que existe nos diálogos entre Kate e o príncipe Gabriel, tornando-se uma espécie de metáfora de como cão e gato.

Eloisa James entrou definitivamente nas escritora de ler. Mal encontre o "Paixão Numa Noite de Inverno" vem comigo para casa.


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

[Crítica Literária] Inocência Perdida de Nora Roberts

Na pequena cidade de Innocence, no Mississípi, os dias são compridos, as noites perfumadas e os segredos difíceis de preservar. Mas quando um assassino brutal ceifa as vidas das mulheres mais bonitas do local, amigos e vizinhos são obrigados a perguntar-se se se trata de um estranho à espreita no pântano... ou de alguém mesmo ali ao lado.

Esgotada por uma carreira frenética como violinista, Caroline Waverly chega a Innocence na esperança de que a casa da sua falecida avó lhe providencie a tranquilidade de que tanto precisa. Mas Innocence tem algo mais para lhe oferecer: o bonito e encantador Tucker Longstreet. Tucker é conhecido pelos seus romances curtos e superficiais. Mas quando vê Caroline sente que ela é diferente de todas as mulheres que conheceu. A reservada violinista também sente uma excitação inesperada ao pé dele, mas quando descobre a terceira vítima nas águas pantanosas por trás da sua casa e Tucker é considerado o principal suspeito, o seu caso de Verão pode transformar-se num caso de… vida ou morte.

As coisas que acontecem em Innocente, Mississipi, são tudo menos inocentes. Nesta pequena cidade foi encontrada mais uma mulher morta depois de uma discussão pública com um dos habitantes mais rico da cidade. Tucker é o principal suspeito de ser o assassínio, pois todas eram suas conhecidas e tiveram uma relação mais íntima com o protagonista. 

Caroline voltou para a sua cidade natal, mais precisamente para casa da sua avó falecida, para recuperar de um colapso e isolar-se de toda a sua família e da fama como violinista profissional. Tucker e Caroline acabam por ser como o cão e o gato, com uma atração tão grande que nenhum dos dois pode resistir. Eles acabam por se envolver, apesar dos avisos que Caroline recebe por se estar a envolver com um suspeito de homicídio. Sexo, segredos, traição, vingança, ciúmes e amor explodem como fogo de artifício na pequena cidade de Innocente.

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente! Adorei o facto de Tucker ter tantos defeitos, desanuviou-me dos romances que leio e que a personagem masculina é descrita como perfeita. O cenário é espetacular, quase que sentimos que estamos lá, naquela pequena cidade do sul. É habitada por personagens extravagantes, que dão vida à cidade com as suas atividades e os seus mexericos, o que é usual nestes pequenas cidades, todos sabem da vida dos outros. O facto que Nora não se centrou apenas nos protagonistas e deu destaques às outras personagens fez com que o livro ganhasse outra vida. Eu adorei o Jim e amizade de Cy; Burke e Susie, como estavam a reagir ao casamento da filha; as palhaçadas e piadas constantes da prima Lulu,; o cozinhar da Della; o relacionamento de Junior e da mulher que o traía, entre outros.

É um livro que classifico mais como um thriller com elementos românticos cheio de personagens caseiros que faz com que o leitor deseje uma vida numa cidade pequena!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

[Crítica Literária] Perto de Ti de Anita Notaro

Louisa está farta da sua vida. Do namorado, do trabalho, do apartamento - tudo precisa de uma reforma imediata e radical. E assim ela decide mudar tudo a favor de uma existência despreocupada, trocando o seu apartamento por uma casa móvel, o carro por uma moto, e as suas roupas elegantes por outras informais. E, acima de tudo, começa um novo trabalho como psicóloga de cães. Com as amigas Maddy e Clodagh, embarca numa nova aventura - para conhecer pessoas diferentes, descobrir novos lugares e encontrar um homem novo e fabuloso. O seu trabalho traz-lhe recompensas imediatas e extraordinárias quando ela conhece os donos de cães cujos problemas muitas vezes parecem ecoar os dos donos. Mas independentemente do stresse da sua nova vida, Louisa tem o apoio das amigas. Se ao menos isso pudesse durar para sempre...

Estava com grandes expectativas para este livro que foram todas pelo esgoto! Gostei do ínicio do livro, aquela mudança e determinação da protagonista mas depois enjoou. Ela supostamente ia mudar de vida, mudou de profissão mas afinal de contas acabou por fazer o mesmo de sempre. Vou ser sincera, não terminei de ler o livro, cansei-me, era um esforço enorme ler um capítulo por dia ou até menos. Ia a meio do livro e o que se passou de excitante ou de novo? N-a-d-a! Tenho tanto livro à minha espera que desisti completamente. 

Lulu que é a protagonista deste livro está cansada de ouvir as lamurias dos outros e decide mudar de vida: ser uma psicóloga de cães, mudar-se para uma caravana, dar uma volta de 180º ou até de 360º à sua vida e à sua rotina. Só que as coisas não acontecem como ela quer e acaba por ser tudo uma confusão. Achei a personagem Lulu insossa, não me agradou nada. Rendi-me mais às suas duas amigas: Maddy e Clodagh que apresentavam uma personalidade muito divergente entre as duas mas que me incentivou mais à leitura do que propriamente a personalidade de Lulu. 

A capa é linda, adoro os tons rosa/branco e a própria sinopse é apelativa o que faz com que o leitor tenha curiosidade sobre o livro mas acho que há melhores escritores do que Anita Notaro. Sei que há mais livros publicados dela mas não sei se vou arriscar ler mais algum.

O livro só me agarrou por uma coisinha, o facto de falar de cães que é o meu animal preferido, mas que não foi suficiente para levar esta leitura avante e terminá-la. Enquanto me lembrar desta história não irei pegar no livro e tentar acabá-lo, mas não digo que daqui a uns anos volte a tentar.


