Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Crítica Literária - Desejada de P.C. Cast

Lina é proprietária de uma padaria Gourmet em Tulsa mas, infelizmente, o negócio não está a correr como esperado e ela precisa de um plano. Quando tropeça, acidentalmente, num livro de culinária italiana da deusa, Lina não consegue deixar de pensar que encontrou a solução para os problemas, mesmo que isso implique invocar uma deusa para salvar o seu negócio. Em breve, Lina encontra-se cara a cara com Deméter, que tem o seu próprio plano. Ela propõe que Lina troque a alma com Perséfone, a deusa da primavera, que irá dar uma nova vida à padaria. Em troca Lina terá que repor a ordem no submundo. Depois de ocupar o corpo de encantadora Perséfone, Lina, cujos problemas eram massa azeda e segundos encontros, tem agora assuntos maiores em mãos, como levar a primavera ao mundo dos espíritos. Mas, quando o belo e perigoso Hades acende uma chama no seu coração, Linda não pode deixar de se interrogar se o senhor do submundo não será o homem dos seus sonhos...

Este foi o primeiro livro que li da série "Chamamento da Deusa" que corresponde ao segundo volume desta saga. Da P.C. Cast só conhecia o trabalho "Casa da Noite" que para quem não sabe o tema principal são vampiros. 

Desta vez a mitologia retratada na história é de Perséfone e Hades, a Deusa da Primavera e o Deus dos Mortos. Na história original conta que a Deusa foi raptada por Hades e levada parra o mundo dos mortos. A mãe de Perséfone, Deméter, fica tão abalada com a ausência da filha que ordena que haja seis meses de escuridão, que corresponde ao outono e ao inverno, como luto.

Mas a estrela principal deste livro é Lina, uma americana de 43 anos que é proprietária de uma padaria à beira da falência. Tal como acontece no livro "Deusa do Mar", há uma troca de corpos feita por Deméter, ou seja Lina vai para o corpo de Perséfone e vice-versa. 

Começamos o livro com Deméter conversando com a sua ama Irene sobre Perséfone, a quem considera fútil e bastante infantil, e por isso pretende fazer algo à sua filha. Tem a ideia de a mandar para os dias atuais, onde ninguém sabe quem ela é, mas precisa de uma substituta que vá para o Mundo dos Mortos iluminar a passagem daqueles que já morreram, levando consigo a primavera e a vida. E é aí que entra Lina. 

Lina é divorciada que dedica a vida a cuidar da Pani Del Dea. Ao tentar encontrar novas receitas para atrair mais clientes ao negócio, ela encontra um livro chamado La magia dell'Italia, acabando por invocar Deméter, que a leva para o seu reino, trocando de corpo com a sua filha. A deusa explica que enquanto Lina será a deusa da primavera, Perséfone estará na padaria a cuidar de tudo. Quando Lina e Hades se conhecem há logo uma atração, é um encontro muito cómico, já que Lina compara o Deus dos Mortos com o Batman. 

A história é linda e envolvente. A narrativa não é monótona e possibilita uma boa visualização das cenas e dos cenários, sendo estes fantásticos. A escritora pega sempre na mitologia grega e apesar de contar a verdadeira história também a recria segundo a sua própria imaginação, dando o seu toque pessoal na narrativa. O livro tem momentos eróticos, mas não são as cenas predominantes e quando acontecem são muito românticas. Comparando-o ao Deusa do Mar, gostei mais deste, especialmente do final que é lindo e nada do que estava à espera. 

Atenção que as histórias são independentes, por isso a ordem não interessa. Aos românticos incuráveis, por favor vão ler este livro que vão adorar o Hades, que apesar de ser o Deus dos Mortos é carinhoso e meigo, mais do que quer mostrar! Àqueles que ainda não experimentaram esta série, o que custa tentar?

