Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha: As Cinquenta Sombras Livre

“Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.” 

E chegamos ao último livro da trilogia mais falada e vendida no ano 2012 e que abriu o caminho para a publicação deste tipo de romances, tais como “Rendida” e “Porque és minha”. 

PRIMEIRAS PAGINAS - CLIQUE AQUI

O livro começa na lua de mel de Christian e Ana, ou seja, no início não temos quaisquer informações ou detalhes do casamento (ocasião que eu esperava ler com todos os pormenores) mas passado algumas páginas, Anastasia que está deitada na espreguiçadeira tem uma espécie de flashback e dá ao leitor a visão do seu casamento. Temos então aquilo que deveria ser uma relação de amor mas que está sempre condicionada pela personalidade dominadora de Grey porque apesar de amar Ana, ele terá sempre que estar no controlo. No início do livro não temos grandes reviravoltas, apenas um casal feliz que está aproveitar a sua lua de mel cheia de seduções e tentações. 

Mas neste livro temos algo que nos outros dois não havia, uma vertente diferente e de maior ação: o poder da vingança e o desejo de destruir por completo a relação de Christian e Ana, ou seja, vai aparecer uma personagem – que já tivemos acesso a ela no último capítulo “As cinquenta sombras mais negras” – que o seu objetivo é arrasar com esta relação que parece que começou a encontrar o seu caminho para a felicidade. 

Quanto às cenas de mais sexualidade, já temos aquilo que se pode chamar uma relação entre um casal pois mostra-se ser apimentada, animada e apaixonada. Apesar disto, as tendências e as práticas BDSM continuam em grande na parte da sexualidade entre o casal. Quanto à linguagem e a forma como o livro é escrito, continua bem presente o calão e as aparições da deusa interior mas com menos frequências (graças a Deus!). Se compararmos a escrita do primeiro volume com este notasse uma certa evolução mas ainda há certos diálogos e certas descrições que era totalmente desnecessários, mas é verificado que a autora melhorou a sua maneira de redigir. 

Sobre as personagens, Christian Grey sempre foi algo que na minha consideração andou de um lado para o outro, durante os três livros. No primeiro livro comecei por não simpatizar muito com ele mas depois para o final das “Cinquenta sombras de Grey” fui-me cativando por ele. Depois no segundo volume, com certas atitudes voltou a abaixar na minha apreciação mas logo subiu quando descobriu que estava apaixonado por Anastasia e neste último livro começou no auge da minha avaliação e desceu completamente quando, a meio da história, Ana conta a Grey algo que vai mudar a relação deles para sempre (quem leu o livro sabe do que estou a falar) e quando li a reação dele só quis bater-lhe e mostrar-lhe o quanto estúpido ele estava a ser, e estragou tudo quando foi ter com Sra Robinson. No oposto, é nesta cena que Anastasia, para mim cresce como personagem e é aí que eu grito: Finalmente! Ela mostra a sua verdadeira garra, força e persistência! Como disse nas minhas resenhas anteriores, nunca engracei com a personagem feminina porque ao olharmos para o mundo de hoje, as raparigas não assim tão ingénuas como Anastasia é. Tive que esperar três livros para que esta personagem, que era um ratinho se transformasse num leão! E acho que é com esta mudança de atitude que o próprio Christian nota que não pode continuar a ser tão possessivo e estar no controlo como antes, senão está sujeito a perder aquilo que mais ama. A Sra Robinson é mais do mesmo que já disse na resenha anterior, ela irrita-me e nunca sabe quando está a mais. 

A estrutura da narrativa ao longo do livro é mantida, onde temos os famosos e-mails trocados durante o casal, que na minha opinião é das partes mais cómicas e divertidas dos livros desta trilogia. O desfecho acho que deixou as minhas expectativas aquém, fiquei com a sensação que faltava ali algo e que acabou muito depressa. E ainda há a falha que não sabemos como ficam a Mia e Ethan. 

Ainda no final temos um pequeno episódio triste do primeiro Natal de Christian enquanto adotado por Carrick e Grace e ainda há dois capítulos que nos fazem retroceder até ao primeiro livro mas com uma diferença: o narrado é Christian em vez de Anastasia. Talvez E.L James queira reescrever a trilogia sob o ponto de vista da sua personagem masculina? Não sei, mas acho que estes três volumes foram suficientes para entender a história completa. Acho que quando querem a perspectiva dos personagens principais, em vez de escrevem o livro na primeira pessoa, escrevam na terceira pessoa e façam vão mudando o narrador ao longo do livro. E mesmo na primeira pessoa dá para fazer esta técnica. 

