Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Crítica Literária - Anything He Wants (Anything He Wants #1-5) de Sara Fawkes

First published as a five-part e serial novel, Anything He Wants inflamed imaginations everywhere and became a national bestseller. Now available for the first time ever as a complete book, this edition contains never-before-released scenes and special bonus material. Don’t miss Sara Fawkes' erotic tale of a powerful billionaire who always gets what he wants and the young woman who’s about to enter his exclusive realm--a world of glittering opulence and all-consuming passion, where she’ll explore the darkest reaches of her own desire.

Lucy Delacourt's temp position isn't quite her dream job but it pays the bills. The highlight of her day is riding the elevator in the mornings with a handsome stranger. Tall, dark, and sexy as hell, Lucy knows he's way out of her league, but a girl can look, right? 

Everything changes the day the stranger seduces her. Completely out of character, she yields without a fight, but she has no idea her wanton acts with a man whose name she doesn't know will change her life forever. Because the sexy stranger is none other than Jeremiah Hamilton, billionaire CEO of Hamilton Industries, and one taste isn't nearly enough to satisfy his need. As the billionaire pulls Lucy deeper into his world of high stakes business deals and ruthless takeovers, he demands nothing less than her complete surrender. But even as enemies seek deadly revenge against him, she’ll discover that her greatest threat is falling for her fiercely guarded boss…and yielding to her own darkest needs.

Lucy Delacourt é uma rapariga que pensa de si mesmo como invisível, tanto no trabalho como vida. Lucy não teve uma vida fácil a partir do momento que perdeu os pais enquanto estava na faculdade e, em seguida, perdeu a casa da família. Para sobreviver e pagar a dívida dos estudos, ela foi trabalhando de emprego em emprego, até que aceita um trabalho temporário em Hamilton Industries.

No novo emprego, Lucy apanha o elevador todas as manhãs à mesma hora apenas para obter um vislumbre do alto, moreno e misterioso estranho. Ela sabe que ele está fora da sua liga, mas ela não fazer nada quanto à atração que sente por aquele homem.

Ela finalmente descobre que o seu misterioso estranho  é, nem mais nem menos, o seu chefe, Jeremiah Hamilton. Ele oferece a Lucy uma posição de tempo integral como sua assistente pessoal. Quando Lucy pergunta de que tipo de assistente pessoal, é claro que ele responde "o que eu quiser". Lucy acaba por aceitar a oferta, tendo assim a oportunidade de liquidar todas as suas dívidas.

Jeremiah Hamilton não é um homem fácil nem um homem de emoções. Ele é um dominador e muito possessivo e pretende que Lucy seja uma submissa, algo que ela não entende muito bem. Claro que Jeremiah começa a ter sentimentos por Lucy mas pretende nega-los até ao fim, mostrando sempre uma imagem de coração de pedra.

Jerimiah tem um irmão mais novo, Lucas, sendo a relação deles não muito amigável nem pacífica. Ao contrário do irmão mais velho, Lucas é espirituoso e sarcástico, sempre pronto a causar problemas. É de notar que Lucas também sente uma atração por Lucy e que não se importava nada de roubar a “mulher” do irmão para o enfurecer ainda mais.


O livro acaba com perguntas sem respostas, sabendo assim que haverá continuação. Dei apenas três estrelas (mais virada para os dois e meio) porque o livro não traz nada de novo, temos mais uma rapariga que se apaixona por um milionário que pretende nunca se apaixonar e quando se apaixona, luta contra os sentimentos, descartando a rapariga.


Crítica Literária - Honor and Obey (Honor, #3) de Teresa Mummert

Emma has found the love of her life, but his dark secrets could change everything. With a horrible accident and the loss of another loved one, the student must become the teacher. As secrets begin to unravel, will she be able to look passed them or will she have to leave William and start life new again?

Hornor and Obey é o terceiro livro da Série Honor. Com este livro, o leitor tem direito a um pouco de tudo, amor, raiva, desgosto. O livro fluiu bem desde o anterior até este, fazendo com que o leitor sinta que não perdeu pitada de nada.

Ele começa onde parou o anterior, com William pedindo Emma em casamento. O que faz todo o sentido para porque conhecem-se há alguns meses, ele tem tantos demônios e segredos que ela não pode manter o controlo sobre ele e para não mencionar a sua linda personalidade, mas é claro que ela devia dizer que sim!  Por menos, Emma teve a decência de não dizer que sim, mas não recusou, o pedido ficou em banho-maria.
Sinto que a personagem feminina se está a perder ao longo da história. Quando Emma é apresentada no primeiro livro, o leitor fica curioso para aprender sobre o seu carácter e o seu desenvolvimento na história mas não se observa nenhuma evolução significativa. Ela procura estabilidade e controlo, mas acho que procura sempre nos lugares errados, terminando sempre de maneira errada.

Quanto a William, notamos uma grande mudança na personalidade. Fiquei com a sensação que ele não mudou assim tanto quanto pensa Emma, mas iremos ver um lado mais suave de William. A minha questão é, sob que pretexto e com que objectivos? Cada vez mais descobrimos os segredos sujos de William, cada um pior que o outro, o que me faz pensar: “Como será possível Emma perdoar tanta coisa”? Só os livros futuros me poderão dar a resposta.

Quando à escrita é muito idêntica aos livros anteriores, notando apenas uma repetição de frases semelhantes, especialmente nas cenas eróticas.

Em geral, acho que a saga está a perder qualidade, comparando os três livros, sem dúvida que o primeiro é o melhor de todos e que agarra o leitor. A partir daí, vem tudo pelo cano abaixo… Muito devagar mas vai!


terça-feira, 19 de agosto de 2014

[Crítica Literária] Honor Thy Teacher (Honor #2) de Teresa Mummert

There are two sides to every story. Emma told of her love for William in Honor Student. Now read things from his dark and twisted perspective.
EROTIC LOVE STORY (✓) STRONG SEXUAL CONTENT (✓) BDSM (✓)

Honor Thy Teacher é o segundo livro na Série Honor por Teresa Mummert. Eu posso dizer que nunca passei de amar uma personagem para odiá-lo profudamento como William. 

Honor Student foi contada no perspectiva de Emma. Honor Thy Teacher é contada a partir de William. Temos tentativa de homicídio, assassinato, drogas… Bem o rapaz tem problemas até às pontas do cabelo e apesar de odiar a personagem por tudo o que ele fez no passado e o que faz à Emma no presente, ainda há uma réstia de esperança que me faz acreditar no seu amor por ela. 

A mesma história contada a partir de uma outra perspectiva, não fiz isso muitas vezes. Para mim, o perfeiro era Mummert ter escrito apenas um livro mas indo mudando as perspectivas e ter feito isto em toda a série. 

Emma é irresistível em Honor Thy Teacher porque William anseiam tudo o que é dela. A sua presença, o seu amor, o carinho e o seu corpo. William é uma personagem que é realmente muito mais profundo do que o que parece no primeiro livro.

Na versão de Emma, o leitor sente a paixão profunda e espessa, mas na versão de William há momentos que podemos ver o verdadeiro sacana sem alma que ele é em algumas situações. A personagem masculina pensa que está no controlo da situação mas está muito enganado. 

O livro leva apenas três corações porque o livro não traz grandes novidades para a história, apenas algumas novidades sobre William, mas o grande mistério continua e deverá ser desvendado no futuro.

