Crítica Literária - Na Cama com um Highlander

"A escritora é conhecida pelos seus livros eróticos, um já foi publicado em Portugal (Obsessão) e o segundo já vem aí (Submissa), mas este livro apresenta uma atmosférica mais romântica, uma escrita leve com cenas engraçadas, divertidas e por vezes até sensuais. "

Crítica Literária - Pecados Escondidos

"Julianne foi uma personagem que me cativou bastante pelo facto de não ser uma rapariga mimada e cabeça de vento (muito costume na época), mas sim uma jovem bastante humilde e que chega a pensar primeiros nos outros e depois nela própria. "

Crítica Literária - O Beijo Encantado

"Para a época em que o livro se passa, os diálogos têm um q.b de texto moderno, mas que torna o livro apetitoso e rápido. "

Crítica Literária - Inocência perdida

Nora Roberts volta a surpreender-me, voltando a enganar-me. Pensei que pela primeira vez tinha descoberto quem era o vilão da história mas nas últimas páginas houve uma reviravolta que me fez ficar de queixo caído, literalmente!

Crítica literária - Rosa Selvagem

"No início do livro, a autora acaba por desenvolver o tema de diferenças de classes mas acaba por ir diminuindo essas referências, o que acabou por haver um ambiente de "mundo cor-de-rosa" em vez de um mundo realista. "

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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Crítica Literária - "Sem Pecados na Culpa" de Ana Macedo

Sem pecados na culpa é um livro forte e complexo no modo como visualiza situações bem próximas das realidades das famílias contemporâneas, mas também deixa antever a fragilidade, a instabilidade, a insegurança, o desequilíbrio afectivo, o refúgio em si próprio e no mundo imaginário da personagem principal.

Neste livro é apresentado a história de João, um jovem de 15 anos, que vai viver para Londres e todo o seu processo de adaptação. Nesse novo país ele divide a sua vida entre as suas histórias, mais concretamente as suas bandas-desenhadas, e a sua namorada Aimee. 

O leitor consegue deduzir que esta relação não é algo normal, que parece ser algo como um sonho por causa de toda a irrealidade que acontece. E de facto, não é real porque essa rapariga só existe na imaginação de João. Acabamos por descobrir que João tem um problema psicológico, que nunca é especificado e mistura a realidade com a ficção dos seus desenhos.

A personagem principal é fruto de um casamento sem amor, é um rapaz carente que aparenta ser forte e agressivo mas é afinal frágil e sensível. Para mim, acaba por ser uma criança num corpo de um Homem, que ânsia desesperadamente por amor e carinho. O livro retrata as relações interpessoais, toda a dimensão do ser humano e a sua complexidade. 

A obra está escrita na forma que se aproxima de um diário ou de uma cara que é destinada ao próprio leitor, quase sempre na perspectiva do João apesar de haver uma ou duas passagens na perspectiva de outra personagem.

É uma história que nos faz reflectir sobre várias questões, desde amizade, o amor, traição, o que é real e o que é fictício, somos arrebatados com vários temas de uma dimensão extraordinária  O próprio título acaba por ser controverso, quase como um paradoxo. Um livro que vale a pena ler e que se entranha na nossa mente.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Crítica Literária - The Vincent Boys de Abbi Glines

Ser a boa menina não é tão bom como deveria ser. Ashton Gray esta cansada de fingir para agradar os seus pais, e para ser digna do príncipe da cidade, Sawyer Vincent. Talvez por isso ela tenha se aproximado do primo de Sawyer, Beau, enquanto ele está fora no acampamento de verão com a família. Beau não tem nada a ver com o namorado perfeito. 
Ele é o homem mais sexy que ela já viu, perigoso de forma que apenas havia sonhado, e é o tipo de rapaz do qual deve permanecer afastada. Beau nunca invejou Sawyer e od seus amorosos pais, a sua casa grande e bonita ou a sua posição na sociedade. Ele o ama como a um irmão. Razão pela qual tem tentado se manter longe da namorada de Sawyer. Mesmo que ele a tenha amado desde a idade de cinco anos, Ashton é a garota de Sawyer, portanto, está fora dos limites. No entanto, quando Sawyer viaja no verão, Ashton, a rapariga pela qual Beau moveria céus e terras, decide que quer entrar em apuros. Apunhalar pelas costas a única pessoa que sempre o aceitou e o apoiou, é o preço para ter Ashton Gray em seus braços. Será que vale a pena perder seu primo por ela?...  Caramba, sim.

Sawyer Vincent e Beau Vincent são primos e ambos são amigos de infância de Ashton, a filha do pastor. Desde de crianças que Ashton e Beau são os melhores amigos e "parceiros no crime", ou seja, são uns traquinas, realizando partidas ao longo da sua infância. Os três amigos acabam por crescer e Sawyer interessa-se por Ashton começando assim um namoro em que a jovem esconde o que realmente é, deixando para trás a menina traquina e travessa para se tornar numa rapariga séria e desprovida de diversão, e ela acaba por se afastar de Beau.

Beau esconde os seus verdadeiros sentimentos por Ashton por lealdade a seu primo, mas cada vez se torna mais difícil ver a rapariga que ele ama aos beijos com o próprio primo e irrita-o saber que a sua amada está a tornar-se em algo que não é o seu verdadeiro eu. Mas tudo muda quando Sawyer vai de férias com a sua família, permitindo assim a possibilidade de Beau se aproximar de Ashton. A jovem percebe que durante anos camuflou sentimentos pelo primo do seu namorado e entra em pânico porque não se quer meter no meio da relação deles, porque para Beau e Sawyer eles são mais que primos, são irmãos. 