[Crítica Literária] O Refúgio da Noiva de Abby Green

Uma poderosa dinastia onde os segredos e o escândalo nunca dormem. Desumano nos negócios e reverenciado por muitos, Sebastian estava no topo da carreira profissional. Emocionalmente mantinha-se encerrado em si mesmo, solitário e inacessível. Algumas pessoas asseguravam que tinha o coração de pedra. A estrela de Bollywood Aneesa Adani tinha escapado do seu casamento arranjado. Bastou um olhar do frio Sebastian para a cativar. Ele levou a noiva fugitiva para o seu apartamento, apesar de a apaixonada Aneesa ser o maior risco que ele enfrentara. A sua proximidade poderia acender a chama, uma chama capaz de fundir até o mais duro dos corações.

O livro começa de uma maneira curiosa, temos os dois protagonista num casamento que só por acaso é o enlace da heroína com outro homem. Quando os dois desconhecidos trocam olhares, sentem logo uma conexão. Ele acaba por abandonar a cerimónia e a noiva, durante a cerimónia, dá um fim ao casamento. Anessa acaba por encontrar Sebastian numa suíte do hotel e terminam o dia com uma escaldante noite de núpcias mas com o "noivo" errado. Os dois prometem que aquela noite de amor não mudará nada e que na parte da manhã cada um voltaria para as suas vidas, mas isso não acontece porque de alguma forma aquela noite tem uma consequência duradoura que mais tarde os volta a reunir.

Anessa acaba por sofrer bastante porque enquanto ela quer algo mais, Sebastian quer apenas uma conexão física e não emocional, tornando-se arrogante e frio. Eu fico sempre com o pé atrás neste livros curtinhos porque eu gosto de saber mais sobre as personagens, mais desenvolvimento da história e não sou muito fã destes relacionamentos relâmpagos. Outro defeito destes livros é que o final é quase sempre o mesmo e passa muito rápido.

Este livro faz parte de uma série "Wolfe, A Disnatia". Vou tentar ler os livros que já foram publicados neste série apesar de já ter alguns spoleirs deste livro. É um bom livro para se ler a um Domingo à tarde ou ao final do dia, para desanuviar do stress do dia-a-dia.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Na cama com um Highlander de Maya Banks

Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence - até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.

Foi a minha estreia na escritora Maya Banks. Este livro é o primeiro de uma trilogia chama McCabe. Cada volume retrata a história de um dos três irmãos McCabe. A história acontece nas Terras Altas, num tempo medieval. A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. 

Nesta história é apresentado ao leitor a heroína Mairin Stuart, filha bastarda do rei, que vive num convento desde pequena, escondida, pois contêm um dote cheia de riquezas e especialmente por ter uma propriedade que vale o seu peso em ouro e por esse motivo ela têm sido alvo de senhores que procuram poder e ascensão, que até chegariam ao ponto de rapta-lá e obriga-lá a casar-se com eles para atingir os seus objetivos. E um desses senhor é o Lorde Cameron que será o vilão da história. Ele torna a heroína cativa e é no cativeiro que ela conhece Crispen McCabe, que se afastou de casa e que é encontrado pelos soldados de Cameron, que o tornam também um prisioneiro.  Com a astúcia de Mairin, ambos conseguem fugir, criando um grande elo entre os dois. São encontrados pelo Clã McCabe e é assim que a jovem conhece Ewan McCabe, o pai do menino e chefe do Clã. 

E aqui começa o conflito. Ewan sabe que Mairin têm uma ligação com Cameron, que é um dos seus inimigos, mas não percebe esse elo porque a jovem não pretende contar quem realmente é, mas o chefe do clã McCabe não é um homem que aceite um não.

O que me prendeu neste livro foi mesmo a caracterização das personagens, especialmente de Mairin, que apesar de ingénua porque viveu sempre entre freiras, ela é corajosa e tem uma língua afiada, sem medo nenhum de enfrentar os homens especialmente Ewan. Quanto ao Highlander, é o costume, um homem possessivo, vigoroso e másculo, mas que no fundo é um pai maravilhoso, preocupado e carinhoso.

Quanto aos outros irmãos do Clã temos Alaric, o irmão do meio, que durante a trama acaba por se tornar um defensor de Mairin, e Caelen, o leitor fica com a sensação que é um homem torturado pelo passado.
Fico à espera do próximo livro para continuar a seguir a história do Clã McCabe.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Força do Desejo de Jess Michaels

A noiva vai tentar libertar-se de todas as suas inibições. Ao entrar na sua sétima temporada sem namorado, Beatrice Albright começa a entender que a sua beleza não compensa a sua personalidade irritável. Na qualidade de mulher desesperada que ninguém deseja, tem de procurar um homem com quem nenhuma outra pessoa casará: o desprezado e misterioso marquês Highcroft, Gareth Berenger. Correm boatos de que ele é um assassino, mas Beatrice tem mais receio de ficar uma velha solteirona na companhia da mãe, do que da obscura reputação de Berenger. Contudo, embora se sinta intrigado pela sedutora proposta da jovem, também ele tem uma proposta a fazer. Dotado de gostos particulares, não casará com nenhuma mulher incapaz de os satisfazer. A sua noiva tem de ser aventureira, sem medo de nada e ansiosa por experimentar todas as paixões e prazeres imaginários, por mais chocantes e proibidos que possam parecer. Se Beatrice concordar em tentar a experiência – se conseguir eliminar todas as suas inibições – os dois casarão. Por conseguinte, os dados estão lançados enquanto Beatrice e Gareth embarcam num percurso erótico onde o perigo os espreita a cada curva, rumo a um mundo de êxtase, onde nada é proibido… nada é negado.

Sempre fui grande fã de romances sensuais, sejam estes passados na época atual ou num tempo mais histórico. Este foi o primeiro livro que li de Jess Michaels que se enquadra nesse tipo de livros que descrevi no início. Adoro a forma como ela acaba por desenvolver um romance com elementos eróticos e apaixonantes, onde há uma intriga que faz com que a história tenha um ar misterioso e um segredo que o leitor quer desvendar a qualquer custo. 