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Crítica Literária - A deusa do Mar de P.C. Cast

Christine Canady, CC, é sargento da Força Aérea e no dia do seu 25º aniversário, já depois de uns quantos copos de champanhe a mais, faz uma dança em cima do balcão do bar pedindo à deusa da terra um pouco mais de magia na sua vida. 
No dia seguinte, o seu voo com destino ao médio oriente, num C-130, termina num desastre com o avião a despenhar-se no Oceano. Quando pensava que o seu destino estava traçado e a sua morte era certa, ela apercebe-se de que está a respirar debaixo de água e se encontra perante a mais bela sereia que poderia imaginar. 
Concedendo à sereia o desejo de ser humana, elas trocam de consciência e em breve CC vê-se imersa nas intrigas da corte das sereias, e com dificuldade em resistir aos encantos do pretendente real. 
Mas, o desejo de voltar a terra vai fazer com que CC se cruze com o cavaleiro dos seus sonhos, vendo-se envolvida num arrebatador triângulo amoroso.

P.C Cast criou esta série, aqui em Portugal nomeada de "O Chamamento da Deusa", sendo o título original da saga "Goddess", com o objetivo de homenagear a mulher e todo o poder feminino que esta envolve. Em cada volume conta uma história que vai envolver uma mulher, uma deusa e uma troca de corpos.

Neste volume a Deusa envolvida é Gaia, a Deusa da Terra e vai-se recriar a história de Ondina, que para quem não sabe é uma sereia que segundo contos, ganhou a forma humana para encontrar o verdadeiro amor.

Christine Canady é Sargento há sete anos e sempre procurou respeito entre os homens que a rodeavam na sua profissão, acabando-se por esconder atrás do seu cargo. Ela acaba por nunca se sentir feminina nem apaixonada, e nunca encontrei o seu verdadeiro lugar no mundo. A história começa no dia em que a Sargento faz 25 anos, em que é apresentado um aniversário triste e um pouco irónico. Triste porque ela passa esse dia sozinha, sem qualquer amigas, tendo como companhia a sua querida televisão e até os próprios pais pensam que ela faz 22 anos; irónico porque ela fica embriagada e tem uma conversa muito esquisita com o seu telefone, cena que ri à gargalhada. Ela acaba por fazer um Chamamento à Deusa Gaia pedindo um pouco mais de cor à sua vida.

No dia seguinte ao seu aniversário, CC parte para uma nova missão em que o avião se despenha no mar e no momento em que ela fica presa nos escombros do avião e pensa que vai morrer, vê uma sereia que a beija e assim, troca de lugar com a princesa Ondina. A partir deste ponto, Christine conhece Gaia, a mãe de Ondina, foge de Sarpedon, que pretende ter a sereia como companheira nem que seja à força, e foi essa razão que fez a Ondina fugir e ir para terra. De forma a escapar do sereio, a deusa Gaia permite que CC assume uma forma humana e envia-a para uma terra medieval e que lá tem que se apaixonar por um humano de forma a ficar permanentemente na terra. Mas tudo se complica quando CC se apaixona pelo sereio Dylan.

A história é cativante e mesmo a própria escrita é muito envolvente, causando ao leitor uma vontade de ler o livro num ápice. A narrativa é toda na terceira pessoa, especialmente centrada na Sargento, mas também temos pensamentos e impressões de outras personagens.

Um aspecto menos feliz foi o final do livro que devia ter sido mais desenvolvido, comparando com o resto da história que teve muitos detalhes. Os conselhos que a Deusa comunica a CC acabam por ser aplicáveis à vida real, e assim o leitor tem ali palavras sábias que merecem ser lidas e praticadas. Tal como referi anteriormente, Christine é enviada para uma época medieval, havendo um grande contraste entre a mulher atual e a mulher daquele tempo, o que provoca cenas hilariantes. 

Uma dúvida que me ocorreu logo no início era como é que os sereios e sereias tinham relações sexuais... Ah, ficaram com a mesma questão do que eu? Mas eu não vou dizer, para isso vão ter que ler o livro, que a questão é respondida e várias vezes!

A Deusa do Mar é recomendado para todas as mulheres que queiram ter uma deslumbre da nossa força interior, para qualquer romântico incurável e claro para homens que queiram aprender um pouco mais sobre as mulheres.