Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

Crítica Literária - O Memorial do Convento de José Saramago

«Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Milhares de léguas andou Blimundo, e o romance correu mundo, na escrita e na ópera (numa adaptação do compositor italiano Azio Corghi). Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal violento e inquisitorial dos tristes tempos do rei D. João V.»

(Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998)
Este livro foi a primeira obra que li deste autor. Ainda não tinha tido o entusiasmo de pegar num livro de Saramago e ler, mas como no secundário é uma leitura obrigatória lá me aventurei nesta história. O livro inicia-se no século XVIII com D.João V, casado com D. Ana Maria Josefa já há dois anos, mas sem nenhum herdeiro. Faz uma promessa divina que se fosse realizado aquele pedido iria construir um convento para frades franciscanos. O "milagre" acontece, a rainha fica grávida e começa-se a construção do convento.

Temos ainda um padre chamado Bartolomeu que sonha em voar e por essa razão tenta construir uma máquina voadora, do qual dá o nome passarola. Ainda existe Baltazar, um ex-soldado maneta da mão esquerda, e Blimunda, a sua mulher, dotada do poder de ver o interior das coisas, que dão vida a esta história. Eles conhecem-se num auto-de-fé em que uma das condenadas é a mãe de Blimunda e a partir desse momento, o casal fica ligado para a vida.

Acompanhamos ao longo do livro o esforço do padre, do maneta e da visionária, unidos para verem a passarola voar um dia, seguimos as peripécias e as complicações na construção do convento, a dificuldade do povo e ainda alguma da exuberância da corte portuguesa. 

Com uma escrita épica e totalmente fora do comum, tornando a leitura mais fluída, Saramago traz-nos com este livro uma crítica à sociedade portuguesa do séc. XVIII, fazendo com que o leitor reflicta e que tome consciência que muitos factos que são referidos no livro ainda acontecem em pleno século XXI. Admito que nos primeiros capítulos, costumou-me habituar àquela maneira incomum de escrever mas quando entrei no ritmo comecei a sentir a ironia, o sarcasmo e os vários tipos de humor.

Um livro clássico inspirado em acontecimentos verídicos mas que se centra nas pessoas que construíram o conventos, aqueles que puseram a sua vida em causa para ver aquele monumento erguer-se, acaba por ser uma forma de honrar aqueles que fizeram hoje possível ir a Mafra e poder-nos deliciar com aquele palácio! 

Eu gostei bastante da história, de toda a sua complexidade, mas sinto que havia partes que eram desnecessárias e esperava mais do final. O leitor fica com dezenas de perguntas por responder e eu só pensava - Não pode acabar assim! - mas acabou. Fiquei com aquele gosto de quero mais e mais!

É um livro que demora a ler, devido à vastidão de conteúdos mas um livro que vale a pena ler, que nos faz reflectir sobre os nossos sonhos, as nossas vontades, aquilo que lutamos pela vida e sobre as relações interpessoais e tudo o que elas trazem desde dor, amor, amizade, mágoa, uma amplidão de sentimentos! Irei ler mais deste autor, o próximo será "As intermitências da Morte".


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Resenha: "Os filhos da Droga" de Christiane F



Com apenas seis anos, Christiane muda de casa. Sai da sua pacata aldeia e viaja rumo a Berlim, para aí passar a viver. Ela pensava que tudo iria ser diferente, que iria brincar e ser feliz, com a companhia dos seus pais. Contudo, as coisas não correram como ela pensava e rapidamente percebeu que a sua vida iria ser diferente do que tinha planeado. Praticamente todas as brincadeiras de criança eram proibidas naquela nova cidade, Berlim, e o pai agredia tanto a ela como à sua irmã ou mesmo à sua mãe.
Os anos vão avançando e, devido ao seu ambiente familiar, Christiane torna-se numa menina rebelde, orgulhosa e muito exigente consigo própria. Quando tinha somente doze anos, Christiane possui a liberdade para frequentar o Clube de Jovens da sua zona e é nesse local que, pela primeira vez, experimenta haxixe. Christiane envolve-se de tal maneira com esses produtos químicos que passa a viver dependente deles.
Aquilo que começou por uma brincadeira “ao braço de ferro” entre si e os amiguinhos depressa se tornou numa luta quase irreal consigo mesma, onde “duas Christianes” se deparavam violenta e diariamente: uma era a filha bem comportada que se queria aproximar dos pais e ser feliz como “as crianças normais”; a outra era a filha rebelde e invisível que se queria afirmar e que lutava desesperadamente por sobreviver num mundo que não era o seu.
Entre discotecas imundas, viagens de metro psicadélicas, morte de amigos, prostituição infantil na tão conhecida estação do zoo, injecções em casas de banho públicas e tráfico nas ruas de Berlim, Christiane inicia a adolescência com uma maturidade fora do vulgar, uma frieza indescritível e, mesmo assim, com um coração puro, sensato e com noção do perigo.
É uma obra que transmite uma mensagem muito importante, dando especial relevo, para os jovens, às atitudes certas e erradas, positivas e negativas a tomar ao longo da nossa vida. Neste caso, mostra-nos que o caminho da droga não resolve os nossos problemas, antes pelo contrário, só nos afasta das pessoas que amamos.
É um excelente exemplo de força e coragem. Se acreditarmos que somos capazes, tudo é possível e, se ao nosso lado existir amor, todos os espinhos da vida transformam-se em pétalas. A vida é só uma, devemos aproveitá-la, agarrá-la com unhas e dentes e não estragá-la percorrendo caminhos sem fim à vista, povoados com muito sofrimento e dor à mistura. Algumas frases no livro, que durante a leitura fizeram-me reflectir bastante que foram:
·         “A droga destrói todas as relações com outras pessoas.”
·         “Então, pela primeira vez, vi aquelas figuras de desterrados, dignos de compaixão, a deambularem na estação, de um lado para o outro.”
·         “Um drogado não faz mais do que dar tristezas, preocupações, amarguras e desespero aos parentes e amigos.”
·         “Sobre a minha cama havia um poster que representava a mão de um esqueleto a agarrar uma seringa. Por baixo estava escrito “Isto é o fim. O princípio foi a curiosidade.”
Os Filhos da Droga são um retrato da sociedade moderna, um mundo de cimento e sombrio onde os vícios e a droga são apresentados como uma alternativa à solidão e à tristeza. Os Filhos das Drogas um retrato nu e cru de um mundo devastador: O mundo da droga!