[Crítica Literária] Crossed Swords (Torrid Tarot Series) de Marianne LaCroix

Arabella Prescott’s dreams of marriage were shattered when her fiancé was murdered by pirates. When she is kidnapped by the roguishly handsome Captain Fredrick Thorne, Arabella is determined to fight him with every inch of her being. She will not become the pirate’s lover—no matter her body’s unexpected desires. 

Fredrick quickly discovers Arabella’s weakness—him. Her feisty spirit amuses and her sweet innocence enflames, and when she resists his seductive touch, he forces her to surrender to his desires, awakening her sleeping passions. But with her sensual defeat comes a price neither are prepared to pay. 

At the news of her kidnapping, Arabella’s father, Governor Prescott, begins the hunt for Thorne’s ship, Neptune’s Sword, to save Arabella—and finally capture the most dangerous pirate upon the Caribbean. He will stop at nothing to see Thorne pay for his crimes at the end of the hangman’s rope.

Em Crossed Swords de Marianne LaCroix, Arabella mudou-se para o Porto Monmouth com o seu pai, o governador, à espera do seu noivo. Depois de saber da sua morte às mãos de piratas, o seu ódio por eles cresce ainda mais. Até que ela é raptada pelo Capitão Fredrick Thorne e acaba por perceber que deseja o capitão desesperadamente. Fredrick tinha planejado sequestrar o governador, mas em vez disso encontra Arabella, por qual também sente uma grande atração sexual. Assim começa um amor cheio de sacrifícios, já que o pai de Arabella pretende acabar com Fredrick e voltar a ter a sua filha junto dele.

Espadas cruzadas é uma história erótica de piratas bastante quente que vai fazer com que as leitoras desejem um capitão só para elas. Fredrick é um herói forte e encantador, que mesmo através dos seus momentos mais terríveis, faz com que o leitor deseje a sua vitória no final. Além do pirata mais perigoso do Caribe, ele mostra imediatamente que ele pode ser carinhoso e compreensivo. 

Arabella é jovem e inocente, até que conhece Fredrick. Ela luta com os seus sentimentos por um pirata, mas acaba por sucumbir ao que sente, sem se importar com o que os outros pensam. Marianne LaCroix escreveu um romance de piratas que fervilha e queima.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Critica Literária - Honor Student de Teresa Mummert

Emma lives a very self-destructive life, barely making her way through college. Her world is turned upside down after meeting Mr. Honor, her new history teacher whose idea of discipline may be a little too much for Emma to handle. While trying to figure out their new relationship, they also have to deal with the very real possibility that someone has discovered their secret and is trying to hurt them. But Mr. Honor is keeping a few secrets of his own from Emma. 
Encontrei esta saga ao acaso e a sinopse pareceu-me interessante. Fui pesquisar mais pela internet e li alguns comentários que o comparavam às 50 sombras de Grey. Fiquei logo pé atrás porque caso não sabem, mas ficam a saber, eu não apreciei muito a famosa trilogia de sadomasoquismo. Mas fui “corajosa” e tentei dar uma oportunidade ao livro e sim há semelhanças, sendo elas que William e Christian são doms e ambos têm uma necessidade absurda de controlo, homens alfas. Apresentam também um passado cheio de tortura, uma infância horrorosa, e claro, caem de amores por uma rapariga que não querem trazer para o “lado negro” mas não se conseguem manter longe. Mas as semelhanças acabam por aqui porque a história é completamente diferente (Graças a deus!!).

A história também me lembra “Inferno de Gabriel” por ser uma relação proibida entre uma aluna e um professor.

Honor Student é contada na primeira pessoa por Emma Townsend, um estudante universitária de 21 anos que é rapidamente seduzida por um professor, Sr. Honor. Emma tem um passado sombrio e triste que a leva a ser auto-destrutiva e descuidada. Sr. Honor (William) é um homem que prefere viver a vida de um dominante e não pode ficar para assistir aos padrões destrutivos de Emma. É uma batalha de idas e vindas de egos e de relacionamento, e para além disso a relação de Emma e Williams está por um fio à medida que são chantageados por alguém que sabe o seu segredo. William passa a maior parte do livro empurrando Emma para longe ao tentar fazer a coisa certa, mas não consigo ficar longe da rapariga.

Emma é uma personagem doce e é perfeita para fazer o papel de uma meia-submissa. Ela desafia William suficiente para trazer conflitos, mas se submete a ele em todos os momentos perfeitos. No entanto, por ter 21 anos, ela sente-se extremamente juvenil e às vezes parece que ela deveria estar na escola, não na faculdade. Gostaria de saber mais sobre ela, sabemos que os seus pais morreram, mas não se sabe muito como, além do fato de que era um acidente de carro mas é uma vazio que permanece, que poderá ser respondido nos livros futuros.

Eu adorei os momentos em que as emoções de William são demonstradas. Ele é uma personagem muito fechada e desligada, até que os seus sentimentos explodem. Bem, Emma acaba por ser uma caixinha de surpresas. Por causa da família que ela tem, sempre pensei que seria uma rapariga carente, mas não, ela é forte e bate o pé a William. Claro que ela acaba por ter uma alma submissa, mas por vezes ela extrapola os limites e não se deixa intimidar.

Quanto à escrita, é um livro decentemente bem escrito e muito fácil de ler, sem problemas de vocabulário ou frases que o falam tropeçar. Acho que só haveria partes da história onde teria desenvolvido mais, mas sem grandes problemas.

Este livro é quente, ele é muito fácil e rápido de ler e vai manter o leitor a querer mais, e definitivamente animado para ler o ponto de vista do Sr.Honor!


terça-feira, 18 de março de 2014

Crítica Literária - Breaking Sin (Sin #1) de Teresa Mummert

Sinthia wants to escape college unscathed and move on with her plans for a perfect life, but an unlikely friendship with Collin, the resident bad-boy, makes her rethink what she wants.

Eu comparo este livro a uma espécie de versão mais curta do que "Um Desastre Maravilhoso". Talvez um pouco menos radical, mas as semelhanças são enormes tais como: Collin é um mulherengo, bad boy que está com uma rapariga diferente a cada noite, Sinthia e Collin começam a dormir juntos platonicamente tal como Travis e a Abby, o nossa bad boy é muito possessivo e só sabe defender a rapariga com os punhos... Sim, é o Travis sem dúvida! Mas tal como aconteceu com "Um Desastre Maravilhoso" também gostei bastante desta história. Eu gostei da forma como Teresa escreveu o livro, fez-me ficar fixada nele até ao final e se a história fosse mais original seria perfeito.

Sinthia é aquela rapariga que só estuda, não tem vida social, até que um dia a sua melhor amiga a obriga a ir até ao bar e é aí que ela encontra Collin, o maior mulherengo de toda a faculdade. A atração é quase imediata, fazendo com a amizade se desenvolva muito rapidamente. Há cenas muito divertidas durante o livro, gostei da personalidade de cada personagem, mostrando como são os jovens atualmente. O problema é quando a amizade passa a algo mais e Collin magoa Sin, que se acaba por afastar dele e do seu grupo amigos. Mas por quanto tempo será possível ficar longe dele?

O final ficou um pouco aquém das minhas expectativas, eu queria mais, queria ler palavras românticas (sim, eu sou uma romântica incurável!). Não se pode exigir muito da história já que é algo que se conhece e também é curtinha, logo não há muito desenvolvimento. Vamos esperar para ver como corre o segundo volume!