Cada livro fala de uma das Irmãs Albright, sendo assim histórias independentes, podendo ser lidos fora de ordem que no meu caso é o que estou a fazer.

Neste volume é-nos apresentado Beatrice Albright que é considerada a "ovelha negra" da família, pois criou para ela própria uma reputação de ser arrogante e fria, no fundo para se proteger. Quando as suas irmãs mais velhas estão todas casadas e a jovem deixa de receber quaisquer convites para bailes e já há muito que não tem pretendentes, ela acredita que a única solução é conseguir um homem que tinha uma reputação na sociedade igual ou pior que a dela. E aí ela encontra o Marquês de Highcroft, Gareth Berenger. O Marquês pretender arranjar uma noiva, mas já que há boatos que foi ele que matou a sua primeira esposa e que tem uns certos gostos na cama, ele está longe de conseguir que uma jovem da sociedade se aproxime dele. 

É aí que aparece Beatrice com um acordo, ou seja, um casamento de conveniência, mas antes disso Gareth precisa de saber como eles vão ser nos assuntos de quarto, se serão compatíveis porque o objetivo do casamento para ele é gerar um herdeiro. E começa um jogo de sedução e paixão. As cenas eróticas são ousadas no ponto certo, não se tornam repetitivas nem enfastiadas. Há uma grande evolução das personagens, especial da jovem que passa de uma megera para uma pessoa dócil e amável. 

Confesso que gostei mais do livro Tabu do que deste (ver opinião aqui), não senti muito amor neste casal, muita luxúria e paixão mas faltou ali algo, um ingrediente chave. É um  bom livro para descontrair e entrar no mundo da sensualidade, sem uma história leve e que se lê num ápice.


segunda-feira, 12 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Tabu de Jess Michaels

Ao perderem-se no êxtase erótico que volta a renascer entre eles, Nathan Manning, conde de Blackhearth e Cassandra Willows, a mais famosa costureira de Londres e criadora de "brinquedos" sexuais, estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.

A história desenrolasse em volta de Cassandra Willows e Nathan, o conde de Blackhearth. No passado, o casal não escondia o seu amor e envoltos em uma rede de paixão, resolveram se casar, mas tinham um grande obstáculo que era a diferenças sociais existentes entre suas famílias, resolvendo fugir e casarem. Mas no dia do encontro, a jovem não conseguiu aparecer no locar e Nathan, a sofrer por amor, viaja para Índia para tentar esquecer a sua amada. Passado quatro anos, ele volta com um único objetivo: vingar-se de Cassandra, fazendo chantagem com ele através do seu passado e a sua profissão atual, que é uma costureira de sucesso mas tem um lado obscuro da sua profissão que está escondido da sociedade. Por quatro anos ela foi amante de vários cavalheiros, muito discretamente e escolhidos a dedo. Este papel de amante foi executado não só pelo dinheiro mas também para se curar do passado com Nathan. 

Um ponto muito positivo nesta história é que não temos uma personagem feminina inocente, mas sim experiente e que sabe no que se está a meter, conhecendo todos os caminhos da luxúria e do prazer. Um ponto negativo do livro é de ser muito curto, acho que a história se desenvolveu muito depressa e havia espaço para desenrolar outras passagens. A capa é linda, as cores e a imagem têm aquele ar de luxúria e aquela sensação de mistério.

A narrativa é ágil e logo que o acordo entre os dois é selado, o leitor é bombardeado com um jogo de poder, sensual e erótico, e pelo desejo tentam dominar o parceiro. Tabu possui um enredo bem construído, cheiro de romance, sensualidade e a sua ponta de drama misturado com mistério. Um livro que vai satisfazer aqueles que gostam de um romance adulto histórico.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

Crítica Literária - A deusa do Mar de P.C. Cast

Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida. 
No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar. 
Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real. 
Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso.

P.C Cast criou esta série, aqui em Portugal nomeada de "O Chamamento da Deusa", sendo o título original da saga "Goddess", com o objetivo de homenagear a mulher e todo o poder feminino que esta envolve. Em cada volume conta uma história que vai envolver uma mulher, uma deusa e uma troca de corpos.

Neste volume a Deusa envolvida é Gaia, a Deusa da Terra e vai-se recriar a história de Ondina, que para quem não sabe é uma sereia que segundo contos, ganhou a forma humana para encontrar o verdadeiro amor.

Christine Canady é Sargento há sete anos e sempre procurou respeito entre os homens que a rodeavam na sua profissão, acabando-se por esconder atrás do seu cargo. Ela acaba por nunca se sentir feminina nem apaixonada, e nunca encontrei o seu verdadeiro lugar no mundo. A história começa no dia em que a Sargento faz 25 anos, em que é apresentado um aniversário triste e um pouco irónico. Triste porque ela passa esse dia sozinha, sem qualquer amigas, tendo como companhia a sua querida televisão e até os próprios pais pensam que ela faz 22 anos; irónico porque ela fica embriagada e tem uma conversa muito esquisita com o seu telefone, cena que ri à gargalhada. Ela acaba por fazer um Chamamento à Deusa Gaia pedindo um pouco mais de cor à sua vida.

No dia seguinte ao seu aniversário, CC parte para uma nova missão em que o avião se despenha no mar e no momento em que ela fica presa nos escombros do avião e pensa que vai morrer, vê uma sereia que a beija e assim, troca de lugar com a princesa Ondina. A partir deste ponto, Christine conhece Gaia, a mãe de Ondina, foge de Sarpedon, que pretende ter a sereia como companheira nem que seja à força, e foi essa razão que fez a Ondina fugir e ir para terra. De forma a escapar do sereio, a deusa Gaia permite que CC assume uma forma humana e envia-a para uma terra medieval e que lá tem que se apaixonar por um humano de forma a ficar permanentemente na terra. Mas tudo se complica quando CC se apaixona pelo sereio Dylan.

