Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

[Crítica Literária] Inocência Perdida de Nora Roberts

Na pequena cidade de Innocence, no Mississípi, os dias são compridos, as noites perfumadas e os segredos difíceis de preservar. Mas quando um assassino brutal ceifa as vidas das mulheres mais bonitas do local, amigos e vizinhos são obrigados a perguntar-se se se trata de um estranho à espreita no pântano... ou de alguém mesmo ali ao lado.

Esgotada por uma carreira frenética como violinista, Caroline Waverly chega a Innocence na esperança de que a casa da sua falecida avó lhe providencie a tranquilidade de que tanto precisa. Mas Innocence tem algo mais para lhe oferecer: o bonito e encantador Tucker Longstreet. Tucker é conhecido pelos seus romances curtos e superficiais. Mas quando vê Caroline sente que ela é diferente de todas as mulheres que conheceu. A reservada violinista também sente uma excitação inesperada ao pé dele, mas quando descobre a terceira vítima nas águas pantanosas por trás da sua casa e Tucker é considerado o principal suspeito, o seu caso de Verão pode transformar-se num caso de… vida ou morte.

As coisas que acontecem em Innocente, Mississipi, são tudo menos inocentes. Nesta pequena cidade foi encontrada mais uma mulher morta depois de uma discussão pública com um dos habitantes mais rico da cidade. Tucker é o principal suspeito de ser o assassínio, pois todas eram suas conhecidas e tiveram uma relação mais íntima com o protagonista. 

Caroline voltou para a sua cidade natal, mais precisamente para casa da sua avó falecida, para recuperar de um colapso e isolar-se de toda a sua família e da fama como violinista profissional. Tucker e Caroline acabam por ser como o cão e o gato, com uma atração tão grande que nenhum dos dois pode resistir. Eles acabam por se envolver, apesar dos avisos que Caroline recebe por se estar a envolver com um suspeito de homicídio. Sexo, segredos, traição, vingança, ciúmes e amor explodem como fogo de artifício na pequena cidade de Innocente.

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente! Adorei o facto de Tucker ter tantos defeitos, desanuviou-me dos romances que leio e que a personagem masculina é descrita como perfeita. O cenário é espetacular, quase que sentimos que estamos lá, naquela pequena cidade do sul. É habitada por personagens extravagantes, que dão vida à cidade com as suas atividades e os seus mexericos, o que é usual nestes pequenas cidades, todos sabem da vida dos outros. O facto que Nora não se centrou apenas nos protagonistas e deu destaques às outras personagens fez com que o livro ganhasse outra vida. Eu adorei o Jim e amizade de Cy; Burke e Susie, como estavam a reagir ao casamento da filha; as palhaçadas e piadas constantes da prima Lulu,; o cozinhar da Della; o relacionamento de Junior e da mulher que o traía, entre outros.

É um livro que classifico mais como um thriller com elementos românticos cheio de personagens caseiros que faz com que o leitor deseje uma vida numa cidade pequena!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Crítica Literária: Herança do Gelo de Nora Roberts

Quando as tempestades do Inverno varrem a Irlanda, toda a gente fica dentro de casa e os turistas deixam de aparecer. Como tal, até a acolhedora estalagem de Brianna Concannon se transforma num lugar frio e vazio. Mas isso não é um problema para ela, pois se há coisa que Brianna adora é paz e sossego, mesmo quando o vento gelado uiva nas janelas. Grayson Thane é um escritor norte-americano que cresceu num orfanato e sempre viveu sozinho. Assombrado por um passado que anseia esquecer, chega à estalagem de Brianna à procura de isolamento e inspiração para o próximo romance. Mas o destino oferece-lhe muito mais do que isso. A beleza de Brianna conquista o seu olhar, e a serenidade dela apazigua a sua alma irrequieta. Mas poderá o fogo nascer em dois corações tão gelados?

Esse é o segundo livro da trilogia da Herança, e contém spoiler do primeiro livro. Por isso, se ainda não leram o 1ª volume, parem aqui! 

Este livro começa um pouco depois do final do Herança de Fogo, porque Maggie está grávida de 7 a 8 meses, e temos como personagem principal feminina a Brianna Concannon que é completamente o oposto da sua irmã, enquanto Maggie gritava com a mãe, Brianna guarda os seus verdadeiros sentimentos para si e mantinha-se junto de Maeve, deixando muitas vezes a sua vida em segundo plano. Quando o seu pai morre, ela herda a casa de família, conseguindo transformar o seu sonho em realidade, ter a sua própria hospedaria. Ela adora a vida doméstica, desde de cozinhar, limpar, entre outros. 

Ao arrumar o sotão que continha caixas antigas, Brianna encontra algumas cartas destinadas ao seu falecido pai de uma mulher chamada Amanda e descobre que, para além de Maggie, tem mais uma irmã, que nem o pai conheceu (a história dessa irmã é o terceiro e último volume) 

Brianna tinha uma vida calma e pacata, mas tudo muda quando o escritor americano Grayson Thane fica aposentado na sua hospedaria para escrever a sua nova história. É com esta personagem que o leitor conhece um pouco mais da Irlanda. O jovem é conquistado aos poucos por Brianna, pelo seu jeito e maneira de ser, já que ele é uma pessoa sem qualquer laços familiares e sem amarras. 

Apesar de ter Maggie como minha preferida até agora, a história de Brianna é muito comovente e envolve temas como o perdão e sinceridade.  Nora Roberts tem sempre algo nos seus livros que nos faz ficar com um gosto de querer mais. Já comecei a ler o Herança da Vergonha para terminar assim a Trilogia da Herança.


quinta-feira, 9 de maio de 2013

Crítica Literária - Herança de Fogo de Nora Roberts

Nora Roberts volta a arrebatar-nos com o primeiro volume de uma das suas mais aclamadas séries: a «Triologia da Herança». No centro desta obra apaixonante encontramos as irmãs Concannon, mulheres do nosso tempo, que vivem na mágica Irlanda, terra de colinas suaves e lendas antigas.