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Critica Literária - Algo selvagem/Amor em directo - Vicki Lewis Thompson e Jo Leigh

Algo selvagem de Vicki Lewis Thompson
"Keely Branscom fora sempre uma rapariga rebelde. Ganhara a sua má reputação com dezanove anos, quando posara nua para uma revista, embora, na verdade, só quisesse fazer reagir o formal Noah Garfield. Mas, na altura, ele não soubera reagir…Anos mais tarde, Noah encontrou-a à porta de um clube de striptease de Las Vegas e decidiu salvá-la. O problema era que Keely não queria que a salvassem. O que queria era mostrar ao seu amor de juventude o que estivera a perder…"

A história é basicamente sobre dois velhos amigos que sempre esconderam o seus desejo um pelo outro, mas depois de 10 ano sem se verem, reencontram-se em Las Vegas, um dos sítios mais calientes do mundo. E que melhor lugar do que Vegas para realizar todas as suas fantasias?!

Keely é a menina má da sua cidade natal desde que ela posou para um revista. Quando Noah a encontra a sair de um clube de strip, ele assume logo que a rapariga não anda a praticar a profissão mais santa do mundo e ele pretende acabar com aquilo (mal ele sabe onde se está a meter!). Noah vai ter uma grande surpresa quando souber a verdade sobre Keely depois de um fim de semana em Las Vegas cheia de sexo quente e pesado.

Admito, nunca esperei que a história fosse tão boa! Adorei a personagem feminina escondida numa figura de miúda má e que quero lá saber o que pensam! Fiquei surpreendida porque normalmente as histórias da Harlequin não são assim!


Amor em directo de Jo Leigh
"A doutora Jamie Hampton falava de sexo… e toda a gente em Manhattan ouvia. Fazia o programa de rádio mais sensual da noite e era uma perita em relações de sexo… na teoria, porque na prática era muito diferente.O rebelde Chase Newman adorava falar com Jamie. A sua voz era muito sedutora… por isso queria conhecê-la pessoalmente e ensinar-lhe tudo o que intuía que ela desejava…"

 A doutora Jamie Hampton... Especialista em sexo mas só na teoria porque na prática a sua experiência é igual a zero! E ela não queria que ninguém descobrisse o seu grande segredinho que podia dar cabo da sua carreira. Apesar de inocente gostei bastante da personalidade da personagem feminina. 

Chase Newman é um homem quente, que deixa todas as mulheres a babarem-se por ele e quando quer uma coisa ele consegue sempre! Mas Jamie não vai dar o braço a torcer facilmente.

Um romance divertido e fácil de ler, descubra personagens incríveis e engraçadas. Todas as situações são descritas de uma maneira simples o que torna uma leitora leve. Existem cenas muito engraçadas e cómicas, outras mais sérias e tristes, o leitor acaba por passar por muitas emoções. Este livro no global foi uma surpresa tãooo boa! Dei quatro corações às duas histórias!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

[Crítica Literária] Tabu de Jess Michaels

Ao perderem-se no êxtase erótico que volta a renascer entre eles, Nathan Manning, conde de Blackhearth e Cassandra Willows, a mais famosa costureira de Londres e criadora de "brinquedos" sexuais, estão a tentar a sorte - ficando vulneráveis a um passado que ainda ameaça destruir as suas vidas e a sua paixão; à mercê de segredos sombrios e tácitos que são chocantemente, perigosamente… tabu.

A história desenrolasse em volta de Cassandra Willows e Nathan, o conde de Blackhearth. No passado, o casal não escondia o seu amor e envoltos em uma rede de paixão, resolveram se casar, mas tinham um grande obstáculo que era a diferenças sociais existentes entre suas famílias, resolvendo fugir e casarem. Mas no dia do encontro, a jovem não conseguiu aparecer no locar e Nathan, a sofrer por amor, viaja para Índia para tentar esquecer a sua amada. Passado quatro anos, ele volta com um único objetivo: vingar-se de Cassandra, fazendo chantagem com ele através do seu passado e a sua profissão atual, que é uma costureira de sucesso mas tem um lado obscuro da sua profissão que está escondido da sociedade. Por quatro anos ela foi amante de vários cavalheiros, muito discretamente e escolhidos a dedo. Este papel de amante foi executado não só pelo dinheiro mas também para se curar do passado com Nathan. 

Um ponto muito positivo nesta história é que não temos uma personagem feminina inocente, mas sim experiente e que sabe no que se está a meter, conhecendo todos os caminhos da luxúria e do prazer. Um ponto negativo do livro é de ser muito curto, acho que a história se desenvolveu muito depressa e havia espaço para desenrolar outras passagens. A capa é linda, as cores e a imagem têm aquele ar de luxúria e aquela sensação de mistério.

A narrativa é ágil e logo que o acordo entre os dois é selado, o leitor é bombardeado com um jogo de poder, sensual e erótico, e pelo desejo tentam dominar o parceiro. Tabu possui um enredo bem construído, cheiro de romance, sensualidade e a sua ponta de drama misturado com mistério. Um livro que vai satisfazer aqueles que gostam de um romance adulto histórico.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Crítica Literária - Beautiful Bastard de Christina Lauren

Inteligente, trabalhadora e no seu caminho para um MBA, Chloe Mills tem apenas um problema: o seu chefe, Bennett Ryan. Ele é exigente,imprudente e completamente irresistível. Bennett voltou da França para Chicago para assumir um papel vital no negócio da sua família. Ele nunca esperava que a sua assistente fosse linda, inocentemente provocativa e uma criatura completamente irritante que ele agora tem que ver todos os dias. Apesar dos rumores, ele nunca foi de se envolver com ninguém do seu local de trabalho. Mas Chloe é tão tentadora que ele está disposto a flexibilizar as regras ou quebrá-las completamente, se isso significa poder tê-la. Com a atração um pelo outro cada vez mais evidente, Bennett e Chloe devem decidir exatamente o que eles estão dispostos a perder para ganhar um ao outro.

Este livro centra-se essencialmente na relação de Chloe e do seu chefe Bennet. Ao trabalharam já à 9 meses, a relação deles nunca foi pacífica, ambos se irritam um com o outro muito facilmente e pode-se dizer que enquanto profissionalmente a relação deles resulta, pessoalmente é um desastre. Ambos são teimosos, imprudentes, havendo um choque de personalidades. Para acrescentar a isto tudo ainda há a inevitável atração entre dois. Chloe admite que Bennet é o homem mais lindo e sedutor que ela alguma vez conheceu  mas o seu temperamento arruína com tudo. Mas tudo muda quando se entregam à paixão durante uma noite. E a relação deles nunca será a mesma...

A protagonista feminina surpreendeu-me pela positiva, estava à espera de mais uma ingénua, mas não, a rapariga tem garras, arranha e morde! Eles discutem, insultam-se, acaba por ser uma relação amor-ódio. Chloe e Bennet discutem e partem para o sexo... voltam a discutir e acontece tudo de novo. Quase como um ciclo viciante. E sempre que eles se envolvem isto sai da boca deles: Não vai voltar acontecer! Mas é capaz de acontecer logo a seguir. 

O livro é setenta por cento sexo, mas os trinta por cento restantes tem uma história divertida e agradável. A autora usa e abusa de certos clichês, tais como o rapaz que tenta ignorar os seus sentimentos ao máximo e age como um idiota, a rapariga que tenta suprimir o desejo mas não consegue.

