Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

[Crítica Literária] O Beijo Encantado de Eloisa James

Forçada pela madrasta a ir a um baile, Kate conhece um príncipe… E decide que ele é tudo menos encantado. Segue-se um esgrimir de vontades, mas ambos sabem que a atracão irresistível que sentem um pelo outro não os levará a lado nenhum. Gabriel está prometido a outra mulher - uma princesa que o ajudará a alcançar as suas ambições implacáveis.
Gabriel gosta da noiva, o que é uma surpresa agradável, mas não a ama. Obviamente, deve cortejar a sua futura princesa, e não a beldade espirituosa e pobre que se recusa a mostrar-se embevecida.
Apesar das madrinhas e dos sapatinhos de cristal, este é um conto de fadas em que o destino conspira para destruir qualquer oportunidade de Kate e Gabriel poderem ser felizes para sempre.
A menos que um príncipe abdique de tudo o que o torna nobre…
A menos que o dote de um coração indisciplinado triunfe sobre uma fortuna…
A menos que um beijo encantado ao bater da meia-noite mude tudo.

Segundo livro lido da escritora Eloisa James. Feedback? Gostei um pouquinho mais do Milagre de Amor do que este. Este é o primeiro volume da série Fairy Tales (O Milagre de Amor é o segundo). Cada história é independente, estando relacionados num aspeto: todos falam de um conto de fadas mas de uma maneira diferente, totalmente inesperada. Neste livro o conto é da Cinderela. Vou ser sincera, quando era criança, adorava todos os contos desde a Bela Adormecida, Cinderela, a Branca de Neve, a Bela e o Monstro (ainda adoro este!), mas há medida que fui crescendo, fui olhando para os contos de uma forma mais racional e comecei a pensar "Isto não faz sentido nenhum xD". E na Cinderela penso exatamente isso, porque vamos ser sinceros, qual é a probabilidade de o sapato de cristal caber no pé de outra rapariga?! Eu iria dizer muita! Mas pronto, a autora deu a volta a essa situação do sapato, entre outras, e tornou a história desta pobre rapariga em algo encantador e divertido.

Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. A nossa Cinderela é a Kate e claro que têm uma madrasta má, mas em vez de duas irmãs más, tem apenas uma que não se mostra tão malvada como se esperaria. Há sete anos que a jovem Kate luta pelo trabalho dos seus empregados, tentando protegê-los das loucuras de Mariana (a madrasta má), e dos seus gastos exagerados em tudo o que é roupa da última moda e jóias. 

Kate acaba por se meter numa grande confusão de troca de identidades por causa da sua meia-irmã Victoria, que apesar de tudo, a protagonista sente uma bondade que lhe vai trazer umas situações bem divertidas. A protagonista acaba por "cair" num castelo em que o príncipe não é rico, está cheio de dívidas, e com personagens completamente excêntricos que trazem uma lufada de ar fresco e um ambiente divertido ao longo do livro. A madrinha é uma personagem totalmente inesperada,tornando-se a minha personagem secundária preferida. Adorei o fogo que existe nos diálogos entre Kate e o príncipe Gabriel, tornando-se uma espécie de metáfora de como cão e gato.

Eloisa James entrou definitivamente nas escritora de ler. Mal encontre o "Paixão Numa Noite de Inverno" vem comigo para casa.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica Literária - Milagre de Amor de Eloisa James

Miss Linnet Berry Thrynne é Bela … Naturalmente, está noiva de um Monstro. Piers Yelverton, conde de Marchant, vive num castelo no País de Gales, onde, corre o boato, o seu mau humor arrasa todas as pessoas com quem se cruza. E também consta que uma lesão deixou o conde imune aos encantos de qualquer mulher. Só que Linnet não é qualquer mulher. Ela é mais do que simplesmente formosa: o seu espírito e encanto forçaram um príncipe a ajoelhar-se. E calcula que um conde se apaixonará loucamente por ela… em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não tem ideia do perigo a que o seu coração é exposto por um homem que poderá nunca devolver-lhe o seu amor. Se ela decidir ser realmente muito perversa … que preço pagará por domar o coração selvagem desse homem?

É certo que um dos meus contos preferidos é "A Bela e o Monstro" e talvez por isso tenha um certo carinho por esta história de Eloisa James. Nunca tinha lido nada desta autora e depois desta estreia talvez me aventure em mais algum livro dela.

Piers, o conde de Marchant, não foi transformado pela magia tal como acontece com o Mostro que conhecemos da nossa infância, nem tem o aspecto de um animal, mas sim por um acontecimento ocorrido na sua infância que o transformou num homem frio, rude, duro, sarcástico e sem qualquer tipo de compaixão. Ele é um médico altamente competente que vive com uma perna lesionada, constantemente com dores, resultando no seu mau humor diário. Com esta personalidade e com uma certa arrogância, porque afirma que é mais inteligente que todos, acaba por ser apelido de Monstro. A própria autora assumiu que se inspirou em Dr. House, da série Fox, para elaborar esta personagem e é notável as aparências, especialmente na ironia presente nos diálogos. Esta semelhança fez com que a personagem masculina me cativa-se porque sempre fui fã do Dr. House e do seu temperamento. 

Bem, a nossa Bela, Lynnet vê-se envolvida num escândalo. Tal como diz o provérbio - tem a fama e não teve o proveito. Aconselhada pelo pai e pela tia, ambos só vêem uma solução, ela tem que se casar com o Monstro. Tudo é organizado, mas quando Lynnet conhece Piers reconhece que o casamento nunca iria dar certo. Piers, apesar de uma pessoa dura, admite a si próprio que Lynnet é  a mulher mais linda que ele já conheceu e que a acha muito atraente. A história vai se desenvolver com os dois a conhecerem-se melhor na propriedade do conde, no País de Gales. 

Com diálogos divertidos, cenas sensuais que envolvem uma piscina extremamente romântica e erótica, Milagre de Amor mostra-nos o conto "A Bela e o Monstro" de forma mais adulta mas igualmente apaixonante. Tal como Bela amolece o coração duro do seu monstro, esta história vai conseguir também amaciar o coração do leitor.