"Herança de Fogo" é a história de Maggie Concannon.Talentosa e rebelde, Maggie é uma artista que trabalha o vidro. As suas obras de arte são mais do que apenas objectos belos, são reflexos da sua verdadeira natureza. Até que um dia, Rogan Sweeney, dono de uma das galerias mais sofisticadas de Dublin, descobre o seu trabalho.
Se por um lado Rogan é um profissional e quer fazer dela uma artista conhecida e bem sucedida, por outro o seu coração atraiçoa-o pois está completamente apaixonado por aquela mulher rebelde e explosiva. Apesar de Maggie sentir o mesmo, uma relação entre ambos nunca poderá ser fácil... ou não houvesse um passado negro a assombrar o futuro.


Maggie,uma artista apaixonada, excêntrica e incontrolável tem apenas o seu amor à arte como companheiro na sua vida solitária. Esta jovem possui um grande trauma: o casamento infeliz dos seus pais. Desde pequena viveu num lar sem amor e isso levou-a a criar uma verdadeira aversão a casamentos e relacionamentos que envolvam sentimento, que vai condicionar todas as suas relações em finais desastrosos. Depois de estudar em Veneza, Maggie volta para  a sua terra natal, Clare, na Irlanda e começa o seu trabalho em esculturas de vidros, que retratam a sua natureza selvagem. Todo o dinheiro que a jovem consegue serve para ajudar a sua mãe a sua irmã. Maggie e a mãe tem uma relação bastante hostil e a artista está saturada que a sua irmã, Brianna, atenda todos os pequenos e grandes caprichos da mãe. Só que Maggie prometeu ao seu pai quando ele morreu nos seus braços que iria ajudar e proteger as duas, e quando chega uma proposta de uma famosa galeria em Londres, Maggie fica dividida porque apesar de não querer ser exclusiva e vender no mercado, precisa do dinheiro para que Brianna consiga montar a sua própria estalagem. 

Rogan é o dono das Galerias Worldwide  que possui uma personalidade persistente e controladora. Quando ele conhece Maggie, algo no seu interior muda, a tensão e as faíscas entre eles são quase palpáveis. A jovem artista, sem qualquer tipo de pudor, aproveita essa atração para o seduzir, mas Rogan não quer apenas uma mulher na sua cama, mas sim no seu coração e vai lutar com todas as suas armas para mostrar a Maggie que o amor existe mesmo.

A personalidade da personagem principal faz com que o leitor nunca consiga adivinhar o passo seguinte da história porque ela é bastante impulsiva. Uma personagem que merece destaque é avó de Rogan, cada vez que ela aparece é uma lufada de ar fresco, com o seu sentido de humor e as suas conversas não apropriadas. O cenário é simplesmente incrível, sinto que fiquei a conhecer a Irlanda. A escrita é magnífica, de uma mestria que só Nora Roberts consegue. 

É o primeiro livro da Trilogia da Herança, um romance lindo entre duas personagens que são totalmente o oposto, mas como diz o provérbio "Os opostos atraem-se" e de que maneira! É com grande entusiasmo e dedicação que vou partir para a leitura do 2º volume desta trilogia!


segunda-feira, 4 de março de 2013

Crítica Literária - Fumo Azul de Nora Roberts

O incêndio que destruiu o negócio da família da jovem Reena Hale mudou a sua vida para sempre. Vizinhos e amigos ajudaram os Hale a reconstruir o que perderam, mas ao testemunhar a beleza destruidora do fogo, Reena decide dedicar-lhe a sua vida. Mas ela não é a única a sentir-se fascinada pelas chamas. Há mais alguém seduzido por esse poder, alguém obcecado não só em conquistar o fogo, mas em o usar para uma vingança brutal. Quando a jovem realiza o sonho de se tornar bombeira, descobre que é o maior desafio que alguma vez viveu... com excepção da sua vida amorosa, claro. Até que conhece Bo Goodnight. Ele é diferente e, agora que encontrou Reena, não a quer deixar ir. Infelizmente há outro homem interessado nela. Alguém que a persegue com uma série de crimes horrendos. E enquanto Reena tenta localizar a origem de tanto ódio contra si, terá que enfrentar um inferno, mil vezes pior do que o fogo.

Fumo Azul centra-se na jovem Catarina Hale, Reena para os amigos, que viu a sua vida mudar drasticamente quando aos onze anos vê o negócio da sua família a ser consumido pelo fogo. Nesse momento, a jovem descobre que o seu lugar é a desvendar os segredos das chamas. Reena luta para ser uma inspectora de incêndios, dedica-se de alma e coração e consegue atingir o seu objetivo.

O fogo sempre teve presença na vida de Reena, desde a sua infância até à sua juventude, quando o seu primeiro namorado é consumido pelas chamas, num suposto acidente. Todos os acontecimentos, desde dos acidentes, as mortes, os pequenos incêndios é um presságio para o grande final e esse pressentimento ainda é assinalado pelo aumento da velocidade em que os desastres acontecem. 