Claro que há vários pontos positivos do livro, um deles é que a história é escrita na primeira pessoa mas com a perspectiva dos dois protagonista, intercaladas. Outro aspecto é facto de Chloe não cair logo de amores pelo chefe, ela só se esqueceu de avisar o seu corpo sobre esse pequenino pormenor! Pelo que sei vai haver continuação, mas algo me diz que não vai correr bem porque pela forma como acabou o livro e até mesmo a história em si, acho que não tem matéria suficiente para uma continuação, mas veremos o que acontece.


segunda-feira, 25 de março de 2013

Crítica Literária - Milagre de Amor de Eloisa James

Miss Linnet Berry Thrynne é Bela … Naturalmente, está noiva de um Monstro. Piers Yelverton, conde de Marchant, vive num castelo no País de Gales, onde, corre o boato, o seu mau humor arrasa todas as pessoas com quem se cruza. E também consta que uma lesão deixou o conde imune aos encantos de qualquer mulher. Só que Linnet não é qualquer mulher. Ela é mais do que simplesmente formosa: o seu espírito e encanto forçaram um príncipe a ajoelhar-se. E calcula que um conde se apaixonará loucamente por ela… em apenas duas semanas. No entanto, Linnet não tem ideia do perigo a que o seu coração é exposto por um homem que poderá nunca devolver-lhe o seu amor. Se ela decidir ser realmente muito perversa … que preço pagará por domar o coração selvagem desse homem?

É certo que um dos meus contos preferidos é "A Bela e o Monstro" e talvez por isso tenha um certo carinho por esta história de Eloisa James. Nunca tinha lido nada desta autora e depois desta estreia talvez me aventure em mais algum livro dela.

Piers, o conde de Marchant, não foi transformado pela magia tal como acontece com o Mostro que conhecemos da nossa infância, nem tem o aspecto de um animal, mas sim por um acontecimento ocorrido na sua infância que o transformou num homem frio, rude, duro, sarcástico e sem qualquer tipo de compaixão. Ele é um médico altamente competente que vive com uma perna lesionada, constantemente com dores, resultando no seu mau humor diário. Com esta personalidade e com uma certa arrogância, porque afirma que é mais inteligente que todos, acaba por ser apelido de Monstro. A própria autora assumiu que se inspirou em Dr. House, da série Fox, para elaborar esta personagem e é notável as aparências, especialmente na ironia presente nos diálogos. Esta semelhança fez com que a personagem masculina me cativa-se porque sempre fui fã do Dr. House e do seu temperamento. 

Bem, a nossa Bela, Lynnet vê-se envolvida num escândalo. Tal como diz o provérbio - tem a fama e não teve o proveito. Aconselhada pelo pai e pela tia, ambos só vêem uma solução, ela tem que se casar com o Monstro. Tudo é organizado, mas quando Lynnet conhece Piers reconhece que o casamento nunca iria dar certo. Piers, apesar de uma pessoa dura, admite a si próprio que Lynnet é  a mulher mais linda que ele já conheceu e que a acha muito atraente. A história vai se desenvolver com os dois a conhecerem-se melhor na propriedade do conde, no País de Gales. 

Com diálogos divertidos, cenas sensuais que envolvem uma piscina extremamente romântica e erótica, Milagre de Amor mostra-nos o conto "A Bela e o Monstro" de forma mais adulta mas igualmente apaixonante. Tal como Bela amolece o coração duro do seu monstro, esta história vai conseguir também amaciar o coração do leitor.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Crítica literária - Porque és minha de Beth Kery


No instante em que Francesca e Ian se conhecem, a atração é mútua; uma carga requintadamente física incendeia ambos. Para Ian, ela é o tipo de mulher a que ele não resiste: inocente e pura. Para Francesca, ele é o tipo de homem que ela mais teme e deseja: sombrio, extremo, autoritário, e interdito. O que se passa entre eles não pode ser ignorado — apenas acatado, evoluindo para um inevitável vínculo.
De um jato particular para um interlúdio em Paris, de um ousado encontro num museu público para a intimidade de um hotel de luxo, Francesca e Ian estão um com o outro sempre que o desejo se torna premente. Mas à medida que a relação deles fica mais intensa, Francesca descobre algo a respeito de Ian — e dela própria — que altera para sempre o jogo e os jogadores. É algo com que eles nunca contaram, algo que lhes faz girar as vidas, delirantemente fora de controlo…


Ian e Francesca conhecem-se quando ela ganha um concurso para pintar um quadro que Ian pede para a sua empresa. No momento em que eles se conhecem nasce uma atração imensa entre os dois. Mas Ian não é o típico homem que Francesca conhece, ele é rico, sombrio, possessivo, autoritário e extremamente ousado. Para a jovem artista é algo que ela ambiciona e receia porque é bastante inocente sobre os prazeres da vida. 

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Faz-vos lembrar alguma coisa? A mim sim, a história das Cinquenta Sombras de Grey. Um leitor que tenha lido a trilogia das Cinquenta Sombras, o livro Rendida e agora Porque és minha, é impossível que não faça comparações entre as obras referidas anteriormente. Na minha opinião este livro não trouxe nada de novo, porque Francesca, para mim, é uma segunda Anastasia e Ian é a junção de Grey e Cross. Eu ando a ficar um pouco frustrada e cansada deste tipo de personagem femininas, porque só me deixam com vontade de lhe dar uns safanões. Outro facto que me irrita é que ser submissa no sexo é uma coisa, agora deixar um homem controlar a vida de uma mulher fora do quarto é outra totalmente diferente. É algo que eu não consigo aceitar como mulher, talvez seja da minha personalidade mas não consigo imaginar um homem a controlar a minha vida e todos os passos e decisões que faço. Algo que não percebi na personagem feminina é o facto que ela vive com quatro rapazes num apartamento e consegue ser tão tímida, nervosa e insegura com Ian. Aló? Será que não aprendestes nada a conviver com os teus amigos? 

Quanto à escrita, o livro é todo na primeira pessoa na perspectiva da Francesca o que eu achei que deu ao livro um aspecto negativo porque eu adorava saber o que pensava Ian e ler algumas passagens na perspectiva dele. Outro aspecto que tenho notado neste tipo de livros eróticos é que o facto da personagem masculina praticar sadomasoquismo é relacionado com traumas no passado. E eu pergunto-me assim: Mas será que só há gente que pratique esta vertente do sexo se tiverem algum problema ou trauma na vida? Estas escritoras dão-me a entender que sim apesar de eu não achar tal coisa. Será que é para dar alguma ação e mistério à obra? Talvez, mas podiam pegar noutras vertentes. 

Sobre as cenas mais eróticas não traz nada de novo, uns chicotes, umas palmadas, algemas, castigos, mais do mesmo. Pode ser impressão minha, mas acho que algumas escritoras andam com falta de imaginação. Para quem não sabe este livro é um aglomerado de oito livrinhos que foram lançados na América, que se leêm num par de horas, tal como o livro em si. Quanto à capa acho que quem faz as capas da edição portuguesa andam com muita falta de imaginação… Um sapato? A sério? Já não chegava na capa do livro Rendida, agora neste também? Alguém me pode dizer porque é que um sapato é tão erótico? Eu olho para o livro e faz-me lembrar a Cinderela com o seu sapatinho de cristal! 