A história é cativante e mesmo a própria escrita é muito envolvente, causando ao leitor uma vontade de ler o livro num ápice. A narrativa é toda na terceira pessoa, especialmente centrada na Sargento, mas também temos pensamentos e impressões de outras personagens.

Um aspecto menos feliz foi o final do livro que devia ter sido mais desenvolvido, comparando com o resto da história que teve muitos detalhes. Os conselhos que a Deusa comunica a CC acabam por ser aplicáveis à vida real, e assim o leitor tem ali palavras sábias que merecem ser lidas e praticadas. Tal como referi anteriormente, Christine é enviada para uma época medieval, havendo um grande contraste entre a mulher atual e a mulher daquele tempo, o que provoca cenas hilariantes. 

Uma dúvida que me ocorreu logo no início era como é que os sereios e sereias tinham relações sexuais... Ah, ficaram com a mesma questão do que eu? Mas eu não vou dizer, para isso vão ter que ler o livro, que a questão é respondida e várias vezes!

A Deusa do Mar é recomendado para todas as mulheres que queiram ter uma deslumbre da nossa força interior, para qualquer romântico incurável e claro para homens que queiram aprender um pouco mais sobre as mulheres.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Crítica Literária: Herança do Gelo de Nora Roberts

Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas. Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?

Esse é o segundo livro da trilogia da Herança, e contém spoiler do primeiro livro. Por isso, se ainda não leram o 1ª volume, parem aqui! 

Este livro começa um pouco depois do final do Herança de Fogo, porque Maggie está grávida de 7 a 8 meses, e temos como personagem principal feminina a Brianna Concannon que é completamente o oposto da sua irmã, enquanto Maggie gritava com a mãe, Brianna guarda os seus verdadeiros sentimentos para si e mantinha-se junto de Maeve, deixando muitas vezes a sua vida em segundo plano. Quando o seu pai morre, ela herda a casa de família, conseguindo transformar o seu sonho em realidade, ter a sua própria hospedaria. Ela adora a vida doméstica, desde de cozinhar, limpar, entre outros. 

Ao arrumar o sotão que continha caixas antigas, Brianna encontra algumas cartas destinadas ao seu falecido pai de uma mulher chamada Amanda e descobre que, para além de Maggie, tem mais uma irmã, que nem o pai conheceu (a história dessa irmã é o terceiro e último volume) 

Brianna tinha uma vida calma e pacata, mas tudo muda quando o escritor americano Grayson Thane fica aposentado na sua hospedaria para escrever a sua nova história. É com esta personagem que o leitor conhece um pouco mais da Irlanda. O jovem é conquistado aos poucos por Brianna, pelo seu jeito e maneira de ser, já que ele é uma pessoa sem qualquer laços familiares e sem amarras. 

Apesar de ter Maggie como minha preferida até agora, a história de Brianna é muito comovente e envolve temas como o perdão e sinceridade.  Nora Roberts tem sempre algo nos seus livros que nos faz ficar com um gosto de querer mais. Já comecei a ler o Herança da Vergonha para terminar assim a Trilogia da Herança.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Crítica Literária - Herança de Fogo de Nora Roberts

Nora Roberts volta a arrebatar-nos com o primeiro volume de uma das suas mais aclamadas séries: a «Triologia da Herança». No centro desta obra apaixonante encontramos as irmãs Concannon, mulheres do nosso tempo, que vivem na mágica Irlanda, terra de colinas suaves e lendas antigas.

"Herança de Fogo" é a história de Maggie Concannon.Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho.
Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil... ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro.


Maggie,uma artista apaixonada, excêntrica e incontrolável tem apenas o seu amor à arte como companheiro na sua vida solitária. Esta jovem possui um grande trauma: o casamento infeliz dos seus pais. Desde pequena viveu num lar sem amor e isso levou-a a criar uma verdadeira aversão a casamentos e relacionamentos que envolvam sentimento, que vai condicionar todas as suas relações em finais desastrosos. Depois de estudar em Veneza, Maggie volta para  a sua terra natal, Clare, na Irlanda e começa o seu trabalho em esculturas de vidros, que retratam a sua natureza selvagem. Todo o dinheiro que a jovem consegue serve para ajudar a sua mãe a sua irmã. Maggie e a mãe tem uma relação bastante hostil e a artista está saturada que a sua irmã, Brianna, atenda todos os pequenos e grandes caprichos da mãe. Só que Maggie prometeu ao seu pai quando ele morreu nos seus braços que iria ajudar e proteger as duas, e quando chega uma proposta de uma famosa galeria em Londres, Maggie fica dividida porque apesar de não querer ser exclusiva e vender no mercado, precisa do dinheiro para que Brianna consiga montar a sua própria estalagem. 

Rogan é o dono das Galerias Worldwide  que possui uma personalidade persistente e controladora. Quando ele conhece Maggie, algo no seu interior muda, a tensão e as faíscas entre eles são quase palpáveis. A jovem artista, sem qualquer tipo de pudor, aproveita essa atração para o seduzir, mas Rogan não quer apenas uma mulher na sua cama, mas sim no seu coração e vai lutar com todas as suas armas para mostrar a Maggie que o amor existe mesmo.

A personalidade da personagem principal faz com que o leitor nunca consiga adivinhar o passo seguinte da história porque ela é bastante impulsiva. Uma personagem que merece destaque é avó de Rogan, cada vez que ela aparece é uma lufada de ar fresco, com o seu sentido de humor e as suas conversas não apropriadas. O cenário é simplesmente incrível, sinto que fiquei a conhecer a Irlanda. A escrita é magnífica, de uma mestria que só Nora Roberts consegue. 