Para além de Reena, ao longo do livro acompanhamos um jovem, Bo Godnight, em que o leitor sabe que ele estudou na mesma universidade que a jovem e que teve uma visão dela numa festa de fraternidade e ficou deslumbrado, quase que se pode dizer que foi amor à primeira vista. Bo fica com essa ideia de uma "Rapariga de Sonho" e em vários anos em que tenta reencontra-lá, avista-a apenas duas vezes. Mas quando Bo quase que desisti de encontrar a sua rapariga, ela aparece-lhe à frente, literalmente, na casa ao lado. De todas as personagens masculinas que já li dos livros de Nora Roberts, sem dúvida que Bo foi aquele que me conquistou. A sua forma de ser, o seu humor, a sua persistência com Reena, que há primeira vista quase que parece um louco pois não pode acreditar que depois de tanto tempo o seu maior sonho está ali, à sua frente, em carne e osso. Há algum atrito na relação de Bo e Reena, porque enquanto o primeiro é um homem protetor, Reena é uma mulher independente e habituada ao perigo. Mas tudo muda quando Reena começa a receber chamadas com ameaças e estranhos acontecimentos começam acontecer, sempre relacionados com o fogo. Ao que parece alguém está obcecado pelas chamas e por Reena e não vai descansar enquanto não observar a jovem a ser consumida pelas chamas.

Quanto ao vilão, pela primeira vez, descobri logo no início quem era, porque apesar do mistério e do enigma à volta dessa personagem, as hipóteses não são muitas o que faz com que o leitor aposte numa personagem e essa seja realmente o vilão da história. A escrita continua a ser fluída e de uma leitura agradável, continuámos com várias perspectivas da história, desde Reena, Bo, comandante da polícia, o vilão, entre outros, o que permite ao leitor uma maior envolvência na história e aproximar-se mais das personagens. Achei hipnotizante as cenas em que envolvia o fogo porque a forma como as cenas são descritas e estruturadas faz com que o leitor também fique deslumbrado com aquele espectáculo protagonizado pelas chamas.

Adorei a capa, uma das melhores dos livros da Nora Roberts, bastante apelativa e dá a sensação de um livro com uma mulher forte e determinada e constatamos que é verdade porque Reena encaixa-se nesses adjectivos.

Um aspecto que me deliciou foi o facto da família da Reena ter um restaurante de comida italiana (a minha preferida), passei 416 páginas com vontade de comer uma pizza ou massa! Os fãs de Nora Roberts não se vão desiludir com este livro e quem ainda não conhece esta autora, aconselho a começarem por este porque vai encantar-vos!


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Crítica Literária - Luzes do Norte de Nora Roberts

A vila de Lunacy é a última chance para Nate Burke. Como polícia em Baltimore, assistiu à morte do colega na rua, e a culpa ainda o persegue. Sem mais nenhum lugar para onde ir, aceita a função de Chefe da Polícia nessa pequena e remota vila do Alasca. Quando começa a perguntar-se se a mudança não terá sido um grande erro, um beijo imprevisto e arrebatador na passagem do ano, levanta o seu espírito e convence-o a ficar mais tempo. Meg Galloway, nascida e criada em Lunacy, está habituada à solidão. Era apenas uma jovem quando o seu pai desapareceu e teve de aprender a ser independente, pilotando a sua pequena avioneta e vivendo nos arredores da vila na companhia dos seus huskies. Depois do beijo ao novo Chefe da Polícia, permite-se ceder à paixão. E, agora, as coisas em Lunacy começam a aquecer. Há alguns anos, numa das majestosas montanhas que sombreiam a vila, ocorreu um crime que nunca foi resolvido e Nate suspeita que o assassino continua em Lunacy. A sua investigação vai desenterrar segredos e suspeitas, bem como trazer ao de cima o instinto de sobrevivência que fez dele um dos melhores polícias em Baltimore. O que ele não podia saber é que a sua descoberta vai ameaçar a nova vida e o novo amor...


Este livro conta-nos a história de Nate Burke, um polícia que nunca mais foi o mesmo quando assistiu à morte do seu colega, culpando-se e pensando que ele é que devia ter partido. Para tentar fugir aos seus fantasmas e para se isolar acaba por aceitar o cargo de Chefe de Polícia no Alasca, um ótimo sítio para o estado da alma dele. Se Nate achava que naquela remota vila iria descobrir a calma e a solidão, enganou-se e bem enganado! Começa por não ser totalmente aceite pela a população pelo facto de ser uma pessoa de terras estrangeiras, o que o deixa um bocado desanimado, mas tudo mudo quando um beijo com Meg Galloway na noite de ano novo. Este gesto de carinho acaba por mudar completamente Nate que se começa apaixonar por Meg e tenta reconstruir a sua vida, tal como a sua alma.

Meg é uma rapariga que também está habituada a estar sozinha e a ser independente tendo apenas a companhia dos seus dois cães, já que o seu pai desapareceu quando ela ainda era uma criança e a sua relação com a mãe não é das melhores, havendo um ambiente bastante hostil entre as duas mulheres, piorando quando a mãe de Meg, Charlotte, pretende conquistar Nate mas o chefe da polícia só tem olhos para a filha dela.

Poderia-se afirmar que aquela pequena vila no Alasca não tinha grande controvérsias  os piores exemplos podiam ser um roubo, vandalismo, partidas dos adolescentes ou até acidentes com alces e ursos. Até que um dia o corpo do pai de Meg é encontrado congelado numa das montanhas, com uma picareta agarrada ao peito e dias mais tarde Max, jornalista da vila, aparece morto no seu escritório com um tiro na cabeça, deixando no computador as suas últimas palavras dizendo que tinha matado o pai de Meg e que não podia viver mais com aquela culpa. Apesar dos federais que investigavam o caso terem dito que Max tinha sido o assassínio, Nate tem um sexto sentido que o verdadeiro culpado continua naquela vila, à espera de realizar o próximo passo. E aí começa uma investigação que vai envolver Meg e todos os habitantes da vila.