Recomendo este a livro a quem ficou fã da trilogia Cinquenta sombras e também a quem gosta deste tipo de livros eróticos. Claro que quem está ainda em dúvidas se vai ler ou não, sempre pode experimentar para ver se lhe agrada, quem sabe.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Crítica literária - O Inferno de Gabriel de Sylvain Reynard

Venha mergulhar num mundo de obsessões, segredos e prazeres sem limites. O enigmático e sedutor professor Gabriel Emerson é um reputado especialista na obra de Dante. Mas à noite dedica-se a uma vida de prazer sem limites, não hesitando em usar a sua beleza de cortar a respiração para manipular as mulheres a satisfazerem cada capricho seu. Talvez por isso se sinta torturado pelo passado e consumido pela crença de que está para lá de qualquer salvação. Quando a jovem Julia Mitchell se inscreve como sua aluna de pós graduação, Gabriel não consegue ficar indiferente. Ela é linda, deliciosamente inocente, um diamante em bruto para ele polir. Sempre que Julia se apercebe do olhar de predador dele, espera sentir receio, mas o que verdadeiramente sente é uma estranha luxúria que a assusta. Desejando desesperadamente possuí-la, Gabriel põe em perigo não só a sua carreira, como ameaça desenterrar segredos de um passado que preferia manter oculto. Uma história inebriante sobre amor proibido, luxúria e redenção, O Inferno de Gabriel retrata a jornada de um homem que procura escapar do seu próprio inferno pessoal enquanto tenta conquistar o impossível: perdão e amor.

Chicotes, algemas, cabedal? Esqueçam isso tudo e venham mergulhar no mundo de Dante e Beatrice, juntamente com Gabriel e Julia. 

Ler aqui as primeiras páginas - CLIQUE AQUI

Julia Mitchell matricula-se como estudante de graduação no curso em que Gabriel é professor, sendo ele um especialista em Dante. Uma estranha atração que é sentida pelos dois deixa-os desequilibrados, a Gabriel porque não se pode envolver com alunas e Julia porque é bastante tímida e esconde um grande segredo. E que segredo é esse? Ela conheceu Gabriel no seu tempo de adolescência, já que ele era irmão mais velho da sua melhor amiga, Rachel, mas o rapaz não se lembra dela. Julia acaba por ficar desapontada porque no dia em que eles se conheceram acabaram por se beijar e dormiram abraçados junto a um pomar durante toda a noite, mas quando a menina acorda sozinha, sem ver Gabriel por perto acaba por ficar com o coração destroçado. 

A protagonista ainda fica mais desiludida quando dá conta que o seu “Dante” não se lembra dela. Sim, porque foi o Gabriel que fez com que Julia tivesse uma paixão pela história de Dante e de Beatrice, durante uma conversa que eles tiveram no pomar enquanto adolescentes em que ele a chamou de “sua Beatrice” e contou a história daquele casal. 

Julia tenta manter-se afastada do seu professor, mas quando a sua melhor amiga e irmã de Gabriel aparece de surpresa na universidade, obrigando os dois a estarem juntos, a jovem não tem outra saída do que ver Gabriel quase todos os dias, fazendo com que a sua paixão adormecida de adolescência voltasse ainda mais forte do que nunca. O problema acontece quando Julia encontra Gabriel bêbedo num bar, ela ajuda-o a ir para casa e ele, no seu estado de alucinação, acaba por se lembrar dela como a “Beatrice”. Mas quando Julia acorda no dia seguinte no apartamento de Gabriel, faz-lhe um pequeno-almoço reforçado por causa da ressaca e deixa-lhe um bilhete assinado como Beatrice. Mas quando o professor acorda e a vê no seu apartamento, começa a discutir com ela e Julia, com lágrimas nos olhos, acaba por abandonar o edifício, e é aí que Gabriel vê o bilhete e recorda-se daquela noite no pomar. E é a partir deste ponto que ele vai lutar pela sua “Beatrice”. Mas não vai ser fácil porque alunos e professores estão extremamente proibidos de se relacionarem pessoalmente, e se eles forem descobertos, Gabriel pode perder o trabalho e a carreira dos seus sonhos enquanto Julia pode arruinar a sua bolsa na universidade. 

Gabriel é um homem enigmático com um passado obscuro e que passou por um grave problema quando era mais novo. Ele acredita que na sua adolescência viu um anjo, a sua “Beatrice”, mas ela acabou por desaparecer sem razão aparente e ele mergulhou na escuridão até que voltou a encontrar a sua luz. Ele mostra-se controlador com Julia mas de forma carinhosa e os ciúmes que ele tem por Paul são hilariantes! 

Ao longo do livro é apresentado várias referências a grandes escritores, desde Dante, Shakespeare, C.S Lewis, Leo Tolstoy, entre outros. Mas o mais importante acaba por ser Dante porque é a base desta história. Dante era um famoso poeta que nasceu em 1250 e é considerado o maior poeta da língua italiana. Dante conheceu uma rapariga na sua infância, Beatrice, em que se apaixonou por ela perdidamente, mas por razões do destino acabaram-se por separar. Anos mais tarde, quando Dante já era casado, encontrou Beatrice mais uma vez. Convencido a viver o seu verdadeiro amor, o poeta tenta vivê-lo ao máximo mas Beatrice acaba por morrer demasiado cedo, fazendo com que Dante se refugiasse na escrita, homenageando a sua amada nas suas obras e tornando-a a sua inspiração. Claro que se encontram algumas parecenças com a história de Dante e Beatrice com a de Gabriel e Julia. 

Nos primeiros capítulos custou-me um pouco a leitura, porque começamos o livro numa perspectiva de Paul, como ele vê Julia pela primeira vez e faz-lhe lembrar um coelhinho assustado porque ela no início é muito envergonhada e muito tímida, e eu só pensava “Outra Anastasia não por favor…”! Mas Julia acaba por surpreender positivamente nas suas atitudes e nas ações que faz, e a única semelhança que encontrei com a personagem das “Cinquenta sombras” foi o facto de ela ser virgem. Claro que o leitor vai encontrar algumas semelhanças com a obra referida anteriormente e também com certos pontos da saga “Twilight” mas de forma escondida e disfarçada. 

Gostei muito da forma como o livro está escrito, na terceira pessoa e com várias perspectivas, tendo como narrador Julia, Gabriel, Rachel e até o melhor amigo de Julia na universidade, Paul. Isto permite que o leitor tenha um pleno conhecimento das personagens. Um aspeto menos positivo do livro é o facto que houve passagens que tornavam a leitura um pouco monótona e eram desnecessários, fazendo com que o livro fosse grande sem precisar! 

Não gosto nada da capa da edição portuguesa, a original é mais linda e mais sensual, e quanto a sinopse acho que não faz jus ao que realmente o livro porque dá a entender que é mais um livro erótico, tal como ultimamente tem sido publicados, e ele não o é.

Capa original do livro
Quem espera por um livro erótico, com sadomasoquismo, esqueça e vá procurar outro porque este livro só contêm algumas passagens sensuais ao longo da obra. Portanto, recomendo a leitura para quem gosta de romance assim como eu.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Resenha - Noites de Paixão de Cheryl Holt

Kate Duncan concorda um ajudar a prima a conquistar um marido até que percebe que a jovem deseja usar uma suposta poção de amor para seduzir Marcus Pelham. Para provar que o elixir não passa de uma bebida sem qualquer efeito mágico, Kate bebe-o e vive o momento mais sensual da sua vida ao apanhar Marcus em plena sessão amorosa com outra mulher. Todos os nervos do corpo de Kate reagem ao observá-lo no meio das sombras, mas o despertar dos sentidos será uma consequência da poção ou do atraente homem? Felizmente, Marcus não repara que Kate o espia, ou pelo menos ale assim o pensa…
Na qualidade de conde de Stamford, Marcus tem a seus pés muitas mulheres. Contudo, nada o excitou mais como a imagem de Kate a observá-lo. Marcus vai então seduzir Kate e bebe, também ele, a poção. Contudo, o jogo assume contornos inesperados quando Marcus se vê verdadeiramente atraído pela inocente Kate. Ao ensinar-lhe a excitante arte da sedução, será que se apaixona perdidamente pela primeira vez? E será ele capaz de amar uma única mulher para o resto da vida?"