É o primeiro livro da Trilogia da Herança, um romance lindo entre duas personagens que são totalmente o oposto, mas como diz o provérbio "Os opostos atraem-se" e de que maneira! É com grande entusiasmo e dedicação que vou partir para a leitura do 2º volume desta trilogia!


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Crítica Literária - "O êxtase de Gabriel" de Sylvain Reynard

O professor Gabriel Emerson envolveu-se numa paixão escaldante e clandestina com a sua ex-estudante, Julia Mitchell. Ao levá-la para umas férias românticas em Itália, inicia-a nos deleites sensuais do corpo e os êxtases do sexo. Mas ao regressarem, veem a sua felicidade ameaçada por uma conspiração de estudantes, pela instituição académica e por um antigo amante ciumento.
Quando Gabriel for finalmente confrontado pela administração da Universidade, irá sucumbir ao destino de Dante? Ou irá lutar para manter Julia, a sua Beatriz, para sempre?

O livro começa exatamente onde "O Inferno de Gabriel" terminou. Temos Gabriel e Julia a viverem plenamente o seu amor em Itália, sem qualquer tipo de restrições. O cenário é completamente romântico, sensual e erótico. Sylvain acaba por dar ao leitor uma visita guiada pela cidade, pelos museus, pela vida íntima do casal e ainda nos faz viajar apenas com as suas palavras.

Mas o Natal em família, porém, traz algumas surpresas bem desagradáveis para Julia e a felicidade do casal é ameaçada com uma presença de uma pessoa que vai abalar a confiança do casal. Para piorar a relação, o professor e a ex-aluna são descobertos e a universidade começa uma investigação fazendo com que o futuro académico de Julia e a profissão de Gabriel sejam ameaçados. Chegou o momento de tomar algumas decisões que vão ferir o casal. Acaba por ser uma grande atrapalhada, porque num lado estão as inseguranças de Julia e noutro o modo como Gabriel é super protetor com a sua amada Beatriz, que só vai deixar a situação ainda mais confusa. Há momentos em que o leitor só apetece pegar nas personagens e gritar: Falem tudo o que tem para falar de uma vez por todas! Mas todas as relações são assim e Sylvain retrata isso bastante bem, aquele medo de falar com a pessoa amada, ser incapaz de se expor sem qualquer tipo de vergonha , e não ter a coragem para fazer isso traz conflitos que podiam ser resolvidos apenas com uma simples conversa.

Porque ela era a sua Beatriz. Quando se experimenta um amor como esse, qualquer coisa menor seria apenas uma sombra.
Pág.385

Há uma grande evolução das personagens principais, em Julia essa transformação já tinha começado no livro anterior mas neste volume vemos a jovem a ser mais objetiva, madura e mais confiante; Gabriel acaba por descobrir um mundo completamente novo para ele, um mundo de fé, compaixão, amor e caridade. É possível observar nestes dois uma espécie de renascimento interior. 

Temos melhor conhecimento de algumas personagens, algumas já apresentadas no volume anterior tal como Paul e Christa. Nesta última são revelados bastante factos da sua vida passada, o que faz com que o leitor compreenda porque é que ela se comporta de tal maneira tão fria e sem sentimentos. Paul continua a ser Paul, o melhor amigo de Julia que está completamente apaixonado por ela mas que não tem qualquer hipótese. 

É o que acontece quando se ama alguém. Querer que seja feliz.
Pág.345

Quanto ao final foi simples lindo, magnífico, perfeito! Claro que a história podia acabar por aqui, mas o escritor foi deixando algumas pistas ao longo do livro de forma a que o leitor especule sobre o que será o próximo e último volume desta trilogia, e só espero que o meu palpite esteja certo porque se estiver vou adorar o rumo da história! Mal posso esperar para me reunir outra vez com Julia & Gabriel.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Crítica Literária - "Sem Pecados na Culpa" de Ana Macedo

Sem pecados na culpa é um livro forte e complexo no modo como visualiza situações bem próximas das realidades das famílias contemporâneas, mas também deixa antever a fragilidade, a instabilidade, a insegurança, o desequilíbrio afectivo, o refúgio em si próprio e no mundo imaginário da personagem principal.

Neste livro é apresentado a história de João, um jovem de 15 anos, que vai viver para Londres e todo o seu processo de adaptação. Nesse novo país ele divide a sua vida entre as suas histórias, mais concretamente as suas bandas-desenhadas, e a sua namorada Aimee. 

O leitor consegue deduzir que esta relação não é algo normal, que parece ser algo como um sonho por causa de toda a irrealidade que acontece. E de facto, não é real porque essa rapariga só existe na imaginação de João. Acabamos por descobrir que João tem um problema psicológico, que nunca é especificado e mistura a realidade com a ficção dos seus desenhos.

A personagem principal é fruto de um casamento sem amor, é um rapaz carente que aparenta ser forte e agressivo mas é afinal frágil e sensível. Para mim, acaba por ser uma criança num corpo de um Homem, que ânsia desesperadamente por amor e carinho. O livro retrata as relações interpessoais, toda a dimensão do ser humano e a sua complexidade. 

A obra está escrita na forma que se aproxima de um diário ou de uma cara que é destinada ao próprio leitor, quase sempre na perspectiva do João apesar de haver uma ou duas passagens na perspectiva de outra personagem.

É uma história que nos faz reflectir sobre várias questões, desde amizade, o amor, traição, o que é real e o que é fictício, somos arrebatados com vários temas de uma dimensão extraordinária  O próprio título acaba por ser controverso, quase como um paradoxo. Um livro que vale a pena ler e que se entranha na nossa mente.


quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crítica Literária - O Memorial do Convento de José Saramago

«Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimundo, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.»

(Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
Este livro foi a primeira obra que li deste autor. Ainda não tinha tido o entusiasmo de pegar num livro de Saramago e ler, mas como no secundário é uma leitura obrigatória lá me aventurei nesta história. O livro inicia-se no século XVIII com D.João V, casado com D. Ana Maria Josefa já há dois anos, mas sem nenhum herdeiro. Faz uma promessa divina que se fosse realizado aquele pedido iria construir um convento para frades franciscanos. O "milagre" acontece, a rainha fica grávida e começa-se a construção do convento.

Temos ainda um padre chamado Bartolomeu que sonha em voar e por essa razão tenta construir uma máquina voadora, do qual dá o nome passarola. Ainda existe Baltazar, um ex-soldado maneta da mão esquerda, e Blimunda, a sua mulher, dotada do poder de ver o interior das coisas, que dão vida a esta história. Eles conhecem-se num auto-de-fé em que uma das condenadas é a mãe de Blimunda e a partir desse momento, o casal fica ligado para a vida.

Acompanhamos ao longo do livro o esforço do padre, do maneta e da visionária, unidos para verem a passarola voar um dia, seguimos as peripécias e as complicações na construção do convento, a dificuldade do povo e ainda alguma da exuberância da corte portuguesa. 

Com uma escrita épica e totalmente fora do comum, tornando a leitura mais fluída, Saramago traz-nos com este livro uma crítica à sociedade portuguesa do séc. XVIII, fazendo com que o leitor reflicta e que tome consciência que muitos factos que são referidos no livro ainda acontecem em pleno século XXI. Admito que nos primeiros capítulos, costumou-me habituar àquela maneira incomum de escrever mas quando entrei no ritmo comecei a sentir a ironia, o sarcasmo e os vários tipos de humor.

Um livro clássico inspirado em acontecimentos verídicos mas que se centra nas pessoas que construíram o conventos, aqueles que puseram a sua vida em causa para ver aquele monumento erguer-se, acaba por ser uma forma de honrar aqueles que fizeram hoje possível ir a Mafra e poder-nos deliciar com aquele palácio! 

Eu gostei bastante da história, de toda a sua complexidade, mas sinto que havia partes que eram desnecessárias e esperava mais do final. O leitor fica com dezenas de perguntas por responder e eu só pensava - Não pode acabar assim! - mas acabou. Fiquei com aquele gosto de quero mais e mais!

É um livro que demora a ler, devido à vastidão de conteúdos mas um livro que vale a pena ler, que nos faz reflectir sobre os nossos sonhos, as nossas vontades, aquilo que lutamos pela vida e sobre as relações interpessoais e tudo o que elas trazem desde dor, amor, amizade, mágoa, uma amplidão de sentimentos! Irei ler mais deste autor, o próximo será "As intermitências da Morte".


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Crítica Literária - Beautiful Bastard de Christina Lauren

Inteligente, trabalhadora e no seu caminho para um MBA, Chloe Mills tem apenas um problema: o seu chefe, Bennett Ryan. Ele é exigente,imprudente e completamente irresistível. Bennett voltou da França para Chicago para assumir um papel vital no negócio da sua família. Ele nunca esperava que a sua assistente fosse linda, inocentemente provocativa e uma criatura completamente irritante que ele agora tem que ver todos os dias. Apesar dos rumores, ele nunca foi de se envolver com ninguém do seu local de trabalho. Mas Chloe é tão tentadora que ele está disposto a flexibilizar as regras ou quebrá-las completamente, se isso significa poder tê-la. Com a atração um pelo outro cada vez mais evidente, Bennett e Chloe devem decidir exatamente o que eles estão dispostos a perder para ganhar um ao outro.

Este livro centra-se essencialmente na relação de Chloe e do seu chefe Bennet. Ao trabalharam já à 9 meses, a relação deles nunca foi pacífica, ambos se irritam um com o outro muito facilmente e pode-se dizer que enquanto profissionalmente a relação deles resulta, pessoalmente é um desastre. Ambos são teimosos, imprudentes, havendo um choque de personalidades. Para acrescentar a isto tudo ainda há a inevitável atração entre dois. Chloe admite que Bennet é o homem mais lindo e sedutor que ela alguma vez conheceu  mas o seu temperamento arruína com tudo. Mas tudo muda quando se entregam à paixão durante uma noite. E a relação deles nunca será a mesma...

A protagonista feminina surpreendeu-me pela positiva, estava à espera de mais uma ingénua, mas não, a rapariga tem garras, arranha e morde! Eles discutem, insultam-se, acaba por ser uma relação amor-ódio. Chloe e Bennet discutem e partem para o sexo... voltam a discutir e acontece tudo de novo. Quase como um ciclo viciante. E sempre que eles se envolvem isto sai da boca deles: Não vai voltar acontecer! Mas é capaz de acontecer logo a seguir. 

O livro é setenta por cento sexo, mas os trinta por cento restantes tem uma história divertida e agradável. A autora usa e abusa de certos clichês, tais como o rapaz que tenta ignorar os seus sentimentos ao máximo e age como um idiota, a rapariga que tenta suprimir o desejo mas não consegue.

Claro que há vários pontos positivos do livro, um deles é que a história é escrita na primeira pessoa mas com a perspectiva dos dois protagonista, intercaladas. Outro aspecto é facto de Chloe não cair logo de amores pelo chefe, ela só se esqueceu de avisar o seu corpo sobre esse pequenino pormenor! Pelo que sei vai haver continuação, mas algo me diz que não vai correr bem porque pela forma como acabou o livro e até mesmo a história em si, acho que não tem matéria suficiente para uma continuação, mas veremos o que acontece.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Crítica Literária - Romeu & Julieta de William Shakespeare

Mundialmente aclamada como a mais bela e trágica história de amor de todos os tempos, Romeu e Julieta conta a história de dois jovens apaixonados, Romeu Montéquio e Julieta Capuleto. Filhos de famílias rivais, acabam por não conseguir resistir ao ódio que os separa, mas o seu amor perdurará para além da morte.