Temos a escrita habitual de Nora Roberts, na terceira pessoa e em várias perspectivas. Alguns capítulos dos livros temos ainda o conhecimento de algumas passagens do diário do pai de Meg, dando-nos algumas pistas de quem seria o assassínio. De todas as obras que já li desta escritora, este volume foi o segundo lido em que a personagem central de toda a história era um homem (Nate), tornando Meg quase como uma personagem secundária. Temos todas as personagens bem descritas e construídas, todas elas bem apresentadas ao leitor. O cenário volta  a ser majestoso, com uma descrição tão fantástica que se por momentos fechasse os olhos poderia imaginar o Alasca inteiro. Mais uma vez, só descobri o vilão da história quando foi revelado (eu não era nada boa para investigadora).

Aconselho este livro a todos aqueles que gostam de um romance sensual e divertido, com uma mistura de policial. Para os fãs de Nora Roberts, não se vão desiludir com este livro!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Resenha: A pousada no fim do rio de Nora Roberts



“Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre. Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele. Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite”



E vem aí mais uma resenha de um romance de Nora Roberts. Sim, é verdade… Ela conquistou-me! E já ali tenho “Luzes do Norte” há espera de ser lido!

LER AS PRIMEIRAS PÁGINAS - CLIQUE AQUI

Falando sobre o livro “A Pousada no Fim do Rio” este apresenta-nos Olivia MacBride, filha de dois astros de Hollywood, Julie e Sam Tanner. Esta menina podia dizer que tinha uma vida perfeita, mas a inocência da sua infância foi-lhe tirada quando ela acorda durante a noite e encontra a mãe brutalmente assassinada deitada no sofá escritório, com o seu pai ao lado do corpo com uma tesoura ensanguentada na mão. Olivia foge e esconde-se no seu armário agarrada ao seu peluche preferido até que o polícia Frank a encontra. Sam acaba por ser acusado do homicídio da sua esposa, mas o pai de Olivia não se lembra exactamente do que aconteceu porque estava sob o efeito de drogas. Perante este desastre, a menina vai viver com os seus avós maternos na Pousada do Fim do Rio. Eles, junto com Olivia, tentam a todo custo enterrar o passado e a tragédia que abalou toda a família, em meio a muito verde e ar fresco e o assassinato de Julie acaba por se tornar um tabu no seio daquela família. 

O leitor acompanha o crescimento de Olivia e a sua paixão pela natureza. Tudo corre como planeado até que Noah, filho do policia Frank, vai até ao encontro da jovem na universidade com o objetivo de ter algumas informações sobre a noite do homicídio de Julie para escrever um livro, já que a sua profissão é de jornalista. O problema é que no momento em que Noah coloca os olhos em Olivia é despertado dentro de si um enorme desejo e paixão, sentimentos esses que também brotam em Olivia, mas quando esta descobre que ele pretende desenterrar o passado que ela tenta tanto esquecer, a jovem fecha-lhe o coração e expulsa-o da sua vida.

Mas Noah é um rapaz persistente e passado alguns anos, Olivia já está formada e trabalha na Pousada dos avós como guia-turística e na administração, o jovem aluga um quarto na Pousada durante umas semanas com dois objetivos: conquistar Olivia e escrever de uma vez por todas o seu desejado livro. Ele tenta ajudá-la a exorcizar os fantasmas de seu passado, mas a rapariga parece irredutível, ainda mais quando recebe a notícia que o seu pai acabou de deixar a prisão. 

O livro traz-nos vários assuntos que são bastante problemáticos tais como: as drogas, a necessidade de controlo, possessão, mais precisamente na relação de Julie e Sam, pais de Olivia. Esta história também nos ensina que nem tudo o que parece é, e que muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas e queridas são as que mais nos magoam e que são capazes de atos e ações inexplicáveis. Temos bastante contacto com a Natureza ao longo do livro e notasse que houve uma certa pesquisa e trabalho da escritora.

Não sei é impressão minha ou talvez de já ter lido tantos romances da Nora Roberts seguidos, mas dá a sensação que a base dos livros dela é sempre a mesma, ou seja, há sempre um casal envolvido, um crime ou algo do género, problemas familiares ou pessoais, e cria uma história. São características comuns que encontrei em todos os livros que li. Nunca li nenhum livro do seu pseudónimo: J.D Robb. Talvez aí o conteúdo e a base das suas histórias mude completamente.

Como já disse nalgumas resenhas, mas volto a repetir, adoro o facto da autora não se concentrar apenas no casal principal. É nos possível conhecer o íntimo de várias personagens além de Olivia e Noah, tal como Julie (que é personagem que está bastante presente no livro apesar de morrer logo no ínicio), Sam, os pais de Julie, o que permite que o leitor não se sinta sufocado. 

Um livro surpreendente que nos ensina que as pessoas que nos são importantes, mesmo depois de já serem uma estrelinha no céu, estão sempre presentes, um livro que nos mostra que mesmo a maior dor do mundo pode ser suportada e vencida se tivermos apoio e muito amor. Realmente um livro surpreendente, desde a primeira até à última página.


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Resenha - Onde Caem os Anjos de Nora Roberts

"Reece Gilmore foge de um passado traumático como única sobrevivente de um crime brutal em que viu todos os seus amigos morrer. Um dia chega a Angel's Fist, um lugar idílico rodeado por belas montanhas, e decide aceitar um emprego no restaurante local como cozinheira. Reece cedo encanta os locais com os seus dotes de culinária. Afinal de contas, era uma famosa chefe de cozinha na Costa Leste, mas continua atormentada pelo crime de que foi vítima, e luta constantemente contra os pesadelos que a assombram. Até que um dia é a única testemunha de um novo homicídio  Sendo tão frágil e dada a ataques de pânico, ninguém na cidade parece acreditar em Reece a não ser Brody, um irascível e atraente escritor de policiais. E quando uma série de eventos perigosos tornam claro que alguém está a tentar enlouquecer Reece e a eliminá-la do caminho, ela terá que confiar em Brody, e em si própria, para descobrir se existe ou não um assassino em Angel's Fist. Venha descobrir a beleza das montanhas americanas e as fantásticas receitas de culinária de Reece Gilmore, nesta apaixonante história de crime, loucura e amor de Nora Roberts."

