Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Crítica Literária - A Bruxa de Oz de Gregory Maguire

Quando Dorothy triunfou sobre a Bruxa Má do Oeste no clássico O Feiticeiro de Oz, de L. Frank Baum, apenas conhecemos a sua versão da história. Mas, afinal, quem era esta misteriosa Bruxa? De onde veio? Como se tornou tão malvada? E qual é, então, a natureza do mal? A Bruxa de Oz conta a história de Elphaba, uma menina de pele verde, insegura, rejeitada tanto pela mãe como pelo pai, um pastor reaccionário. Na escola ela também é desprezada pela sua colega de quarto Glinda, a Fada Boa do Norte, que só quer saber de coisas fúteis: dinheiro, roupas, jóias. Neste contexto, ela descobre que vive num regime opressor, corrupto e responsável pela ruína económica do povo. Elphaba decide, então, lutar contra este poder totalitário, tornando-se na Bruxa Má do Oeste, uma criatura inteligente, susceptível e incompreendida que desafia todas as noções preconcebidas sobre a natureza do bem e do mal.
A Bruxa de Oz conta a história de Elphapa, a Bruxa Má do Oeste, para quem não sabe é a bruxa que aparece na história do Feiticeiro de Oz. Para quem não conhece este conto infantil, ele relata a aventura de Dorothy, do Kansas, na fantástica Terra de Oz. A pequena Dorothy viva com os tios Henry e Emm numa pequena fazenda no Kansas. O seu único amigo era o cãozinho Totó que, durante uma tempestade, desaparece. Procurando-o desesperadamente, a menina entra no abrigo contra ciclones e esconde-se na pequena casa que, levada por um tornado pelos ares, termina por arremessá-la numa distante e desconhecida terra, a Terra de Oz. No meio da tempestade, Dorothy encontra o seu cãozinho. Quando finalmente pousam, descobre que a casa caíra sobre uma perigosa bruxa, matando-a. Surgem os Munchkins - que eram dominados por aquela malvada senhora. Dorothy é aclamada como heroína, por ter matado a Bruxa do Leste. A menina deseja voltar para casa e parte em busca do grande Feiticeiro de Oz. Este diz que para voltar a Kansas, a jovem tem que matar a Bruxa Má do Oeste.

A história deste livro começa muitos antes destes acontecimentos, ainda Elphapa estava na barriga da sua mãe! O livro percorre todas as etapas da vida da Bruxa, desde o seu nascimento, infância, a universidade, uma relação com um jovem, as dificuldades da sua vida, até à sua morte. Elphapa sempre foi colocada de lado, tanto pela família como os jovens da sua idade, por ser verde e ter nascido numas circunstancia um pouco misteriosas. O meio familiar desta Bruxa não é um caso de uma família feliz, o seu pai é um fanático pela religião, a sua mãe é adultera, não aceita a filha como ela é, acreditando que ela é um fruto dos seus pecados, tem uma irmã que nasce sem braços e um irmão que não se importante com a sua família. Esta obra ainda dá a informação que a educação, a sociedade e o meio que estamos inseridos molda a personalidade de um individuo, podemos nascer já com certas características que nos são transmitidas geneticamente, mas tempos que nos adaptar para sobreviver.

Acho que o tema principal deste livro é de onde nasce o mal e porquê, porque é que aquelas pessoas são consideradas más ou fazem ações que não deviam? A própria Elphapa lutava por algo que era gentil e acreditava que todos os seres deviam tratados como iguais mas ela aos olhos da população e de todo o Oz ela era a pessoa que estava errada. São aqueles casos que as pessoas não são más porque querem, mas porque a vida as obriga a ser. 

A segunda parte do livro é mais adulta, vemos uma Elphapa que luta por aquilo que acredita e não olha a meios para atingir os seus fins, tentando compensar os erros do seu passado. A escrita é maravilhosa que nos leva a uma Terra mágica, a própria história é de outro mundo porque leva o leitor a criar laços com Elphapa e torcer por um final feliz para a Bruxa, odiamos a Dorothy e finalmente percebemos a obsessão pelos sapatos vermelhos. 

Há continuação da história, no livro O Herdeiro de Oz, que irei sem dúvida ler e continuar a viajar pelas Terras de Oz e à espera que aquele Feiticeiro seja vencido!