Mas atracção acaba por vencer e os jovens envolvem-se durante o tempo em que Sawyer está fora. Eles aproveitam cada segundo juntos pois sabem que no momento em que o namorado de Ashton voltar tudo acabará. Mas Beau não vai desistir tão facilmente da rapariga que ama, nem mesmo que seja em benefício do seu primo.

Contanto a história em duas perspectivas, o leitor tem acesso ao mais íntimo das duas personagens principais, de todos os seus conflitos interiores. Em Ashton é realçado a pressão que a sociedade faz, pois ela muda não por querer mas por causa do namorado e do pai, já que eles esperam alguém que se comporte correctamente apesar de ela ser uma alma selvagem. Já Beau é visto como um mau exemplo, pois ao contrário da jovem ele não esconde a sua verdadeira essência.

 Com surpresas, ciúmes, paixão, este livro mostra que uma simples amizade pode florescer para algo mais e que quando se ama de verdade somos capazes de tudo, mesmo magoar as pessoas que nos são importante. 



sexta-feira, 1 de março de 2013

Crítica Literária - The One for Me de Layla James

O livro relata-nos a história de Katy, uma rapariga de 17 anos que vê o seu mundo dar uma volta de 180º graus em apenas uma semana. E porquê? Bem, num espaço de uma semana o seu namorado de à quase um ano, Hayden, termina com ela por causa de outra rapariga, Holly e os seus pais anunciam o seu divórcio. A jovem pensa que a sua vida não poderia pior, mas quando na aula de ciências é obrigada a trabalhar com Liam, o bad boy da sua escola, Katy vê a sua dignidade irem por cano abaixo, quando numa festa vê Holly e Hayden a beijarem-se, num impulso ela beija Liam. Com apenas um beijo, espalha-se um rumor que destrói a reputação de Katy. Determinada a salvar a sua imagem, ela propõe a Liam um trato: fingem namorar, para parar os rumores enquanto ele ganha uma boa reputação junto dos professores. 

E assim começa um percurso cheio de intrigas, ciúmes, paixões de adolescências e drama. Neste livro observa-mos que as aparências iludem, tal como acontece com Liam, que é visto como o estereótipo de bad boy mas afinal há algo de romântico e carinhoso nele. A personalidade de Katy é um bocado "rainha do drama" e talvez um pouco imatura no início  mas há uma evolução que se nota nas suas ações nos últimos capítulos. A premissa da história não é nada de novo mas permite ao leitor umas boas gargalhadas, especialmente nos diálogos entre Katy e Liam, uma paixão-ódio. É apresentado ainda o facto do que um divórcio pode fazer a uma família, tanto aos pais como aos filhos, todo o sofrimento e dor que acontece durante todo o processo. 

O livro é escrito na primeira pessoa, sempre na perspectiva de Katy, o que permite uma proximidade a esta personagem. Uma história envolvente, que nos agarra na esperança de um final feliz.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Crítica Literária - Easy de Tammara Webber

Após seguir o seu namorado para a faculdade que ele tinha escolhido, a última coisa que Jacqueline esperava era o fim do relacionamento. Após duas semanas em choque, ela acorda com uma nova realidade: ela está solteira, numa faculdade ao invés de um conservatório de música, ignorada pelo antigo grupo de amigos, sendo perseguida por um amigo do ex-namorado e tend dificuldade numa matéria pela primeira vez na vida. Após quase ser vitima de estupro, ela olha com outros olhos o colega de classe, Lucas, que a salvou e sempre foi tímido e nunca falou com ela. Ao mesmo tempo ela deve conseguir melhorar suas notas com o novo relacionamento com o tutor de sua classe de economia que logo vira algo mais do que uma relação académica.
Este livro relata a história de Jacqueline, uma rapariga que desistiu do seu sonho de ir para um conservatória de música para estar com o seu namorado, com quem está à mais de três anos. Depois de chegarem à universidade, a jovem nota que o seu companheiro está a afastar-se cada vez mais e este acaba por terminar a relação. Depois de duas semanas em choque e mergulhada em lágrimas, Jacqueline "acorda" para a vida, chegando à conclusão está num sítio onde se sente deslocada e que, pela primeira vez na vida, está a ter dificuldade numa disciplina. 

Quando a sua colega de quarto a convence a sair para uma festa de Haloween, Jacqueline quase que é violada por um colega de fraternidade do seu ex-namorado, só que é salva por Lucas, um colega da classe de Economia que passa a aula a rabiscar no seu caderno. Lucas é o tipo bad boy, solitário, com um piercing no lábio e com um passado muito traumatizante. A partir deste momento, os dois jovens começam aproximar-se cada vez mais, até o dia em que Lucas pede a Jacqueline para desenhá-la e eles não conseguem mais segurar a atração que os atormenta. 

Além desta relação com Lucas, a perseguição do rapaz que a tentou violar, a jovem universitária ainda mantém uma relação platónica com Landon, o seu orientador da aula de Economia devido à sua dificuldade na disciplina, mas existe um pequeno problema, Jacqueline nunca viu Landon e eles mantém contacto apenas por e-mail. Mas é entretanto que ela descobre uma relação entre Landon e Lucas... E vai tudo mudar a partir daí!

Uma história que aborda vários assuntos que é necessário dar destaque tais como a violação, o uso de drogas, homicídio, a relação entre pais-filhos,  o excesso de álcool, a verdadeira amizade e o amor. Um livro juvenil mas que pode interessar a um público mais adulto. Escrito na primeira pessoa e sempre na perspectiva de Jacqueline, temos acesso directo a uma rapariga que é apaixonada por música, que sofre por amor e que apresenta uma relação bastante distanciada dos pais. 

Um livro que nos faz acreditar que o amor e que os verdadeiros sentimentos curam qualquer ferida, sendo capazes de libertarem qualquer pessoa.