Nora roberts apresenta-nos mais uma vez com um belíssimo policial. Algo que adoro nesta escritora é que ela faz um enquadramento geográfico e temporal que só nos dá vontade de pegar nas malas e partirmos à descoberta aqueles cenários que ela descreve. Mas apesar disso, há momento em que a descrição dos panoramas é muito exaustiva, fazendo com que o leitor fique mortificado nalgumas partes. 
A personagem princial. Reece, pretende esquecer e fugir de algo que viu e presenciou no seu passado, mais propriamente da morte de todos os seus amigos e alguns conhecidos numa noite em que estavam a festejar a evolução da sua carreira como chefe de cozinha, mas um massacre aconteceu no restaurante e a rapariga acabou por ser sobrevivente. 

Este terrível acontecimento acabou por marcar a sua vida tornando-a numa mulher assustada, paranoica e muito mais cuidadosa, e isso é possível observar esse seu comportamento fora do comum quando Reece verifica se fechou as portas algumas três vezes, entre outros exemplos. Ao tentar refugiar-se do seu passado, ela depara-se em Angel’s Fist, uma vila pequena e simpática. Consegue então arranjar um trabalho no restaurante local e vive durante uns tempos no apartamento que está desocupado por cima do local de trabalho. Passado pouco tempo, durante um passeio pelas montanhas ela depara-se com um homicídio, em que um homem espanca e estrangula uma mulher. Ao observar tal situação macabra, Reece começa a recordar a noite dos seus pesadelos e começa a sentir-se maluca, sendo auxiliada por Brody, um belo homem que habita na vila e que é escritor de romances policiais. 

Reece acaba por ser vista como uma doente mental pela população da vila, tendo ao seu lado como apoio o jovem escritor e sua patroa, a dona do restaurante local. Ela própria começa a desconfiar que não é completamente saudável, já que depois do massacre que ela presenciou e que quase lhe tirou a vida, Reece tinha ataques de pânico e foi acompanhada durante alguns meses por um hospital psiquiátrico. Com aproximação de Reece e Brody, estes acabam por se apaixonar e confrontam, juntos, as atitudes e situações que o assassino desenvolve para levar as pessoas e a própria Reee a pensar que não passa de uma maluca que imaginou tudo. 

Mais uma vez não consegui descobrir quem é o assassino! A autora tem uma capacidade fantástica de engendrar e manipular os crimes de tal forma que o leitor pensa que sabe quem é o culpado e surpreende-nos sempre no final! Adorei a forma como Brody acredita em Reece sem a conhecer de lado algum e a apoia ao longo do livro, mostrando que é um homem persistente e firme. Aconselho a leitura do livro a quem é fã de Nora Roberts e de quem goste de um bom romance com um policial misturado. E para quem vai ler: Boa sorte para a buscar infernal e inebriante pelo culpado!



Ler as primeiras páginas - CLIQUE AQUI





O livro foi adaptado para filme em 2007 tendo como protagonistas Heather Locklear e Johnathon Schaech, ainda não tive a oportunidade de o ver!




terça-feira, 27 de novembro de 2012

Resenha - A Cor do Fogo de Nora Roberts


“Mia Devlin sabe o que é amar alguém de todo o coração... e depois ver esse alguém partir sem olhar para trás. Há muitos anos atrás, ela e Sam Logan partilharam laços incrivelmente fortes,construídos pela paixão e fortalecidos pela magia. Mas, certo dia, ele fugiu da Ilha das Três Irmãs, deixando-a sozinha e perdida em dolorosas lembranças. Foi então que Mia decidiu que nunca mais ia amar. Agora, cansado do mundo e saudoso de casa, Sam regressa à ilha com um único objectivo: reconquistar o amor da sua juventude. Mas o que encontra já não é uma rapariga apaixonada. É uma mulher adulta, independente e magoada. E apesar da química entre eles continuar a ser verdadeira, Mia recusa-se a aceitar que ainda exista amor no seu coração. Mas a Ilha das Três Irmãs tem tanto de belo como de sombrio. E para desfazer uma terrível maldição com vários séculos, Mia vai precisar da ajuda de Sam, e aprender que, por vezes, só o amor pode fazer frente às trevas.

LER EXCERTO DA OBRA - CLIQUE AQUI

Ainda ando na onda de Nora Roberts! Fiz uma visita à biblioteca e trouxe comigo o livro “Cor de Fogo”. Como estava um bocado apressada nem reparei que este livro fazia parte de uma Trilogia “As Três Irmãs” e que era o último livro! Fiquei na dúvida se devia ou não lê-lo, visto que não sabia o conteúdo das duas histórias anteriores a este. Mas arrisquei e li.

O livro é cheio de magia, poderes e bruxaria negra. No prólogo é-nos apresentado a lenda que é contada naquela ilha, que envolve três irmãs, que possuíam poderes mágicos, e que se juntam para lutar contra as trevas. Cada irmã tem uma afinidade com um elemento, o Ar, a Terra, a Água e o Fogo. A última irmã, que continha afinidade com o Fogo, acaba por se suicidar quando o amor da sua vida a deixa. Coincidência ou não, acontece o mesmo a Mia Devlin. Ela e Sam tinham uma relação amorosa em que ela acredita ser para vida inteira, quando o jovem decide abandonar a ilha e a ela sem qualquer razão e sem nenhum motivo aparente. A protagonista decide então fechar o seu coração a qualquer sentimento de amor e de afecto. Mas tudo muda quando Sam decide voltar à sua terra natal e vem determinado a conquistar Mia e ficar com ela para sempre. Mas a jovem bruxa não lhe vai facilitar a tarefa. Enquanto a jovem luta contra atração e o desejo que sente por Sam, a magia negra volta a apoderar-se da ilha e desta vez o seu alvo é Mia. As forças negras pretendem que Mia tenha o mesmo destino que a sua antepassada, a morte. Assim ele ataca todas as pessoas que lhe são mais queridas, desde as suas irmãs e os seus maridos, a mulher que a criou e ainda Sam. Mas Mia não pretende desistir da vida por mais desgostos que esta lhe conceda. Sam também é um bruxo e a sua afinidade é a Água. Bem se pode dizer que os apostos se atraiem, visto que a Mia tem afinidade com o Fogo.