Independente do que acontece, a trilogia “As Cinquenta sombras” foi um fenómeno mundial que eu faço comparação com a saga “Twilight”. Para mim, confesso que estava à espera de mais, eu gosto deste tipo de livros mas houve certos aspetos que fizeram com que eu, como leitora, perdesse algum interessa tais como a escrita e a personagem feminina. É uma história para se ler a um domingo à tarde para desanuviar e descontrair.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resenha - As cinquenta sombras mais negras





"Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir.
 Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida. Uma escolha que só ela pode fazer…"

Neste segundo livro, o casal da trama está separado, porque como sabem no final de “Cinquenta sombras de Grey”, Ana descobre que está apaixonada por Christian, querendo ser mais do que uma simples submissa para ele e ainda descobre que não aguenta e não consegue fazer tudo o que o Mr. Grey quer. O que ela não sabe é que Christian vai dar tudo por tudo para tê-la de volta, até mesmo reformular toda a sua vida sexual.

Narrado na primeira pessoa como no primeiro livro, ou seja, da vista de Anastasia, a obra vai seguir o mesmo estilo de narrativa, o que significa que continua a ser uma narrativa pobre, só que desta vez ela consegue abusar ainda mais dos diálogos internas e da “deusa interior”, que como eu disse na resenha anterior, me irrita profundamente. Continuamos com o mistério de Mr. Grey, o que torna a personagem ainda mais interessante e misterioso e o leitor acompanha Ana na sua viagem de descoberta das cinquenta sombras de Christian.

Temos uma Sra Robinson mais ativa e curiosa. Esqueci-me de mencionâ-la na resenha anterior. Ela foi a mulher que introduziu Christian no sadomasoquismo, quando ele ainda era menor. Ela cerca o seu Ex-sub com cuidado desnecessários, até chega ao ponto de se intrometer na relação de Ana e Christian a todo o custo e contra a vontade deles. É daquelas personagens que só apetece apertar-lhe o pescoço, porque ela aparece sempre no momento inoportuno! E claro que Anastasia não gosta nada da Sra Robinson, nenhuma mulher gosta da ex do seu atual companheiro. É um facto!



Também temos certa ação ao aparecer uma Ex-sub de Mr. Grey, o que torna a trama mais enérgica e enigmática. O livro é mais longo, mais dinâmico e mais baunilha que o seu anterior, aspeto que eu adorei. Este livro é o que revela o passado de Christian e que nos faz entender muita, mas muita coisa que ficou por responder no livro anterior. Vamos notar algumas mudanças nas personagens. Ana está mais independente e arruma um emprego na sua área. Mr. Grey ficará mais carinhoso e sentimentalista e haverá um amadurecimento na personagem de Anastasia.

Cinquenta sombras mais escuras é incrivelmente mais romântico. Enquanto o primeiro da série foca mais a parte física da relação de Ana e Christian, o segundo destaca o lado mais emocional. O amor que no primeiro livro apenas começou a nascer, aqui deixa de ser um sentimento sutil em desenvolvimento e se torna algo evidente e precípuo. Além de toda esta carga dramática e maratona sexual, ainda temos suspense, ação, ciúmes, brigas, reconciliações, mais discussões e por aí. E eu não poderia deixar – outra vez – de mencionar os e-mails. As trocas de mensagens entre Anastasia e Christian são ótimas porque são espirituosas, divertidas e dão uma leveza na história que, em tantos momentos, se mostra tão tensa. Estes momentos são dos melhores tanto no primeiro livro como neste.

Apreciei bastante mais este segundo volume do que o primeiro. Indico para aqueles que buscam uma leitura simples, leve e de entretenimento. E também para aqueles que buscam algo bem mais interessante do que a simples (apesar de prazerosa) leitura de um livro.



Resenha - As cinquenta sombras de Grey



Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?