A história passa-se no século XXI, em Inglaterra e temos como personagens centrais o Conde Marcus e Kate. A jovem dama está hospedada na casa do cavalheiro com a sua tia e dois primos, Melanie e Chris, que vieram com o objectivo de casar Marcus com a prima de Kate. A jovem Melanie, com apenas 16 anos, sonha com um casamento cheio de amor e paixão e por essa razão arranja uma suposta poção de amor e dá como tarefa à sua dama de companhia, Kate, de conseguir que o Marcus a beba. Mas Kate para mostrar à prima que a poção não passa de uma mentira, bebe-a. Mas parece que afinal funciona porque a jovem vê-se à porta do quarto de Marcus e observa-o com outra mulher, o que lhe provoca novas sensações e em Marcus, uma grande atração por Kate. 

Marcus é o típico homem mulherengo e ele próprio se auto-nomeia como anti próprio para casamento e não tem qualquer objetivo de casar com a jovem Melanie. No desenrolar da história apercebemo-nos que a família do jovem é bastante fora do comum, visto que o seu pai casou-se com uma mulher mais jovem que era na altura a rapariga que Marcus amava e namoravm, deixando-o por dinheiro e por uma posição na sociedade. Mas o pai de Marcus acaba por morrer e deixa no seu testamento que o seu filho deve casar-se até aos 31 anos para receber a herança. A madrasta de Marcus é que acaba por arranjar o caso com a prima de Kate, Melanie, para não ficar na miséria. 

Mas os planos saem-lhe ao contrário já que Marcus se envolve com Kate numa relação cheia de paixão, prazer e sedução. A história é dramática e triste nalgumas partes, especialmente como Kate é tratada pela prima e a tia e tudo o que esta personagem feminina sofreu ao ser abandonada pela mãe e com a morte do seu querido pai. Mas a narração também é simpática e charmosa noutras partes e bastante erótica em muitas. Acho que faltou um bocadinho de romance na relação de Marcus e Kate, mas também se percebe perante a conexão entre eles. 

A autora é excelente e brilhante em descrever as personagens. Houve momentos em que tive puro ódio pelo Conde e noutros que a inocência de Kate fazia com que me arrepiasse o couro cabeludo de tanta frustração. Adoro o facto de termos acesso ao interior de todas as personagens já que a história é escrita em várias perspectivas e permite ao leitor conhecer o íntimo de cada um, desde aos seus sentimentos, receios e desejos. 

O livro mostra-nos o que o ser humano é capaz para atingir os seus objetivos, desde de ser egoísta, mesquinho, avarento e interesseiro. Mas também mostra que nos podemos enganar pelas aparências e que muitas vezes, quando se tem a certeza de algo, podemos estar errados, que se vai refletir nas nossas escolhas e decisões. 

Temos neste livro um romance conturbado entre os protagonistas, com um romance paralelo entre personagens secundários, muitas falsidades e equívocos, grandes conflitos, dramas dolorosos e uma narrativa delicada.


quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Resenha: As Cinquenta Sombras Livre

“Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita. Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado. E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.” 

E chegamos ao último livro da trilogia mais falada e vendida no ano 2012 e que abriu o caminho para a publicação deste tipo de romances, tais como “Rendida” e “Porque és minha”. 

PRIMEIRAS PAGINAS - CLIQUE AQUI

O livro começa na lua de mel de Christian e Ana, ou seja, no início não temos quaisquer informações ou detalhes do casamento (ocasião que eu esperava ler com todos os pormenores) mas passado algumas páginas, Anastasia que está deitada na espreguiçadeira tem uma espécie de flashback e dá ao leitor a visão do seu casamento. Temos então aquilo que deveria ser uma relação de amor mas que está sempre condicionada pela personalidade dominadora de Grey porque apesar de amar Ana, ele terá sempre que estar no controlo. No início do livro não temos grandes reviravoltas, apenas um casal feliz que está aproveitar a sua lua de mel cheia de seduções e tentações. 

Mas neste livro temos algo que nos outros dois não havia, uma vertente diferente e de maior ação: o poder da vingança e o desejo de destruir por completo a relação de Christian e Ana, ou seja, vai aparecer uma personagem – que já tivemos acesso a ela no último capítulo “As cinquenta sombras mais negras” – que o seu objetivo é arrasar com esta relação que parece que começou a encontrar o seu caminho para a felicidade. 

Quanto às cenas de mais sexualidade, já temos aquilo que se pode chamar uma relação entre um casal pois mostra-se ser apimentada, animada e apaixonada. Apesar disto, as tendências e as práticas BDSM continuam em grande na parte da sexualidade entre o casal. Quanto à linguagem e a forma como o livro é escrito, continua bem presente o calão e as aparições da deusa interior mas com menos frequências (graças a Deus!). Se compararmos a escrita do primeiro volume com este notasse uma certa evolução mas ainda há certos diálogos e certas descrições que era totalmente desnecessários, mas é verificado que a autora melhorou a sua maneira de redigir. 

Sobre as personagens, Christian Grey sempre foi algo que na minha consideração andou de um lado para o outro, durante os três livros. No primeiro livro comecei por não simpatizar muito com ele mas depois para o final das “Cinquenta sombras de Grey” fui-me cativando por ele. Depois no segundo volume, com certas atitudes voltou a abaixar na minha apreciação mas logo subiu quando descobriu que estava apaixonado por Anastasia e neste último livro começou no auge da minha avaliação e desceu completamente quando, a meio da história, Ana conta a Grey algo que vai mudar a relação deles para sempre (quem leu o livro sabe do que estou a falar) e quando li a reação dele só quis bater-lhe e mostrar-lhe o quanto estúpido ele estava a ser, e estragou tudo quando foi ter com Sra Robinson. No oposto, é nesta cena que Anastasia, para mim cresce como personagem e é aí que eu grito: Finalmente! Ela mostra a sua verdadeira garra, força e persistência! Como disse nas minhas resenhas anteriores, nunca engracei com a personagem feminina porque ao olharmos para o mundo de hoje, as raparigas não assim tão ingénuas como Anastasia é. Tive que esperar três livros para que esta personagem, que era um ratinho se transformasse num leão! E acho que é com esta mudança de atitude que o próprio Christian nota que não pode continuar a ser tão possessivo e estar no controlo como antes, senão está sujeito a perder aquilo que mais ama. A Sra Robinson é mais do mesmo que já disse na resenha anterior, ela irrita-me e nunca sabe quando está a mais. 

A estrutura da narrativa ao longo do livro é mantida, onde temos os famosos e-mails trocados durante o casal, que na minha opinião é das partes mais cómicas e divertidas dos livros desta trilogia. O desfecho acho que deixou as minhas expectativas aquém, fiquei com a sensação que faltava ali algo e que acabou muito depressa. E ainda há a falha que não sabemos como ficam a Mia e Ethan. 