Apesar de não ter lido os outros dois livros, que contam a história das outras duas irmãs, a autora vai-nos contextualizando, o que é possível ao leitor se enquandrar na história mesmo sem ter lido o resto da trilogia. Gostei bastante da determinação e da paciência de Sam, quando ele tenta conquistar a sua namorada de adolêscencia, ou seja, a Mia. Nota-se que ele vai com um objetivo e não vai desistir até que o alcance. A meio da história, é-nos revelado porque é que ele deixou a protagonista daquele jeito à alguns anos atrás. Sam sentia-se inseguro e não preparado para ter uma vida a dois. Ele desejava sair da ilha e explorar o mundo antes de se instalar num sítio definitivo. O problema é que Mia, já quando era jovem, tinha planos traçados para os dois, desde de casamento, onde eles viveriam, filhos, entre outros, e Sam sentiu-se pressionado e resolveu abandoná-la. Durante anos tentou afastar e esquecer os sentimentos que nutria pela jovem mas nunca conseguiu.

O jovem casal acaba por se aproximar mais devido ao facto que Mia é proprietária de uma café/livraria e Sam é proprietário de um Hotel. Ele resolve lançar-lhe uma proposta de negócios com o objetivo de atrair mais clientes para o seu hotel, mas também para se reconciliar com Mia, de forma subtil, para que esta não o afaste e feche o seu coração para ele, eternamente.


Nora Roberts mantém o seu tipo de escrita como nos outros livros, misturando romance, ação, suspense e magia. Eu identifico-me muitas vezes com as personagens que a escritora invente, talvez pela maneira flúida que ela descreve os sentimentos, que nos faz entrar e experimentar a história, sentir as personagens como se fossemos elas. Gostaria de ler os outros dois volumes, mas infelizmente não estão disponíveis na biblioteca. Ainda não consegui adquirir nenhum livro desta escritora maravilhosa e tudo o que vou lendo dela são os livros que amigas minhas me vão emprestando ou que encontro na biblioteca. 


sábado, 17 de novembro de 2012

Resenha - Lua de Sangue de Nora Roberts



Tory Bodeen foi criada numa casa pequena e miserável na Carolina do Sul, onde o pai dominava com punho de ferr e um cinto de couro...e onde seus sonhos e talentos não tinham espaço para florescer. Mas havia Hope, a amiga com quem sempre contava nas horas mais difíceis, que morava numa casa enorme, a pouca distância da sua. A amizade entre as duas permitiu a Tory ser o que não podia ser em casa: uma criança. Porém, Hope é brutalmente assassinada e a vida de Tory começa a desmoronar. Agora, passados 18 anos, ao voltar para sua cidade natal, com planos de se instalar e abrir uma elegante loja de presentes, Tory está decidida a encontrar paz e se livrar das angustiantes visões do passado. Retorna seu vinculo com Cade Lavelle – o irmão de Hope e herdeiro da fortuna da família - , mas não tem certeza se a trágica perda que partilham vai uni-los ou separá-los. Contudo, está disposta a abrir seu coração, apenas um pouco, e tentar. Viver tão próxima da lembrança infeliz, no entanto, será mais difícil e assustador do que Tory jamais poderia imaginar. Porque o assassino de Hope também está por perto...”

Neste livro, Nora Roberts conta a história de amizade de Tory, uma menina com um estranho dom, tendo capacidades psíquicas, e Hope, que acaba por ser violentada e assassinada aos 8 anos de idade. Só o facto de haver um assassinato de uma criança foi algo que me atingiu bastante ao longo do livro. Tory culpa-se pela morte da amiga de infância porque elas tinham combinado sair durante a noite, sem os pais, perceberem para irem brincar para o pântano. Mas Tory não consegue sair de casa porque o seu pai acaba por lhe bater e a castigar por causa dos seus dons psíquicos, já que este acha que a filha é uma espécie de demónio por ter essas capacidades fora do comum. A jovem Tory acaba por sentir quando a amiga é morta e é ela que acaba por dar a notícia à família de Hope e também os informe onde o corpo da criança está. Os anos passam e Tory não consegue esquecer Hope, nem o facto que não se sabe quem foi o assassino. Passam-se 18 anos e Tory resolve voltar à sua cidade natal, enfrentar os seus fantasmas do passado e recomeçar. Lá ela reencontra a sua avó, os seus timos e o seu primo veterinário, Wade, a irmã gêmea de Hope, Faith e ainda o Cade, o irmão mais velho de Hope. E é com aquele jovem que Tory vai começar a curar alguns dos seus traumas e voltar a confiar novamente nas pessoas e no amor. A mãe de Hope não quer que este romance prossiga porque culpa a protagonista pela morte da filha, tentando atrapalhar a relação com chantagem e ainda há o assassino de Hope que continua à espreita. Tory descobre que o criminoso mata sempre no dia em que Hope morreu, uma rapariga de feições parecidas com ela e com a idade que a criança teria se tivesse viva. Assim Cade e Tory juntam forças para descobrir quem é o assassino e conseguirem alguma paz na vida deles.