Simplesmente não consegui entender como um livro assim bate recordes de venda. Ainda não percebi bem qual é o motivo de tanto sucesso e euforia por tal livro. A única explicação para isto é a mesma que se pode aplicar a tantos outros produtos - o sexo vende. Mas sexo do pesado porque Nora Roberts e Sherrilyn Kenyon, Kresley Cole também têm cenas de sexo nos livros delas e não foi um sucesso assim! É verdade que é um livro denso para certo tipo de leitor, aqueles que são mais sensíveis podem não gostar da maneira de como as cenas são escritas, porque é tudo bastante claro como a água.

Um aspecto negativo do livro é a fraca narração. Nota-se uma escrita simples, muitas vezes sem muitos sentimentos e bastante pobre, percebe-se bastante bem que é uma escritora nova na área. Para quem está habituado a escritores como Nora Roberts ou Nicholas Sparks é uma tremenda desilusão, porque o livro tem todos os aspetos necessários para se obter uma história boa e intensa. 


Também é um livro cheio de clichés, rapariga virgem conhece rapaz milionário e que é lindo de morrer e de repente só vê o rapaz à frente. Achei ridículo o facto de Anna ter que assinar um contrato de confidencialidade quando Christian conta o seu “segredo”. Gostos são gostos e o que importa o que um casal faz dentro das quatro paredes? Não é por isso que ela iria dizer a todos que o fantástico Grey gosta de sadomasoquismo, é tão estúpido ao ponto de eu achar que ele tem vergonha de si próprio. Outra coisa que me surpreendeu, foi a forma como a Anna perdeu a virgindade, ela conhecia o Christian há tão pouco tempo e simplesmente deixou-se ir, nota-se aqui como Ana é facilmente manipulada. Também senti que a própria escritora não pesquisou o bastante para apresentar o tema de BSDM (bondage, disciplina e sado-masoquismo), tornando o livro ainda mais fraco nesta temática. Não gostei das cenas de sexo porque a forma como a autora escreveu tais acontecimentos com tanta indiferença, frieza e sensibilidade fez com que me desse vontade de passar essas cenas à frente.

Um aspeto que me irritou durante todo o livro foi a “Deusa Interior”. Mas que é isto?! É tão estúpido que chega a ser cómico! Anastasia em si é uma personagem que me irritou profundamente, bastante aborrecida e uma “pãozinho sem sal”. 

A parte mais bonita da história é quando Christian se apercebe que os seus sentimentos por Anastasia não são algo tão simples nem superficial como ele estava à espera, causando-lhe alguma confusão porque ele nunca se apaixonou verdadeiramente por uma rapariga nos seus 27 anos de idade. 

Apesar de todas as personagens se desenvolverem rapidamente e de todos os clichés, esta história mostra-nos um lado bastante interessante de um homem perturbado que refugia-se no sexo para tentar ultrapassar o seu passado. Christian é um personagem bem profundo, com explicações para gostar do que gosta e isso foi bem surpreendente. Diverti-me imensamente com os e-mails que os dois trocavam, pois, neles, víamos um Grey brincalhão e protetor, dava para ver o outro lado daquele homem misterioso que não deixava nada transparecer.

Os segredos do seu passado (as suas cinquenta sombras) é um dos mistérios que os leitores vão querer descobrir e foi um dos grandes motivos pelo qual eu continuei a ler esta trilogia, o porque do Christian querer o controle de tudo e o porque de não deixar nenhuma mulher lhe tocar em certos lugares do seu corpo, isto é o mais interessante do livro. Acho que o verdadeiro tema que a escritora queria desenvolver não foi bem obtido, mas é esta personagem masculina que é bastante interessante para captar a atenção dos leitores e quererem saber mais.  


O segundo livro desta trilogia intitula-se de “As Cinquenta sombras mais escuras”.
De seguida deixo-vos um trecho que encontrei que acho que explica um pouco o que são as cinquenta sombras:

O amor é uma coisa estranha. É um sentimento que não se mede, que não se vê, e que somente se sente, se agarra, se abraça e com o qual se enlouquece, se esquece, se aceita e se abdica. O amor é vitorioso, é etéreo. É profundo e, por vezes, extremamente físico. Mas o amor é também ciúme, é controlo. É uma tensão maravilhosa que se espalha pelo corpo, que desvaira a mente, que se camufla por trás de uma necessidade insana, irracional, se possuir, de ter. O amor...
O amor são cinquenta tonalidades de uma mesma emoção, de uma mesma alma. São cinquenta nuances de aquiescência, cinquenta vontades de um mesmo mistério, de uma mesma forma de prazer. São cinquenta sombras de... tudo.