Ainda no final temos um pequeno episódio triste do primeiro Natal de Christian enquanto adotado por Carrick e Grace e ainda há dois capítulos que nos fazem retroceder até ao primeiro livro mas com uma diferença: o narrado é Christian em vez de Anastasia. Talvez E.L James queira reescrever a trilogia sob o ponto de vista da sua personagem masculina? Não sei, mas acho que estes três volumes foram suficientes para entender a história completa. Acho que quando querem a perspectiva dos personagens principais, em vez de escrevem o livro na primeira pessoa, escrevam na terceira pessoa e façam vão mudando o narrador ao longo do livro. E mesmo na primeira pessoa dá para fazer esta técnica. 

Independente do que acontece, a trilogia “As Cinquenta sombras” foi um fenómeno mundial que eu faço comparação com a saga “Twilight”. Para mim, confesso que estava à espera de mais, eu gosto deste tipo de livros mas houve certos aspetos que fizeram com que eu, como leitora, perdesse algum interessa tais como a escrita e a personagem feminina. É uma história para se ler a um domingo à tarde para desanuviar e descontrair.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Resenha - As cinquenta sombras mais negras





"Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle. Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer – ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir.
 Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante. Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida. Uma escolha que só ela pode fazer…"

Neste segundo livro, o casal da trama está separado, porque como sabem no final de “Cinquenta sombras de Grey”, Ana descobre que está apaixonada por Christian, querendo ser mais do que uma simples submissa para ele e ainda descobre que não aguenta e não consegue fazer tudo o que o Mr. Grey quer. O que ela não sabe é que Christian vai dar tudo por tudo para tê-la de volta, até mesmo reformular toda a sua vida sexual.

Narrado na primeira pessoa como no primeiro livro, ou seja, da vista de Anastasia, a obra vai seguir o mesmo estilo de narrativa, o que significa que continua a ser uma narrativa pobre, só que desta vez ela consegue abusar ainda mais dos diálogos internas e da “deusa interior”, que como eu disse na resenha anterior, me irrita profundamente. Continuamos com o mistério de Mr. Grey, o que torna a personagem ainda mais interessante e misterioso e o leitor acompanha Ana na sua viagem de descoberta das cinquenta sombras de Christian.

Temos uma Sra Robinson mais ativa e curiosa. Esqueci-me de mencionâ-la na resenha anterior. Ela foi a mulher que introduziu Christian no sadomasoquismo, quando ele ainda era menor. Ela cerca o seu Ex-sub com cuidado desnecessários, até chega ao ponto de se intrometer na relação de Ana e Christian a todo o custo e contra a vontade deles. É daquelas personagens que só apetece apertar-lhe o pescoço, porque ela aparece sempre no momento inoportuno! E claro que Anastasia não gosta nada da Sra Robinson, nenhuma mulher gosta da ex do seu atual companheiro. É um facto!



Também temos certa ação ao aparecer uma Ex-sub de Mr. Grey, o que torna a trama mais enérgica e enigmática. O livro é mais longo, mais dinâmico e mais baunilha que o seu anterior, aspeto que eu adorei. Este livro é o que revela o passado de Christian e que nos faz entender muita, mas muita coisa que ficou por responder no livro anterior. Vamos notar algumas mudanças nas personagens. Ana está mais independente e arruma um emprego na sua área. Mr. Grey ficará mais carinhoso e sentimentalista e haverá um amadurecimento na personagem de Anastasia.

Cinquenta sombras mais escuras é incrivelmente mais romântico. Enquanto o primeiro da série foca mais a parte física da relação de Ana e Christian, o segundo destaca o lado mais emocional. O amor que no primeiro livro apenas começou a nascer, aqui deixa de ser um sentimento sutil em desenvolvimento e se torna algo evidente e precípuo. Além de toda esta carga dramática e maratona sexual, ainda temos suspense, ação, ciúmes, brigas, reconciliações, mais discussões e por aí. E eu não poderia deixar – outra vez – de mencionar os e-mails. As trocas de mensagens entre Anastasia e Christian são ótimas porque são espirituosas, divertidas e dão uma leveza na história que, em tantos momentos, se mostra tão tensa. Estes momentos são dos melhores tanto no primeiro livro como neste.

Apreciei bastante mais este segundo volume do que o primeiro. Indico para aqueles que buscam uma leitura simples, leve e de entretenimento. E também para aqueles que buscam algo bem mais interessante do que a simples (apesar de prazerosa) leitura de um livro.



Resenha - As cinquenta sombras de Grey



Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor?

Simplesmente não consegui entender como um livro assim bate recordes de venda. Ainda não percebi bem qual é o motivo de tanto sucesso e euforia por tal livro. A única explicação para isto é a mesma que se pode aplicar a tantos outros produtos - o sexo vende. Mas sexo do pesado porque Nora Roberts e Sherrilyn Kenyon, Kresley Cole também têm cenas de sexo nos livros delas e não foi um sucesso assim! É verdade que é um livro denso para certo tipo de leitor, aqueles que são mais sensíveis podem não gostar da maneira de como as cenas são escritas, porque é tudo bastante claro como a água.

Um aspecto negativo do livro é a fraca narração. Nota-se uma escrita simples, muitas vezes sem muitos sentimentos e bastante pobre, percebe-se bastante bem que é uma escritora nova na área. Para quem está habituado a escritores como Nora Roberts ou Nicholas Sparks é uma tremenda desilusão, porque o livro tem todos os aspetos necessários para se obter uma história boa e intensa. 


Também é um livro cheio de clichés, rapariga virgem conhece rapaz milionário e que é lindo de morrer e de repente só vê o rapaz à frente. Achei ridículo o facto de Anna ter que assinar um contrato de confidencialidade quando Christian conta o seu “segredo”. Gostos são gostos e o que importa o que um casal faz dentro das quatro paredes? Não é por isso que ela iria dizer a todos que o fantástico Grey gosta de sadomasoquismo, é tão estúpido ao ponto de eu achar que ele tem vergonha de si próprio. Outra coisa que me surpreendeu, foi a forma como a Anna perdeu a virgindade, ela conhecia o Christian há tão pouco tempo e simplesmente deixou-se ir, nota-se aqui como Ana é facilmente manipulada. Também senti que a própria escritora não pesquisou o bastante para apresentar o tema de BSDM (bondage, disciplina e sado-masoquismo), tornando o livro ainda mais fraco nesta temática. Não gostei das cenas de sexo porque a forma como a autora escreveu tais acontecimentos com tanta indiferença, frieza e sensibilidade fez com que me desse vontade de passar essas cenas à frente.

Um aspeto que me irritou durante todo o livro foi a “Deusa Interior”. Mas que é isto?! É tão estúpido que chega a ser cómico! Anastasia em si é uma personagem que me irritou profundamente, bastante aborrecida e uma “pãozinho sem sal”. 

A parte mais bonita da história é quando Christian se apercebe que os seus sentimentos por Anastasia não são algo tão simples nem superficial como ele estava à espera, causando-lhe alguma confusão porque ele nunca se apaixonou verdadeiramente por uma rapariga nos seus 27 anos de idade. 

Apesar de todas as personagens se desenvolverem rapidamente e de todos os clichés, esta história mostra-nos um lado bastante interessante de um homem perturbado que refugia-se no sexo para tentar ultrapassar o seu passado. Christian é um personagem bem profundo, com explicações para gostar do que gosta e isso foi bem surpreendente. Diverti-me imensamente com os e-mails que os dois trocavam, pois, neles, víamos um Grey brincalhão e protetor, dava para ver o outro lado daquele homem misterioso que não deixava nada transparecer.