Como disse no início da resenha, uma das coisas que mais me marcou foi o assassino de uma criança, mas também a violência que Tory recebia do pai e a amizade. As pessoas dizem que as amizades que fazemos na infância são aquelas que guardaremos com mais carinho e que vão durar uma vida inteira. Não importa se a pessoa está viva, morta, longe ou perto, o carinho que temos pelos amigos, se for verdadeiro, é eterno e mágico.


“Um verdadeiro amigo é alguém que pega a tua mão e toca o teu coração.”

 

A história vai envolver três categorias: romance, policial e paranormal, três ingredientes que eu adoro num livro. Tornei-me uma fã de Nora Roberts e até agora ainda não me desapontou, trazendo sempre nos seus livros temas atuais e interessentes.
Acabei por descobrir que o livro foi adaptado para filme! Ainda não o vi, mas ver se vejo e que seja tão bom como o livro!






terça-feira, 30 de outubro de 2012

Resenha - Maléfico de Nora Roberts



Foi há cerca de dez anos que a escultora Clare Kimball deixou Emmitsboro, no Maryland, para literalmente partir à conquista do mundo da arte. Hoje todos a consideram a mais importante figura artística da sua geração. Mas não há sucesso que possa fazê-la ignorar os pesadelos que povoam as suas noites, nem as memórias que guarda do suicídio do pai. Quando a sua fama atinge o auge, Clare desiste de tudo para enfrentar os demónios que a perseguem. O xerife de Emmitsboro, Cameron Rafferty, amara Clare de longe durante o tempo em que ambos tinham frequentado o liceu. Agora que ela regressou, cria-se um laço entre os dois que se fortalece a cada dia que passa. Um laço reforçado por uma atracção física que ardeu em lume brando anos a fio. Mas o passado acaba por se impor, e vem abalar a cidade com um crime que todos compreendem estar ligado ao regresso da jovem. A investigação policial inicia-se, e Clare e Cameron irão descobrir que o mal pode ocultar-se em todo o lado, mesmo naqueles que mais se ama e em que mais se confia. Descoberta, porém, que para eles poderá ter chegado demasiado tarde…

Comparando a história deste livro com os outros dois anteriores que li de Nora Roberts, este abrange um fantástico romance policial cheio de suspense, mitos, lendas, segredos, rituais satânicos, paixão e de reencontros.

A intriga centra-se na jovem Clare que num dia, quando regressara a casa, encontra o seu pai morto no sótão, aparentemente um acidente. Para se afastar dos seus fantasmas do passado, ela mudasse para tentar esquecer o que viu. Mas passado 10 anos, Clare ainda não esqueceu nada do que presenteou e para pior a situação, tem várias vezes um sonho em que ela segue o pai e depara-se com algo muito estranho no meio do bosque. Homens com máscaras de animais em torno de uma mulher nua e alguns instrumentos bastante assustadores. Clare Kimball é uma pessoa muito ambiciosa e, de certo modo, corajosa, tornando-se uma famosa escultora. De certo modo o seu trabalho e as suas esculturas são uma maneira de ela desanuviar todos os seus pesadelos e traumas do passado, uma espécie de tratamento.

Ela decide que está na altura de voltar à sua terra natal e volta para Emmitsboro no Maryland. Quando chega encontra-se com Cameron Rafferty, agora xerife de Emmistsboro, mas que fora apaixonado por Clare nos tempos de liceus. Os jovens acabam-se por envolver, mas algo macabro está prestes acontecer naquela vila pacata. A pequena localidade fica abalada com os recentes homicídios e desaparecimentos, algo que nunca tinha acontecido naquela zona, e tudo indica que seja uma Ceita de Satanismo. Durante todo o livro temos contacto com a tal Ceita, mostrando os rituais e todos os processos horrorosos que eles executam, tais como violações, violência e homicídios.

Envolve uma grande variedade de mistérios que só são revelados na última página, já que não temos qualquer pista quem são as pessoas que constituem a Ceita. A capacidade de descrição envolvida continua incrível, o narrador consegue levar o leitor para todos os cenários que são apresentados e ainda consegue fazer com que o leitor se envolva com as personagens de tal forma que é quase possível sentir-mos o que esta sentem. Este processo acontece de tal forma que sentimo-nos indignado, enojados e chocados por treze homens matarem uma pessoa e nem um deles sentir remorsos do que fez, pelo contrário, sentirem prazer em tal ato. A autora quer passar, de tal forma, uma visão da crua realidade em que vivemos, do modo como os homens podem ser cínicos e frios, sendo capazes de tudo por prazer. 

Nora Roberts

Adorei o final meio inacabado do livro! É totalmente surpreendente e não estava nada à espera que acabasse de tal forma. Mais um livro surpreende que me agarrou da primeira até à última página!


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Resenha - Escândalos Privados de Nora Roberts




No mundo glamoroso dos talk-shows, as estrelas mais brilhantes escondem os segredos mais negros. 


Desenrolando-se no glamoroso mundo da televisão, Escândalos Privados conta-nos a história de Deanna Reynolds, a apresentadora de um pequeno talk-show em ascensão. Bonita, sincera e muito profissional, Deanna decide então partir para Nova Iorque, determinada em tornar-se a melhor dentro do género. Mas isto fá-la atravessar-se no caminho da sua antiga mentora, Angela Perkins, a actual rainha da televisão e uma mulher perigosa de desafiar. Angela não hesita em roubar convidados, fazer chantagem e até atravessar os limites do bom jornalismo para combater a crescente popularidade de Deanna. E o romance desta com o famoso e encantador repórter Finn Riley, por quem Angela sempre teve uma paixão, só aumenta a tensão. Mas a prova de que as coisas podem sempre piorar é o aparecimento de um fã obcecado, que deseja Deanna só para si, e que começa a matar todos aqueles que se aproximam dela…”

Primeiras paginas -CLIQUE AQUI

E voltamos a mais um livro de Nora Roberts. Sim, é verdade… Viciei nela! Há algo nos livros de Nora que simplesmente adoro e me faz agarrar o livro de tal forma que não o quero largar. 