E quem é que não conhece este grande amor entre Julieta e Romeu? Podem nem ter lido a peça de teatro em si, mas com a quantidade de filmes que há adaptados desta obra e mesmo outros livros que fazem referência a uma das mais belas e trágicas histórias de amor. 

Este ano decidi alargar um pouco os meus horizontes literários e decidi que ia começar a ler peças de teatro.  Esta foi a primeira e o segundo será "O Mercador de Veneza". A edição que eu encontrei de "Romeu e Julieta" era um pouco diferente das edições mais tradicionais. Esta continha ilustrações, um prefácio enorme que contém curiosidades interessantíssimas, tais como as inspirações de Shakespeare para escrever esta história, o facto que a história em si não é totalmente original e ainda como foi a primeira apresentação no teatro desta peça.

A peça é constituída por quatro atos, subdivididos em várias cenas e com vários cenários de fundo. Para quem sabe está história acontece em Verona, onde duas famílias se odeiam, mas isso não impede que Romeu Montéquios e Julieta Capuleto de se apaixonarem um pelo outro e tentarei viver esse amor proibido. Ao começarmos a ler a peça, temos um prologo em que há um coro que nos diz logo que não haverá um final feliz para estes dois amados, temos aqui a previsão de uma tragédia que, como sabemos, irá mesmo acontecer. 

O diálogo entre as personagens não é muito claro ou facilitado e é por essa razão que no fim do livro há uma seção de notas que ajudam o leitor a perceber as falas das personagens e o significado de certas expressões. É de notar que nas conversas de certas personagens - destaco Romeu, Tebaldo e Benvólio - há  uma aura carregada de erotismo e sensualidade. Shakespeare acaba por criticar a sociedade com esta obra, porque as duas famílias em causa acabam por fazer as pazes mas só depois de já ter ocorrido a tragédia e toda esta fatalidade acontece por causa do poder. 

Shakespeare aborda em adolescentes um amor de adultos, sim porque Julieta tinha apenas 14 anos, mostrando assim que aquela criança tinha mais inteligência e impetuosidade que talvez a família Capuleto toda. Um romance que nunca me sairá da memória e que revela que por amor se faz tudo.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica Literária - Milagre de Amor de Eloisa James

Miss Linnet Berry Thrynne é Bela … Naturalmente, está noiva de um Monstro. Piers Yelverton, conde de Marchant, vive num castelo no País de Gales, onde, corre o boato, o seu mau humor arrasa todas as pessoas com quem se cruza. E também consta que uma lesão deixou o conde imune aos encantos de qualquer mulher. Só que Linnet não é qualquer mulher. Ela é mais do que simplesmente formosa: o seu espírito e encanto forçaram um príncipe a ajoelhar-se. E calcula que um conde se apaixonará loucamente por ela… em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não tem ideia do perigo a que o seu coração é exposto por um homem que poderá nunca devolver-lhe o seu amor. Se ela decidir ser realmente muito perversa … que preço pagará por domar o coração selvagem desse homem?

É certo que um dos meus contos preferidos é "A Bela e o Monstro" e talvez por isso tenha um certo carinho por esta história de Eloisa James. Nunca tinha lido nada desta autora e depois desta estreia talvez me aventure em mais algum livro dela.

Piers, o conde de Marchant, não foi transformado pela magia tal como acontece com o Mostro que conhecemos da nossa infância, nem tem o aspecto de um animal, mas sim por um acontecimento ocorrido na sua infância que o transformou num homem frio, rude, duro, sarcástico e sem qualquer tipo de compaixão. Ele é um médico altamente competente que vive com uma perna lesionada, constantemente com dores, resultando no seu mau humor diário. Com esta personalidade e com uma certa arrogância, porque afirma que é mais inteligente que todos, acaba por ser apelido de Monstro. A própria autora assumiu que se inspirou em Dr. House, da série Fox, para elaborar esta personagem e é notável as aparências, especialmente na ironia presente nos diálogos. Esta semelhança fez com que a personagem masculina me cativa-se porque sempre fui fã do Dr. House e do seu temperamento. 

Bem, a nossa Bela, Lynnet vê-se envolvida num escândalo. Tal como diz o provérbio - tem a fama e não teve o proveito. Aconselhada pelo pai e pela tia, ambos só vêem uma solução, ela tem que se casar com o Monstro. Tudo é organizado, mas quando Lynnet conhece Piers reconhece que o casamento nunca iria dar certo. Piers, apesar de uma pessoa dura, admite a si próprio que Lynnet é  a mulher mais linda que ele já conheceu e que a acha muito atraente. A história vai se desenvolver com os dois a conhecerem-se melhor na propriedade do conde, no País de Gales. 

Com diálogos divertidos, cenas sensuais que envolvem uma piscina extremamente romântica e erótica, Milagre de Amor mostra-nos o conto "A Bela e o Monstro" de forma mais adulta mas igualmente apaixonante. Tal como Bela amolece o coração duro do seu monstro, esta história vai conseguir também amaciar o coração do leitor.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Crítica Literária - A Espada do Samurai

"Jogue o livro e leia o jogo! Parte narrativa, com uma história emocionante em que o leitor é o herói, e parte jogo, com um elaborado sistema de combate, esta colecção proporcionar-lhe-á as mais fantásticas e terrificantes aventuras da sua vida A terra de Hachiman está em grande perigo. O seu xógum perdeu o domínio sobre ela. Os bandidos assolam-na e bárbaros realizam surtidas através das suas fronteiras. Tudo isto porque a grande espada, a Morte Cantante, foi roubada ao xógum. Tu és o campeão do xógum, um jovem samurai e a tua missão é recuperar a espada que está na posse de Ikiru, o senhor das sombras, que vive no Poço dos Demónios."