Os segredos do seu passado (as suas cinquenta sombras) é um dos mistérios que os leitores vão querer descobrir e foi um dos grandes motivos pelo qual eu continuei a ler esta trilogia, o porque do Christian querer o controle de tudo e o porque de não deixar nenhuma mulher lhe tocar em certos lugares do seu corpo, isto é o mais interessante do livro. Acho que o verdadeiro tema que a escritora queria desenvolver não foi bem obtido, mas é esta personagem masculina que é bastante interessante para captar a atenção dos leitores e quererem saber mais.  


O segundo livro desta trilogia intitula-se de “As Cinquenta sombras mais escuras”.
De seguida deixo-vos um trecho que encontrei que acho que explica um pouco o que são as cinquenta sombras:

O amor é uma coisa estranha. É um sentimento que não se mede, que não se vê, e que somente se sente, se agarra, se abraça e com o qual se enlouquece, se esquece, se aceita e se abdica. O amor é vitorioso, é etéreo. É profundo e, por vezes, extremamente físico. Mas o amor é também ciúme, é controlo. É uma tensão maravilhosa que se espalha pelo corpo, que desvaira a mente, que se camufla por trás de uma necessidade insana, irracional, se possuir, de ter. O amor...
O amor são cinquenta tonalidades de uma mesma emoção, de uma mesma alma. São cinquenta nuances de aquiescência, cinquenta vontades de um mesmo mistério, de uma mesma forma de prazer. São cinquenta sombras de... tudo.




quinta-feira, 1 de março de 2012

Resenha - O Cadáver Trocista de Laurel K. Hamilton


“Algum tempo depois estava numa plataforma elevada, de frente para um semi-círculo quase perfeito de espelhos. Com sapatos de salto alto cor-de-rosa a condizer, o vestido de dama de honor tinha o comprimento ideal. Tinha também pequenas mangas tufadas e era descaído nos ombros, revelando quase todas as minhas cicatrizes.
Um vampiro partira-me a clavícula e o braço esquerdo, ao morder-me. Tinha também a marca de uma queimadura em forma de cruz, no antebraço esquerdo. Parecia a noiva de Frankenstein num baile de finalistas. Catherine, a noiva propriamente dita, não concordava. Achava que eu merecia estar no casamento por sermos boas amigas e eu estava a gastar uma boa maquia para sofrer uma humilhação pública. De facto, devíamos ser boas amigas... “

Vagueando solitária pelas ruas de St. Louis, uma criatura percorre os casebres mais escondidos, gerando o caos, morte e destruição, por onde passa. Sem ninguém apto a descobrir o motivo de tão horrendos cenários, resta a Anita Blake. Juntamente com a desagradável notícia de que o novo Mestre da Cidade (Jean-Claude) exige uma reunião com ela e dos confrontos gerados em torno de um humano que a quer forçar a animar algo que deveria de continuar enterrado para todo o sempre, está bastante claro que, para Anita Blake, apresenta-se mais uma semana difícil, com poucas horas de sono e muitas, muitas nódoas negras...

Anita Blake, de uma forma maravilhosa, continua a ser a alma do livro. Ela é tudo o que uma heroína poderia alguma vez sonhar ou aspirar a ser, e um pouco mais, com uma humanidade espantosa e uma fragilidade muito apropriada presentes na mesma equação. Sem dúvida uma mistura explosiva de violência, adoração por peluches fofos, ironia e feminilidade. A meu ver, uma protagonista cinco estrelas e simplesmente fenomenal.

Também igualmente cativante mas com uma menor participação neste segundo livro está Jean-Claude que persiste em manter uma atitude misteriosa – embora imensamente poderosa – e até persuasiva e sedutor. Gostava que a personagem estivesse mais presente neste romance, e mesmo a história que há entre Anita e Jean-Claude tivesse evoluído para um passo seguinte, mas isso não aconteceu. Anita continua a rejeitar a atração que sente pelo vampiro. Espero que seja no próximo livro que a animadora se decida, finalmente, a aceitar o convite para dançar do galante vampiro.

Para o futuro, fica o desejo de querer ler mais sobre Anita Blake e assim vou esperar pelo terceiro livro da saga “Anita Blake”.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Resenha - Prazeres inconfessos de Laurell K. Hamilton

“Nesta primeira história da saga, Anita, que presta assessoria sobre crimes sobrenaturais para a polícia de St. Louis, investiga, contra a sua vontade, uma série de assassinatos de vampiros. Tudo começa quando ela vai como convidada a uma festa de despedida de solteira numa boate de strip-tease de vampiros cuja gerência está a cargo do sexy sugador de sangue francês Jean-Claude. A noiva acaba enfeitiçada e só se Anita atender os desejos dos vampiros – no caso, descobrir quem os está exterminando – é que ela vai voltar para casa com vida.

Anita conhece então a mestra vampira Nikolaos, que, embora pareça uma menina inocente, é muito poderosa e tem mais de 1.000 anos. O que se segue é uma divertida história de detetive recheada de ação, viradas surpreendentes e pontuada pelo humor ácido desta fascinante protagonista, que seduz os fãs com uma boa história de mistério e vampiros em todo o mundo.”

Prazeres Malditos é o primeiro livro da série “Anita Blake”, escrita pela autora americana Laurell K. Hamilton. A série possui 20 livros publicados nos Estados Unidos e seu 21º livro tem lançamento previsto para Junho de 2012. Em Portugal, apenas dois livros da série foram publicados. A nossa heroína é Anita Blake, uma rapariga que consegue ressuscitar humanos. Apesar disso, ela também é conhecida como a “Executadora” já que é a única humana que já matou tantos vampiros e sobrevive para contar a história. Apesar deste pormenor, o que Anita deseja é ver-se livre dos vampiros, mantendo sempre a distância, mas parece que eles vêm sempre à procura dela. Anita também possui poderes que mais nenhum humano tem, ela apenas pela presença do vampiro consegue conhecer a sua idade e os seus poderes característicos. Na história, os humanos sabem e aceitam a existência de vampiros, e chegam mesmo a se voluntariarem para lhes fornecerem sangue. Existem também zumbis, demónios devoradores de carne morta, licantropos e humanos adoradores de vampiros. O livro é cheio de criaturas fantasiosas, do jeito que os leitores fãs do sobrenatural original gostam. Eles são apresentados aos poucos. É como se fosse uma apresentação dos personagens que virão no restante da série. Um aspecto que eu gostei bastante, foi termos os velhos vampiros de volta! Ou seja, não conseguem andar à luz do sol, dormem de dia e em caixões e são queimados por água benta e cruzes. 

Outro aspecto surpreendente é o facto de Anita não ser tão forte como aparenta ser. Todos os vampiros pensam que ela é uma durona mas por baixo daquela máscara está uma rapariga que não gosta nada de vampiros nem de lutas. Ela conta suas aventuras de uma forma cheia de humor e às vezes diretamente para o leitor. Nos seus pensamentos, ela passa por vários momentos agonizantes mas nunca demonstra isso para quem está de fora. Muito menos que sente uma atração fortíssima pelo vampiro centenário para lá de charmoso e misterioso, Jean Claude. Essa relação ou seja lá o que for, foi algo que me deixou muito curiosa sobre a continuação. 

Todos os personagens são muito cativantes, que nos fazem rir com seus sorrisos metidos e prender o fôlego quando estavam em perigo. Anita é uma pessoa sagaz, centrada e com tiradas inteligentes. Anita é uma verdadeira heroína, muito resistente nas cenas de ação, mostrando muita força de vontade.