O livro começa com Deanna que vai ter um encontra com Angela, na estação de televisão, e quando chega ao local é atingida por um objeto na cabeça e acaba por desmaiar. Quando a protagonista acorda, amarrada a uma cadeira do estúdio, depara-se com Angela completamente desfigurada. E neste ponto acontecesse uma analepse, ou seja, a história volta para trás e conta-nos todos os detalhes até chegarmos à situação descrita em cima. Só o início do livro é um mistério em si. Dos cinco livros que já li de Roberts, este foi o único até agora que volta “atrás no tempo”. O leitor fica a saber que a Deanna foi perseguida durante meses por uma identidade desconhecida, recebendo bilhetes com mensagens privadas e um pouco suspeitas. Nessa analepse também é relatado a evolução do romance entre Deanna e Finn e todos os obstáculos que o jovem casal ultrapassa para tentar ser feliz, e como é que a Deanna e Angela, supostas amigas, terminaram por ter uma relação hostil. Interessou-me bastante o facto que temos, ao longo de toda a história, contacto com o perseguidor de Deanna, temos acesso às suas ações, aos seus pensamentos, aos seus vícios e obsessões mas sempre como identidade desconhecida. Admito que não consegui descobrir, de todas as personagens, quem era o tal opressor. E fiquei bastante admirada, porque a maioria dos livros de suspense policial, quando o leitor vai apenas a meio do livro já descobre quem é o vilão, fazendo com que a história perca algum do seu entusiasmo. 




Quanto às personagens continuam a ser bem construídas. Temos Deanna, uma repórter que tem como sonho chegar ao patamar mais alto da televisão, ou seja, ter o seu próprio programa, tal como tem Angela. Esta última é uma personagem, eu diria, manipuladora ou falsa. Não olha a meios para alcançar os seus fins, mesmo que tenha que despedaçar a vida de alguém pelo caminho. É bastante ambiciosa e isso vai-lhe sair bastante caro como é possível reter no início do livro. A personagem masculina principal, Finn, é um repórter, especializado em notícias mais trágicas, tais como guerra, entre outros. É um rapaz bastante atrativo que já teve um caso com Angela, mas decide por um termo à relação quando conhece Deanna, ficando instantaneamente encantado e curioso com a nova jornalista. 

A descrição de todo o cenário é simplesmente fantástica. A forma como ela descreve todos os pormenores de uma forma tão suave e ao mesmo tempo realista não é nada maçante para o leitor. Outro ponto positivo para Nora Roberts é o facto que a escritora, nos seus romances, não se foca apenas no casal em si. Ela engloba todas as personagens como se tivesse a fazer um puzzle, não pode faltar uma única peça. Esta característica da escrita também permite ao leitor que este tenha contacto com várias realidades dentro do livro, visto que a história é relatada por diversos pontos de vistas.  

Temos mais uma história digna de ser lida e relida. Nora Roberts não perde talento, até pelo contrário, melhora-o!


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Resenha - Tesouros Escondidos de Nora Roberts


Dora Conroy tem uma pequena loja de antiguidades e, num leilão de arte, compra um quadro que é muito mais do que parece. Depois há o novo inquilino do apartamento por cima da sua loja, Jed Skimmerhorn, um ex-polícia que tem tanto de rude quanto de charmoso. Mas é ele quem a salva quando a loja é assaltada e Dora descobre que os outros compradores do mesmo leilão estão a ser assassinados.
Juntando forças com Dora para descobrir quem está por detrás dos roubos e das mortes, Jed é atraído para a vida agitada de Dora e para o dia-a-dia da sua família excêntrica mas imensamente calorosa. Quem ainda tem dúvidas sobre o talento de Nora Roberts para encantar e conquistar os tops de vendas, só tem de escolher um sofá confortável e descobrir estes Tesouros Escondidos.

Este foi o primeiro livro que li da famosa escritora Nora Roberts. Fiquei deliciada com ela. Li quatro livros seguidos dela, inclusive este, e não vou parar por aqui. 

A ação desta história vai se centrar na relação entre Dora Conroy, proprietária de uma loja de antiguidades, e Jed Skimmerhorn, um ex-polícia. Os seus caminhos cruzam-se quando Jed ao tentar romper ligações com o seu passado, decide alugar um apartamento a Dora, cuja alegria e força interior serão um grande apoio. Vai-se então desenvolvendo uma relação de amor-ódio que apaixona o leitor. Porém, a intriga da história não se vai limitar apenas às peripécias amorosas destes dois protagonistas. Nora Roberts acrescenta uma boa dose de suspense, investigação policial e mistério, envolvendo um roubo de um quadro que Dora angaria num leilão. O leitor sabe que por onde o quadro passa deixa um rasto de morte até que chega a protagonista e que, durante a história, irá apavorá-la. Um aspecto interessante é que durante todo o livro estamos em contacto com o chefe da quadrilha, sabendo todos os seus passos e manobras para reconquistar o quadro, decisões essas que nos surpreendem sempre.

Um livro de suspense romântico que apresenta personagens complexas e bem estruturadas, descrições sem exageros nem excessivos cuidados literários, que conseguem invocar às nossas emoções e sentidos, transmitindo a quem está a ler imagens tão realistas que parece que estamos a presenciá-las e a contemplá-las. A escrita é fluída, bem organizada e elaborada, tornando a leitura viciante, e por muitas vezes, é difícil parar.

Tesouros Escondidos agarra o leitor por completo e de tal forma até à última página e enfeitiça os corações mais românticos.