Conhecem os tradicionais livros? Pega-se nele, folheia-se, mergulha-se nas páginas... Esqueçam esse tipo de livros e venham conhecer os livros de "Aventuras Fantásticas". Aqui quem manda é o próprio leitor e é ele que escolhe o seu destino! Necessitas de dois dados, um lápis e uma borracha para embarcar nesta aventura. Neste tipo de livro, além da histórias, precisas de ter perícia, força e sorte para chegar ao fim do livro.

Enquanto que num livro normal, vai-se lendo de forma contínua, aqui não! Vais saltando de página em página, criando uma dinâmica que nos prende ao livro. Na minha opinião, este tipo de livros é ideal para quem não gosta muito de ler mas que adora, por exemplo, um bom jogo de aventura, porque é o que isto acaba por ser: um jogo. 

O leitor acaba por ser um jovem samurai em que é atribuído uma missão, mas para chegar ao desafio final tem que ultrapassar pequenos obstáculos, tais como defrontar monstros e conseguir derrotá-los. Já não bastava esta ideia inovadora, o livro ainda contém várias ilustrações. 

Quem disse que um livro não pode divertido? Quem disse que para termos uma grande aventura sem sair de casa é necessário um computador ou uma consola? Aqui só necessitam deste livro e mergulhar nesta aventura em que o leitor é o herói.


quarta-feira, 20 de março de 2013

Crítica Literária - Contos de Vampiros

Por favor não me leia o pescoço.
Lembra-se do filme? Agora tem um livro: nove terríveis contos de vampiros, originais e assinados por autores portugueses contemporâneos, diretamente para os seus maiores receios de leitor!
A partir do momento que iniciar a leitura, a responsabilidade é inteiramente sua.

Temos nove contos sobre vampiros escritos por autores contemporâneos portugueses. Os nove autores tem textos muito diferentes, com perspectivas muito distintas sobre as lendas dos vampiros, cada um com a sua essência.

No conto de Helia Correia é nos apresentado uma personagem que não imagina que foi atacado por uma vampira já que em Portugal não existe essas lendas. Esse assunto acaba por intervir em todos os contos numa certa forma. Há um escritor que não é português, o José Eduardo Agualusa, escritor angolano, que cria um vampiro que se alimenta da energia das pessoas em vez de sangue. Sinistro não é? Neste livro também encontramos um vampiro mais inspirador e sublime, que consome beldades, criação de Gonçalo M. Tavares. 

O melhor conto acaba por ser o último, o de Susana Caldeira Cabaço. O livro termina com uma vampira que apresenta todos os traços tradicionais, desde de sobreviver apenas de sangue, e ao mesmo tempo apresenta traços de evolução e modernos já que consegue suportar a luz do sol. No seu conto, a autora interliga temas como a música, a sedução, a paixão, a sede de vingança, entre outros.

A capa está bem trabalhada, com o título em revelo e o em vez da letra T na palavra Contos, encontra-se uma cruz. As páginas de lado tem um tom vermelho, bastante presente nesta histórias por causa do sangue.

Para amantes de literatura com o tema de vampiros não pode perder esta colectânea que o fará viajar pelas lendas sobrenaturais que cada vez mais estão presentes no nosso dia-a-dia seja em livros como em filmes.



Crítica Literária por Rodrigo - Exorcista de William Peter Blatty

Publicado pela primeira vez em 1971, O Exorcista tornou-se não só um fenómeno literário como um dos livros mais assustadores e controversos alguma vez escritos. A história centra-se em Regan, a filha de onze anos de Chris MacNeil, uma ocupada actriz que reside em Washington D.C. A criança aparenta estar possuída por um demónio ancestral e cabe a dois padres a dura tarefa de o exorcizar, arriscando a sanidade e a própria vida. O Exorcista transcendeu as páginas escritas e saltou para o grande ecrã, onde se tornou uma referência incontornável do cinema. Mas se pensa que o filme é assustador, leia o livro. Até porque o filme nem chega a aflorar a ponta do iceberg! Propositadamente crua e profana, O Exorcista é uma obra com a capacidade de nos chocar, levando-nos a esquecer que «é apenas uma história». 

O Exorcista conta a história de Regan, uma rapariga de onze anos cuja mãe é uma actriz bastante ocupada, que reside em Washington.
Ao longo da história, podemos ver a evolução dos problemas de Regan, uma jovem que aparentava ser normal, mesmo sem o apoio constante da sua mãe. A criança começa a ter pequenos problemas que depois se tornam em grandes e duras adversidades, tanto mentais como físicos. A sua mãe preocupada com esta estranha mudança de personalidade da filha começa a procurar médicos e psiquiatras para tentar perceber, o "porquê" da sua filha estar a comportar-se de tal maneira. 

Acaba-se por descobrir que Regan está possuída por um demónio ancestral e cabe a dois padres fazer o exorcismo do próprio, ao mesmo tempo que arriscavam a sua vida e a sua sanidade mental. 

Confesso que nunca vi o filme e foi uma das razões que me fez comprar o livro, estava curíoso, pois todos os fãns de terror falam do famoso Exorcista. Estava à espera de muito, e não me desiludi. É um livro bastante compreensível e que nos agarra, principalmente nas partes onde a jovem demonstra sérios problemas. 

Nunca tinha ouvido falar de mais nenhuma obra de William Peter Blatty, mas como gostei bastante desta maravilhosa obra, penso que irei ler mais. 

O Exorcista, marcou a carreira do escritor, já que esta obra permaneceu 57 semanas no top de vendas do New York Times, 17 das quais em número 1. 

Mais tarde, Blatty transformou O Exorcista num guião que veio a resultar num dos mais famosos filmes de terror de sempre. 

Achei a capa fantástica, e penso ter sido uma óptima escolha, pois se os editores tivessem obtado pela cara de Regan (no filme) como capa, quase ninguém iria comprar o livro, pois a maioria das pessoas que viu o filme não tem conhecimento dos imensos pormenores que são acrescentados no livro, já que foi este que deu origem ao fenómeno cinematográfico. 

Rodrigo Cotas